8.7.08

Escudero: para ver de amarelo

ver comentários...

Foi um nome que referenciei aqui há muito e que chegou a ser falado como potencial reforço do Benfica. Num futebol cada vez mais devorado pelos clubes europeus, Damian “Pichi” Escudero era um dos poucos jovens de grande potencial que, não jogando nos gigantes Boca e River (onde é bem mais caro comprar), ainda restavam no futebol argentino.

Agora já sabemos onde se poderá acompanhar a evolução da carreira deste talento. De amarelo vestido, no Villareal, terá a oportunidade de se mostrar desde logo em 2 enormes montras do futebol Europeu, a liga espanhola e a Champions. O “submarino amarelo” junta, aliás, 2 das mais promissoras pérolas sul americanas da sua geração, com Matias Fernandez já há 2 temporadas no elenco. Naturalmente, do talento à consagração vai um longo passo e estes serão tempos decisivos na carreira de Escudero que terá agora de mostrar a sua capacidade de adaptação a um novo estilo e cultura. Para que conste, fica a soma paga pelo Villareal: 7,5 milhões € (alta mas, de forma nenhuma, inacessível aos grandes portugueses).


ler tudo >>

7.7.08

Colombia: Apito do árbitro em cima do golo!

ver comentários...

Costuma muitas vezes utilizar-se a expressão “golo em cima do apito do árbitro” para retratar os invulgares mas normais golos no final do jogo que tantas vezes fazem a diferença. Pois bem, nada como ir à Colombia ver a versão do “Apito do árbitro em cima do golo”. A grande diferença entre as duas situações está, pois claro, no resultado do jogo e, neste caso, o golo do surpreendente e estreante em finais Boyata Chico não contou. O jogo da primeira mão da final do campeonato apertura na Colômbia, que já levava alguns, e quase inevitáveis, lances polêmicos ficou assim empatado a 1, com o América Cali – histórico e segundo mais titulado clube da Colombia – a não conseguir ganhar vantagem no jogo da primeira mão que se disputava em sua casa. Bem vistas as coisas, o 1-1 até não foi assim tão mau para o América que podia ter perdido o jogo, caso tivesse sido o golo a ser marcado em cima do apito do árbitro e, como bem se vê no vídeo, o contrário.
Já agora, fica a nota para o desfecho da final. Esta madrugada, o Chico fez mesmo história! Em sua casa um jogo de características que podem ser consideradas normais foi verdadeiramente repartido. 2 pênaltis e 2 vermelhos, devidamente repartidos entre as equipas conduziram o resultado para novo empate a 1. Nos pênaltis o Chico venceu por 4-2 e consagrou-se assim campeão.


ler tudo >>

Bruninho: mais um prodígio revelado na Internet

ver comentários...

É mais um prodígio a fazer furor na Internet. Bruninho (Bruno Costa), brasileiro de 8 anos é o protagonista e, apesar da sua tenra idade, não será difícil o que vai acontecer nos próximos anos deste talentoso rapaz. Para já joga futsal no Cabofriense, deslumbrando frente a escalões bem superiores ao seu, mas o seu futuro é projectado como “craque” dos relvados. Se vai ou não ser o que alguns antevêem, cá estaremos para confirmar, para já fica, para nós, um delicioso vídeo das suas jogadas e, para os seus familiares, um enorme desafio de educação...


ler tudo >>

5.7.08

Acordo TV do FC Porto: Afinal quanto valem 52 milhões?

ver comentários...

52 milhões é um belo número, sem dúvida. Tão belo que, para qualquer a adepto que o veja associado como receita do seu clube, é quase imediata a associação com uma imagem de novos craques a reforçar o emblema em causa. 52 milhões foi o número de euros anunciado pelo FC Porto para as suas receitas televisivas da Liga Portuguesa para as próximas 6 temporadas. A verdade é que estes 52 milhões são o reflexo do grande problema do futebol português, tornando-se esta ideia particularmente acentuada se tivermos em conta que é o melhor acordo que do futebol português.
52 milhões em 6 épocas representam cerca de 8,6 milhões de euros por temporada. Este é um valor totalmente desfasado com a dimensão dos principais clubes portugueses e, mais ainda, com aquilo que eles têm representado em termos desportivos na Europa. Ficam aqui alguns dados que recolhi e que facilmente deixam perceber o estado do futebol português nesta matéria e o quanto representa a diferença neste aspecto em particular:


