17.4.08

Notas do Sporting - Benfica

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- O primeiro ponto tem de servir para dizer que me equivoquei. Esta meia final não tem a importância que lhe quiseram atribuir mas, ao contrário do que projectei, demorará muito tempo até que se possa confundir entre tantos outros dérbis. Será muito difícil que se apague da memória de quem a viu, nem que seja porque os sportinguistas farão questão que isso aconteça. Aliás, não sei se houve algum dérbi com 6 golos em 25 minutos de jogo!

- Nos “onzes” algumas novidades. Do lado do Benfica, Di Maria foi a surpresa ao lado de Nuno Gomes, não significando isto que Chalana alterasse o sistema. Outra especificidade foi a fixação de Rodriguez a interior esquerdo, com Rui Costa declaradamente a 10, ao contrário do que vinha acontecendo. No Sporting, fica a questão do porquê do recuo de Veloso para central. Gladstone não estava apto para 90 minutos? Corria risco de agravar a lesão? Ou mera opção? Assim, “saltou” Adrien para o vértice inferior do losango. De resto, não fiquei minimamente surpreendido com a presença de Djaló, Romagnoli e Vukcevic nas opções iniciais. Em termos físicos eram aqueles que acusavam (teoricamente) menor desgaste.

- O jogo começou equilibrado, com algum ascendente territorial do Sporting, sobretudo quando as jogadas eram disputadas no “miolo”, mas sem brilhantismos de parte a parte, quer no que respeita à posse de bola, quer no que respeita ao controlo do meio campo adversário. As equipas pareceram, aliás, pouco confiantes para arriscar um jogo mais trabalhado em posse, recorrendo a solicitações mais directas sempre que eram pressionadas.

- Nesse período inicial, apareceram 2 aspectos fundamentais para a definição do primeiro tempo. A dificuldade da transição defensiva do Sporting em controlar a mobilidade e inspiração de Di Maria (enorme primeira parte) e as dificuldades do Sporting em resolver adequadamente os batimentos longos de Quim. Adrien não se impôs nesta tarefa e a bola era muitas vezes disputada nas suas costas, expondo assim a zona mais recuada do Sporting.

- O primeiro golo surgiu aos 19’, precisamente de um batimento longo de Quim que Veloso, não só perdeu para Nuno Gomes, como permitiu (por ter escorregado) que o avançado se virasse. Adrien, não esteve mais uma vez bem na cobertura daquela zona neste tipo de lances, mas o golo tem muito de mérito de Rui Costa e Di Maria e também alguma culpa para a desconcentração de Abel que, focado em Nuno Gomes, mas não na jogada, desfez a linha de fora de jogo.

- A reacção ao golo viu-se em 2 aspectos. Maior recuo do bloco encarnado e desequilíbrio dos níveis de confiança, com o Sporting a acumular mais erros individuais. O Sporting começou por pressionar mais, mas depressa sentiu a ameaça do espaço que concedia atrás, sempre com Di Maria em foco.

- De uma jogada de insistência surge o segundo golo do Benfica, com o corte de Veloso a fazer aquilo que o meio campo do Sporting menos gosta – uma viragem de flanco. A categoria de Léo e Rui Costa construíram sem problemas o golo que Nuno Gomes confirmaria, perante a evidência de que as debilidades de Veloso no jogo aéreo dificilmente poderiam fazer dele um central ao nível com que actua no meio campo.

- Dos 30’ aos 40’ o Benfica dominou, perante um Sporting atordoado e já com Izmailov no lugar de Adrien, recuando Moutinho para a posição de “pivot” defensivo – o Sporting passou a ter, de novo, uma referência para a posse de bola e, também, mais largura e agressividade no flanco. Os “leões” acordaram com um lance de perigo nos últimos 5 minutos do primeiro tempo e iniciaram um período de domínio que se iria estender ao segundo tempo, onde, apesar do ascendente, até aos 60’ não conseguiu ser verdadeiramente ameaçador.

- O momento (ou a sucessão de momentos) do jogo surge aos 60’. Moutinho envia a bola à trave e faz a equipa e o estádio perceber que o Benfica deixara de ter uma postura activa no jogo. A equipa encarnada perdia sucessivamente a bola, ora porque a aliviava, ora por apatia da sua posse de bola, ora porque os batimentos longos de Quim se direccionavam agora para uma zona francamente pouco povoada por camisolas encarnadas, vencendo o Sporting, senão as primeiras, pelo menos as segundas bolas, saindo a jogar. Outro aspecto era a pressão do bloco, quase nula. Permitindo assim que a bola chegasse rapidamente às imediações da sua área. O Sporting percebeu aí que se acelerasse o Benfica tremeria e foi isso que aconteceu. Pelo meio, 2 substituições importantes. A saída do desinspiradissimo (fisicamente muito em baixo, tal como contra o Rangers) Romagnoli para a entrada do “vulcão” Derlei – uma injecção de crença. E, no Benfica, o eclipsado Di Maria foi rendido por Sepsi, que trocou com Rodriguez, para tentar, em vão, fechar pela esquerda.

- O momento psicológico inverteu-se totalmente aos 67’ com o 1-2. Mais uma vez a bola a chegar facilmente à ala e o trabalho de Vukcevic aproveitou depois um lapso posicional proibitivo da defesa do Benfica que não cobriu a linha de passe mais importante. O Benfica tentou reagir, ser mais pressionante e subir um pouco mais, mas aquele não era, em termos psicológicos, o momento mais fácil para o fazer. O Sporting estava mais agressivo e mais confiante, voltando a pressionar uma defesa numerosa mas pouco organizada colectivamente. O segundo e terceiro golos foram intervalados apenas por séries de 8 e 3 minutos, numa incapacidade total do Benfica para controlar fosse o que fosse.

