4.9.08

O saldo "import-export" das 3 grandes ligas.

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Parece claro que quem ficou a perder foi a Liga Espanhola, talvez fruto da menor actividade de Real e Barça. Para Itália rumaram muitos nomes sonantes mas todos para os grandes clubes. Neste balanço a Inglaterra volta a ter saldo positivo. Entre saídas e entradas, a Premier League fica claramente a ganhar, com essa particularidade de ter reforçado um número mais significativo de equipas.


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Mendez no jogo aéreo!

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3.9.08

Ferguson: Quem ri por último...

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O último dia do mercado reforçou o resultado da “novela-Ronaldo”. Ferguson começou bem cedo a ser “atacado” pelo poderio da pressão mediática do Real Madrid para a saída de Ronaldo. O caso chegou a parecer perdido para os “Red Devils” mas o tempo e astúcia do velho Ferguson deu a volta à situação. Uma conversa com Ronaldo no momento em que o tiroteio de imprensa começava a tornar-se redundante e desgastante para todas as partes fez o jogador rever a sua posição, dando uma grande baixa nas expectativas “merengues” para um negócio difícil mas muito bem preparado em Madrid.

Paralelamente a Ronaldo, em Inglaterra vivia-se um caso semelhante: Berbatov. Curiosamente aqui o papel de Ferguson era inverso, sendo ele próprio o protagonista dos movimentos de rapina sobre o talentoso búlgaro. Ao contrário do escocês, o Tottenham e Juande Ramos não conseguiram nunca fazer do tempo um aliado. Antes pelo contrário. No último dia, o Tottenham estava sem Berbatov e com um péssimo arranque de temporada, ligando-se essa catastrófica performance aos nefastos efeitos psicológicos do “caso Berbatov”. A corda quebrou do lado londrino e Ferguson venceu mais este duelo.

Mas há mais. Em Espanha, Robinho tornou-se num efeito colateral da novela Ronaldo. De orgulho ferido e sangue quente, o jogador protagonizou uma conferência de imprensa bombástica nas vésperas do final do mercado, tornando muito complicada a permanência do ex-camisola 10 merengue. O resultado foi o milionário negócio de última hora para o Man City que, por muito dinheiro que tenha valido, revelou-se no derradeiro contributo para o fiasco Madrileno, não só não conseguindo atingir qualquer dos alvos prioritários (Ronaldo e Villa) como ainda perdendo um jogador cuja evolução revelada no último ano permitia pensar poder tornar-se num candidato a bola de ouro num futuro próximo.

O resultado de tudo isto é uma vitória em toda a linha para Ferguson que, no mínimo, deve ter aberto uma das suas melhores garrafas de vinho para festejar. O plantel foi reforçado com o alvo que ele definira inicialmente e, como se não bastasse, conseguiu indirectamente provocar um duro golpe no Real Madrid que perdeu Robinho sem ter tempo para colmatar essa baixa. A cereja no topo do bolo terá sido mesmo a entrada em cena do Man City, levando Robinho de Madrid e... desviando-o do concorrente Chelsea.

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O Milan perdeu mas ele está de volta!

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2.9.08

Braga - Sporting: Valorizar a eficácia

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Há alguns anos que o Braga se vem afirmando como a quarta potência do futebol nacional. Por razões que têm sobretudo a ver com uma má gestão da equipa técnica iniciada com a imprudente dispensa de Jesualdo, este estatuto não tem sido verdadeiramente traduzido dentro das 4 linhas. A chegada de Jesus marcará, seguramente, um regresso ao trilho correcto e, este ano, o Braga é, mais do que nunca, um adversário a ter em conta pelos grandes. Esta espécie de premonição introdutória é, desde logo, a melhor valorização que se podia fazer à vitória arrancada pelo Sporting em Braga.