- Receitas Direitos TV Liga Portuguesa em 07/08 – 48 milhões de Euros (cerca de 24 milhões destinados aos 3 grandes): média de 3 milhões por clube.
- Receitas Direitos TV Liga Inglesa em 07/08 – 955 milhões de Euros: média de 48 milhões por clube.
- Receitas Direitos TV Liga Alemã a partir de 2009 – 500 milhões de Euros/ano: média de 28 milhões por clube.
- Receitas Direitos TV Liga Francesa a partir de 2008 – 566 milhões de Euros/ano: média de 28 milhões por clube.
- Receitas Direitos TV Liga Escocesa a partir de 2008 – 39 milhões de Euros/ano: média de 3,3 milhões por clube.
- Receitas Direitos TV Liga Belga a partir de 2008 – 45 milhões de Euros/ano: média de 2,5 milhões por clube.
- Receitas Direitos TV Liga Belga a partir de 2008 – 34 milhões de Euros/ano: média 1,9 milhões por clube.
- Receitas Direitos TV Liga Belga a partir de 2008 – 34 milhões de Euros/ano: média 1,9 milhões por clube.
- Receitas Direitos TV (Liga) Man Utd em 07/08 – 62 milhões de Euros
- Receitas Direitos TV (Liga) Bolton 07/08 – 40 milhões de Euros
- Receitas Direitos TV (Liga) Bayern Munique 07/08 – 29,1 milhões de Euros
- Receitas Direitos TV (Liga) Real Madrid a partir de 2008 – 155 milhões de Euros/ano
- Receitas Direitos TV (Liga) Barcelona a partir de 2008 – 150 milhões de Euros/ano
- Receitas Direitos TV (Liga) Juventus a partir de 2008 – 110 milhões de Euros/ano
- Receitas Direitos TV (Liga) Atl.Madrid a partir de 2009 – 42 milhões de Euros/ano
- Receitas Direitos TV (Liga) Valencia a partir de 2009 – 30 milhões de Euros/ano


As fontes destes dados foram diversas e se houver outras informações ou correcções, agradeço que sejam feitas.
Os dados são claros quanto à disparidade e à insignificância do contrato assinado pelo FC Porto – repito, o mais rentável em Portugal até ao momentos – face a dezenas de clubes espalhados pela Europa. Este é um ponto em que tenho insistido muitas vezes e, por isso, não me vou alongar muito. Apenas chamo atenção para o facto da importância das ligas em relação à dimensão dos clubes em si. Curioso é como no meio de tantas reuniões importantíssimas que se fazem na liga, nenhuma aborde este tema...


ler tudo >>

4.7.08

Jô: Mais um resgate brasileiro feito a leste

ver comentários...
Tal como acontecera com Elano há um ano atrás, o Man City confirmou a contratação de um brasileiro vindo do leste. O seu nome é Jô e, se a operação Elano custou cerca de 12 milhões de Euros, a de Jô representou um novo recorde do clube azul de Manchester, ultrapassando a verba paga pelo jogador então contratado ao Shakhtar.

Este sinal de disponibilidade financeira do City pode deixar a entender uma tentativa de assalto às primeiras posições da Liga nos próximos tempos, sendo que, claro, para lá chegar é preciso um pouco mais do que o simples investimento. Por exemplo, pode questionar-se como é que no meio de tantos investimentos (e numa altura em que se fala em Ronaldinho) em busca de mais valias, se opta por contratar Mark Hughes, um treinador que é “mais do mesmo” na Premier League...

Quanto a Jô, é mais uma das curiosidades que a liga inglesa nos reserva. Há muito nas bocas do mundo pela sua aparição precoce, Jô só espanta por ter ainda 21 anos. Trata-se de um jogador que no CSKA de Moscovo confirmou os predicados que se lhe apontavam quando despontou no Corinthians, parado apenas por algumas lesões, que apareceram com maior regularidade do que era desejável. A Premier League pode ser agora o palco certo para Jô se afirmar como um dos candidatos ao 9 da canarinha, uma camisola aparentemente sem dono após o eclipse de Ronaldo. Quanto às suas características, dir-se-ia que o 1,89m de altura não impede que o pé esquerdo e mobilidade sejam os maiores atributos de um jogador que, um pouco à imagem de Kanu ou Adebayor, se encaixa no “estilo Saci Perere”!

ler tudo >>

3.7.08

Libertadores: E não é que deu mesmo LDU!

ver comentários...
Mesmo depois do vendaval LDU em Quito que valeu uma vantagem de 4-2 para a segunda mão permanecia o cepticismo da generalidade dos adeptos e observadores em relação às possibilidades da surpresa no nome do vencedor final da Libertadores. Afinal, “viradas” – como lhe chamam os brasileiros – perante o fervor do Maracanã era algo que o Fluminense já havia conseguido frente a emblemas bem mais poderosos do que esta incógnita LDU. Pois bem, mais uma vez os equatorianos conseguiram. Primeiro puseram o Maracanã em sofrimento forçando a eliminatória a ir para o prolongamento (3-1 final) e penaltis. Numa noite que era para ser de festa, o Maracanã acabou mesmo em choro, com as 3 penalidades defendidas pelo veterano Cevallos.