1ª Parte
O jogo começou, praticamente, com o golo de Postiga, numa jogada muito bem conseguida pelo Sporting. A bola é ganha sobre a esquerda e a equipa tira-a da zona de pressão para aproveitar o espaço no outro flanco. Abel, Derlei e finalmente Postiga foram os protagonistas de um lance que, desde logo, condicionou o jogo e a abordagem das equipas. O Sporting manteve-se melhor durante alguns minutos, aproveitando a injecção de confiança trazida pelo golo. Depressa, porém, o jogo entraria numa outra toada, dominada pela capacidade pressionante de ambos os lados. Este bom comportamento sem bola tornou a posse num momento perigoso e, por isso, se viu tanto recurso ao jogo directo como solução para os receios de uma perda em zona perigosa. Este comportamento foi sobretudo visível no Sporting que, naturalmente, era quem mais tinha a perder. O resultado foi algum recuo territorial que, ainda assim, apenas se traduziu em 2 lances de perigo. O primeiro numa segunda bola de Meyong e o segundo no melhor lance bracarense, com uma viragem de flanco a ser bem aproveitada por Alan para colocar a bola na cabeça de Linz.

2ªParte
Para o segundo tempo, o Sporting trouxe a mesma capacidade defensiva no último terço de campo mas juntou-lhe outra tranquilidade e sabedoria na gestão da posse de bola. Jogou mais no terreno do Braga e, aí sim, pode dizer-se que controlou verdadeiramente o jogo. O passar dos minutos mostraram um jogo pouco agradável à vista mas com bastante qualidade de processos, e cujo equilíbrio servia naturalmente o Sporting. Jesus mexeu na sua equipa já de si ofensiva em termos de individualidades, Paulo Bento respondeu com Veloso e a concentração bracarense começou a ser afectada pela frustração de quem se sente impotente para mudar o curso dos acontecimentos. Este aspecto deu ao Sporting novo ascendente à entrada dos últimos 10 minutos e, ainda antes da expulsão de João Pereira, Tiui e João Moutinho tiveram aquela que foi, realmente, a melhor ocasião de golo após o 0-1. O Sporting não “matou” o jogo nessa ocasião mas este estava já demasiado moribundo para poder renascer para o lado do Braga nos poucos minutos que faltavam...

Notas
Braga – O Braga pode não ter feito um jogo vistoso mas confirmou a qualidade dos seus processos, sendo particularmente penalizado pela eficácia leonina. Num jogo em que era muito difícil entrar na área, o Braga pode lamentar-se sobretudo da pouca qualidade dos seus (muitos) lances de bola parada, com a bola a ser permanentemente colocada longe da zona de Patrício, claramente um alvo a explorar neste tipo de situações. De resto, nota para o elevado numero de jogadores ofensivos no onze de Jesus e, mais importante, para o facto de a equipa não ter perdido solidez por esse facto. Este aspecto é, em si mesmo, revelador da qualidade colectiva deste Braga que, acredito, é um candidato real ao pódio do campeonato.

Sporting – Bafejado pela inegável fortuna de conseguir a eficácia ofensiva tão cedo no jogo, o Sporting fez um jogo muito positivo. Em vantagem pedia-se que, sobretudo, procurasse o controlo do jogo e foi isso que o Sporting fez, não sendo fácil restringir o Braga a tão poucas ocasiões de golo em quase 90 minutos. Melhor na gestão da posse de bola na segunda do que na primeira parte, o Sporting soube estar muito bem nos diversos momentos do jogo, percebendo a prioridade de defender bem, baixando o bloco e defendendo muito bem em largura. Destaque, nesta tarefa para as notáveis exibições de Rochemback e Izmailov, conferindo aos flancos do losango uma consistência que muitas vezes faltou no passado. No seu objectivo do título estes não são 3 pontos quaisquer, mas eu diria que o desafio do Sporting aparecerá realmente quando a frequência semanal de jogos aumentar... foi aí que falhou nos últimos 2 anos.

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Destaques do fim de semana

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-- Portugal –
- Para além dos grandes, nota para os golos de Zé Manel e Garcês, a inspirar vitórias de Leixões e Académica.

-- Inglaterra –
- Se há equipa que pratica futebol de entretenimento é o Arsenal. À atenção do Porto ficam os golos de Van Persie e Denilson nos 3-0 ao Newcastle.
- Nota para a surpreendente vitória (0-3) do Portsmouth frente ao Everton. Para Cajuda ver, o momento de Defoe.

-- Espanha –
- Para ninguém se ficar a rir, Real e Barça perderam na estreia.
- O golo da jornada vai para Marcos Senna.

-- Itália –
- Mourinho empatou na estreia (1-1) com a Sampdoria.
- Ronaldinho jogou muito mas quem foi surpreendentemente decisivo foi Valiani no “choque” do Bologna em San Siro (1-2)
- A Roma empatou em casa (1-1) com um Nápoles muito positivo e que jogou com 10 durante muito tempo. Os adversários da taça uefa que se cuidem...
- Destaco o repentismo fantástico de Gilardino no empate (1-1) Viola com a Juventus e o chapéu de Di Natale.

-- França –
- O Lyon parece querer embalar sob a inspiração de Benzema (0-1 sobre o St.Etienne)
- O Bordéus perdeu 2-1 com o Lille, mas veja-se o golo de Cavenaghi!

-- Brasil –
- Fla-Flu, com 2-2 e golão de Conca
- Jogo com final improvável entre Cruzeiro e Coritiba (1-1)
- No Brasil resolveu-se “libertar” a famosa paradinha. O resultado é tão exagerado como ridículo para os guarda redes.

-- Outros –
- Na Alemanha, golo “à Lahm” na vitória 4-1 do Bayern sobre o Hertha.
- Grande golo de Zhirkov na vitória (0-2) do CSKA sobre o Lokomotiv, no derby de Moscovo.
- Basileia não para de ganhar.
- Shakhtar está definitivamente em crise. Desta vez deixou escapar uma vantagem de 2 em casa (2-2).
- Golaços de Afellay e Sulejmani para PSV (vitória por 1-5 em Utrecht) e Ajax (derrota 1-2 frente ao Willem II)
- Fenerbahce venceu pela primeira vez no campeonato
- Para o fim, os golos de Miller e Pedro Mendes no fantástico 2-4 do Rangers sobre Celtic no ‘Old Firm’

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1.9.08

Benfica - Porto: o empate que não satisfaz

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Foi um empate que não pode deixar ninguém particularmente satisfeito. O Benfica porque jogava em casa e porque terá esbanjado uma oportunidade para derrotar o rival que mais teme num momento em que este não se encontra ainda totalmente afinado. O Porto porque é neste momento melhor do que o Benfica – apesar de não estar ainda ao seu melhor nível – e, claro, porque as incidências do jogo lhe escancararam a oportunidade de dar, desde já, uma importante machadada num concorrente directo.

Estratégias iniciais – libertar Lucho
Foi curioso ver uma postura um tanto antagónica nas estratégias iniciais de ambos os treinadores. Se, por um lado, Quique apostou em elementos mais ofensivos – Reyes e Di Maria – que eram também garante de maior experiência comparativamente com os restantes candidatos – Urreta e Amorim –, no Porto Jesualdo reforçou defensivamente o seu meio campo, apostando paralelamente em figuras menos experientes como Rolando em vez do capitão Pedro Emanuel. Foi mais especifica a aposta de Jesualdo, desfazendo a habitual fisionomia do 4-3-3 e incluindo Tomas Costa como falso extremo que tinha como missão fechar mais defensivamente para compensar uma liberdade acrescida concedida a Lucho. Não foi por acaso. O objectivo era fazer com que Lucho tirasse partido do espaço entre linhas que o Benfica concede. A ideia era boa mas a equipa não conseguiu servir “El Comandante” nas condições pretendidas e passou por aí alguma incapacidade do Porto para ser mais perigoso antes da expulsão. Jesualdo, com lucidez, reconheceu-o no final dizendo que, ao contrário do que é habitual, não conseguiram colocar com a mesma frequência a bola nos jogadores certos, à hora certa...