O jogo foi um mar de emoções. É impressionante como o factor casa tem tanto impacto na América do Sul em contraste com o que se passa no mais racional futebol europeu. Depois de uma primeira mão de papeis invertidos, desta vez foi o Fluminense a ser demolidor pela energia e incrível confiança com que abordou os lances em comparação com o seu opositor, quase encolhido perante o que acontecia. Isto mesmo depois do Quito ter dificultado ainda mais a tarefa ao Flu, com o golo madrugador de Bolaños. Como se nada fosse, no entanto, o Flu mandou-se para a frente e só parou a meio do segundo tempo quando Thiago Neves empatou a eliminatória com um livre que completava um hat-trick pessoal que, depois da frustração final, a pouco mais que nada saberá. Este – o 3-1 – foi um momento de viragem no jogo. Já se sabia que tanta correria só poderia dar numa rebentar colectivo em termos físicos. Quem correu mais foi o Flu e, por isso, foram também os brasileiros os primeiros a evidenciar os seus problemas físicos. Embora sem nunca dominar o jogo – parecia que fazia parte do protocolo ceder a iniciativa à equipa da casa – o Quito passou a estar mais próximo de marcar, enviando uma bola ao poste ainda antes do prolongamento. A verdade, porém, é que pouco ou nada se passava no campo. Manso, o tecnicista argentino do Quito, rebentou e foi substituído, os seus dois desequilibradores, Guerron e Bolaños, foram sempre impressionantes individualmente mas também perderam gás de forma notória e, do lado do Flu, o jogo directo passou a ser muitas vezes o recurso de uma equipa sem energia para mais correrias – nota para os laterais que, normalmente ofensivos, “acabaram” muito cedo. Assim, o jogo foi para prolongamento e tudo indicava que os penaltis fossem mesmo o destino. Essa não foi uma previsão errada, mas a emoção atingiu o seu clímax uns minutos mais cedo, tudo num Maracanã que era uma multidão de nervos...

Primeiro a bola foi bombeada para a área, Bieler cabeceou e bateu Fernando Henrique. O Maracanã gelou, mas o árbitro – que vinha sendo muito contestado pelos brasileiros – anulou o golo que destinaria a eliminatória a 4 minutos do final dos 120 minutos. Pelo meio ainda Tiago Neves esbanjaria aquilo que seria o seu quarto da noite (talvez lhe valesse uma estátua nas Laranjeiras!), mas o final ainda teria mais uma imagem impressionante antes dos penaltis. No minuto 120, Guerron, a estrela e revelação da prova, deixou toda a gente boquiaberta com um sprint de 60 metros só parado em falta por Luiz Alberto à entrada da área. O central e capitão do Flu foi expulso e Guerron ficou aí uns 3 minutos estendido no relvado. O livre não deu em nada, mas aí percebeu-se que talvez este Quito merecesse mesmo a vitória. E mereceu!
Os penaltis foram quase surreais! Largas dezenas de milhar em pé, quase a chorar de nervos e, no banco do Quito, Edgardo Bauza, o treinador argentino do Quito, sentado, sozinho, com um ar de total tranquilidade perante o momento mais importante da sua carreira. Na baliza, Cevallos um guarda redes de 37 anos fazia a cada penalti uma prolongada reza de joelhos agarrado às redes e de costas para o marcador que, tal como o estádio inteiro, lá tinha que esperar que o ritual terminasse. Marcou Conca para a direita. Defendeu. Thiago Neves, o homem do hat-trick,, para o meio. Defendeu. E ao quarto penalti, Washington para a esquerda... Defendeu! Dos penaltis o jogo foi para a festa que, num contraste absoluto com as últimas horas naquele mesmo cenário, mais pareceu uma organização privada, com as bancadas que, há pouco repletas, completamente vazias.

Foi um grande Quito e um grande Flu também, num futebol que, comparando com a Europa, é completamente anárquico do ponto de vista táctico, com muitas marcações individuais, pouca noção posicional e de pressing. O que não falta porém é qualidade técnica e, sobretudo, uma enorme dose de emoção. Para o adepto, eu diria, chega e bem!