1ªParte – Confronto de “Pressings”
O pressing foi a nota dominante no primeiro tempo. Era previsível conhecendo as equipas. O Benfica, adiantando linhas e incomodando a primeira fase de construção do Porto que, embora tivesse tentado manter-se tranquila em posse, acabou por não saber saltar essa barreira da melhor forma. A condução da bola para os flancos não é a melhor forma de ultrapassar o pressing do Benfica. Ao fazê-lo, em vez de tentar servir o espaço entre linhas, o Porto condicionou a sua estratégia. Do outro lado, o Porto criou mais problemas, essencialmente porque o Benfica não tem bem sistematizada a forma como sai em construção – é uma critica que faço desde a pré temporada.
Grande parte do destino do jogo foi determinado por erros. O primeiro de Katsouranis deu origem ao
golo inaugural portista. O Benfica reagiu por 2 vezes seguidas de bola parada (uma, duas), em dois lances muito bem trabalhados mas que, em boa verdade, foram o melhor que os encarnados fizeram durante todo o jogo. O Porto respondeu a seguir numa insistência de Lisandro mas o cariz do jogo havia de se alterar a partir da meia hora. Contrariamente ao que lhe seria útil o Porto baixou as suas linhas e passou a incomodar menos a débil construção do Benfica que passou, aí, pelo seu melhor período, destacando-se a agressividade e vontade dos seus jogadores. A melhor oportunidade, essa, voltou a ser portista. Lisandro atirou ao poste num lance de ataque rápido que começa em Helton e que revela como o Benfica tem dificuldades em controlar a zona central do seu meio campo quando estica o jogo – repare-se na facilidade com que se cria um 2 contra 1 de Tomas Costa e Lucho sobre Yebda, libertando “El Comandante” para pensar, ler, e solicitar a diagonal de Lisandro.

2ªParte – Intensidade, erros e desgaste
Foi uma segunda parte cheia de emoção e incidentes. O jogo começou no mesmo tónico... Porto mais baixo e menos pressionante, Benfica por cima (destaque para a
iniciativa de Di Maria) mas com mais vontade que saber e sem controlar realmente o seu adversário. O exemplo desta incapacidade gritante está no lance que Lisandro perdeu aos 49m – fica mais uma vez evidente a dificuldade do Benfica na sua primeira fase de construção, com Leo a ficar sem linhas de passe para a frente e a arriscar o drible. Se os erros individuais já estavam a determinar o jogo, mais ainda o fizeram em 3 minutos. Primeiro a oferta de Helton – A iniciativa de Yebda termina com um cruzamento “cego” que não vai de encontro à zona que é atacada pelos atacantes encarnados e é Helton quem, no clímax de uma exibição incompreensivelmente displicente, oferece o golo a Cardozo. Se o Benfica podia pensar em aproveitar o momento e o encolhimento portista para atacar a vitória, Katsouranis fez, de novo, questão de desfazer ilusões...

Com 11 contra 10, o jogo mudou completamente. Numa fase inicial o Benfica ainda chegou a cometer a imprudência de se manter pressionante mas depressa corrigiu esse erro que, seguramente, acabaria por lhe ser fatal. Ao baixar as suas linhas, o Benfica tirou espaços ao Porto que dominou muito, meteu muita gente na frente mas nunca foi verdadeiramente ameaçador no assalto à vitória. Nota importante é, claro, o desgaste a que se assistiu nos jogadores do Benfica. Não posso conceber que se trate de preparação deficiente (todos os jogadores, incluindo Reyes no Atlético, fizeram a pré temporada), pelo que a única justificação que encontro para o “rebentar” geral está na entrega e no ritmo demasiado elevado que os jogadores tentaram manter no jogo...

Notas finais
Benfica – A entrega e dedicação foram notáveis e os encarnados podem-se queixar da desinspiração de Katsouranis como factor condicionante na partida. O jogo colectivo, no entanto, continua a estar muito aquém do exigível, mantendo as criticas que aponto desde a pré temporada. Suazo parece-me um grande reforço (provavelmente o melhor de todos) mas, repito, antes das individualidades o Benfica tem de corrigir as suas debilidades colectivas. Se não o fizer vai afastar-se do título... e bem depressa!
Porto – Teve tudo para vencer o clássico e, estou em crer, a equipa do ano passado tê-lo-ia feito sem grandes problemas – mesmo com erros de Helton e falhanços de Lisandro. Este é um Porto com muita gente nova e, agora definitivamente, sem 3 elementos fundamentais na sua estrutura do passado recente. Jesualdo pareceu-me muito esclarecido no final, traçando um futuro em construção mas sem roturas drásticas com o passado. Veremos como vai evoluir a equipa mas não será fácil recuperar a qualidade do modelo exibida em 07/08...

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Bom para todos... melhor para o futebol!

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