Nota para algumas individualidades. No Fluminense, Thiago Neves foi o destaque óbvio pelos 3 golos. No entanto a exibição do 10 valeu mais pelo aproveitamento do que pela exuberância na fase criativa. O meu destaque é um outro Thiago. Thiago Silva. O central é craque e se lhe derem o enquadramento certo para a adaptação, facilmente se afirmará no futebol europeu a qualquer nível. Do lado do Quito, Vera fez um grande jogo – talvez o melhor em campo – mas o destaque vai, mais uma vez, para a dupla Guerron e Bolaños. O primeiro é o artista. Explosivo, potente e driblador. O segundo não é tão famoso e talvez não seja tão rápido (embora seja também muito veloz), mas é igualmente forte no 1 para 1 e decide e executa melhor de pé direito. Têm os dois 23 anos, o primeiro já está confirmado no Getafe por menos de 3 milhões (vai ser curioso ver se se afirma num futebol tão diferente). O segundo não sei, mas desconfio que ,como meia equipa, não disputará o mundial de clubes.

ler tudo >>

Ronaldinho: a técnica mantém-se. A barriga... também!

ver comentários...

ler tudo >>

2.7.08

Carlos Martins: A última oportunidade

ver comentários...
Depois de Postiga e Rodriguez, Carlos Martins é o protagonista da terceira transferência deste defeso que envolve, ainda que de maneiras diferentes, 2 dos 3 grandes portugueses. Neste aspecto este está a ser um defeso totalmente atípico e não há certezas de que fique por aqui. Quanto à transferência de Martins diria, em poucas palavras, que é um risco para Benfica, uma desilusão para o Sporting e uma oportunidade para o jogador. Mas vamos por partes...

Benfica
Dizer que a contratação de Carlos Martins é um risco é quase uma redundância tendo em conta a história da carreira do jogador. Carlos Martins foi um jogador a quem cedo se reconheceu potencial, tendo características raras como a espontaneidade com que remata com os 2 pés ou a capacidade para protagonizar jogadas decisivas. O seu percurso carregado de lesões, primeiro, e questões de atitude ,depois, fez com que falhasse repetidamente nas oportunidades que lhe foram concedidas no Sporting, chegando aos 26 anos sem grandes evoluções no seu perfil como jogador.
A verdade é que longe de Alvalade Martins apresentou-se com uma regularidade bem maior do que aquilo que era habitual. Foi apenas suplente num jogo e falhou 6 dos restantes 37 do Recreativo na Liga (2 por suspensão e os últimos 4 por lesão). Um aspecto que é, no entanto, elucidativo de que tudo não foram rosas nesta passagem de Martins por Espanha é o facto de ter sido substituído 20 vezes (11 delas antes do quarto de hora final), o que não deixa de ser sintomático tendo em conta o peso que tem a qualidade técnica de Martins numa equipa como o Recreativo. Este é um dado que pode evidenciar algumas lacunas ao nível físico.
O Benfica aposta portanto em que aconteça aquilo que já aconteceu com outros jogadores também talentosos mas cuja a afirmação só se deu de uma forma mais regular com a maturidade de idades mais próximas dos 30 anos. De todo o modo, a aposta em Martins não deverá ser suficiente para impedir a contratação de mais um médio e avançado, previsivelmente, para entrar como primeiras figuras nas contas de Quique Flores. Se o treinador apostar, como se prevê, num meio campo com 2 homens na zona central e 2 avançados, então Martins poderá não ser uma primeira opção no lançamento da temporada, cabendo-lhe puxar pelos galões. De todo o modo, com as saídas de Rodriguez e o próprio Rui Costa, pode dizer-se que o Benfica bem que precisa de uma injecção de qualidade para o seu meio campo...

Sporting
Sai como o principal perdedor desta transferência, apesar do encaixe financeiro por um jogador que não fazia já parte do seu plantel. O Sporting vendeu Carlos Martins, resguardando-se com duas condicionantes que pareciam blindar o jogador de um eventual ingresso num rival, tantas são as más memórias com esse tipo de situações. A verdade, porém, é que Martins não desiludiu em Espanha, o Benfica não pagou muito dinheiro e, mesmo assim, o Sporting não impediu a transferência. O problema para o Sporting não é, naturalmente, a escassez dos 1,2 milhões que recebeu, mas sim o destino do jogador. Afinal, se o Benfica tivesse oferecido 3 milhões há um ano atrás, alguém acha que o Sporting venderia?

Carlos Martins
Aos 26 anos, Martins entra na fase decisiva da sua carreira. Ou se afirma no Benfica, podendo até, caso tal aconteça, passar a ser figura seleccionável. Ou então, caso volte a primar pela irregularidade, retira definitivamente as esperanças que alguém ainda possa ter nas explosão das suas qualidades, sendo a partir desse ponto altamente improvável que algum clube de topo lhe volte a conceder alguma oportunidade. Uma coisa é certa, a afirmação no Benfica será bem mais complicada do que aquela que aconteceu em Huelva.

ler tudo >>

AddThis