- Não se pode dizer que o Benfica fosse infeliz. Na jogada seguinte recolocou-se em igualdade num momento de loucura do jogo que teria seguimento na baliza contrária, com o pontapé de Djaló.

- À segunda Paulo Bento não facilitou, introduziu Gladstone, e o Sporting passou a jogar com o relógio e o jogo tornou-se, em vez de louco, controlado, terminando com mais uma inspiração de Vukcevic, numa fase de compreensível descompensação encarnada.

- Nota final para o Sporting. Justamente conseguiu uma vitória épica, pela atitude e qualidade ofensiva dos últimos 30 minutos. Não escondeu as debilidades do seu jogo (as mesmas dos últimos jogos) que pode e deve melhorar se quiser ter alguma hipótese na final, mas soube tirar partido da incapacidade do adversário quando ela surgiu. Um detalhe importantissimo e que não esteve presente noutros momentos da temporada foi a força que Paulo Bento pode introduzir desde o banco.

- Nota final para o Benfica. Não se pode queixar da sorte. O jogo correu bem, chegando à vantagem com mérito mas na primeira ocasião e quando o jogo estava equilibrado. Teve qualidade para aumentar a vantagem e depois... uma enorme falta dela para a segurar. Uma equipa minimamente bem organizada, nos dias de hoje, não sofre 4 golos em 16 minutos sem ter necessidade de se expor defensivamente. O que assistimos foi a confirmação de uma equipa que não sabe reagir colectivamente aos momentos do jogo e com grandes problemas de concentração defensiva.
Não quero tornar-me repetitivo, mas não me parece (para não dizer que estou certo) que com Camacho o Benfica perdesse os 2 últimos jogos da forma que os perdeu, nem que consentisse 8 golos. Com Chalana a equipa passou a arriscar mais em posse de bola e a ser mais criativa, mas perdeu a concentração defensiva e o valor pelos detalhes, revelando agora igualmente não saber reagir a um momento de sofrimento no jogo. Foi, repito, uma saída altamente prejudicial para o Benfica... e, atenção, a época ainda não terminou!
Volto a reafirmar o que referi após o jogo com a Académica: se fazer um onze e escolher um sistema melhorasse, por si só, uma equipa (por muito acertadas que possam ser essas opções), não era muito difícil ser treinador...


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O outro Derbi da noite!

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16.4.08

Notas do Setúbal - Porto

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- Estrategicamente o Vitória iniciou o jogo com uma nuance específica, que confirma a importância que Carvalhal atribuiu a este jogo. O Setúbal apresentou-se com quatro homens no meio campo, tendo Elias e Bruno Gama nas alas. Outra função importante era desempenhada por Leandro, que se aproximava do meio campo, mas sempre sobre a esquerda, denotando uma preocupação estratégica de Carvalhal com a função de Bosingwa no jogo do Porto. De resto o objectivo era apelar à eficácia do pressing zonal baixo para soltar depois Pitbul como referência do primeiro passe na transição.

- Do lado do Porto não houve grandes nuances de inicio em relação ao habitual, confirmando-se a mobilidade dos 3 homens da frente e, nos primeiros minutos, uma liberdade dada ao flanco direito, precisamente para criar o espaço onde poderia surgir Bosingwa. Face ao “bloqueio” do Setúbal a Bosingwa, o Porto passou a colocar mais declaradamente um extremo na ala direita, coincidindo com o crescimento da equipa no primeiro tempo. Outro aspecto fundamental para o Porto era a qualidade do primeiro passe, para não permitir as temíveis transições do Setúbal. Nesse aspecto, os portistas estiveram muito bem, começando por lateralizar o jogo e não tentando cair no erro de tentar forçar passes interiores a todo custo, ou solicitações mais directas. A excepção foi Bruno Alves e foi a partir de um passe do central que surgiu a transição que deu maior ânimo ao Vitória nos primeiros 15 minutos.

- Depois de 15 minutos positivos em que não só conseguiu controlar o adversário mas também estender-se no terreno, o Vitória passou a sentir o maior sufoco da posse de bola portista. Disse-o, era muito importante que fosse capaz de soltar com frequência as transições mas o Vitória não o foi, muito por mérito do Porto. Os Dragões não permitiram intercepções nos seus momentos de construção e o Vitória apenas conseguia intervir com alívios na sua própria área, o que tornava naturalmente complicado sair com qualidade em transição, mantendo o Porto a posse de bola com uma sucessiva conquista de segundas bolas. Outro aspecto importante foram as primeiras bolas, após pontapés longos de Eduardo. Quase sempre o Porto as ganhou e o Vitória não conseguiu também sair a jogar a partir dessas situações.

- Ainda assim, o primeiro lance de verdadeiro perigo surgiu apenas pouco tempo antes do golo, aos 35 minutos, numa iniciativa individual de Bosingwa (curiosamente!). De bola parada o Porto chegaria pouco depois ao golo, num lance que dava inicio a uma sucessão de erros individuais que passariam a marcar o jogo Sadino. Primeiro o desvio ao primeiro poste, objectivo de muitos atacantes, foi dado por um defensor Vitoriano. Depois, a incapacidade de Eduardo, seguida da infelicidade de Jorginho. Os 3 últimos jogadores a tocar na bola foram... do Vitória.
- O golo teve um efeito enorme na partida. O Vitória tentou de imediato adiantar as suas linhas e o Porto poderia ter chegado, por via disso mesmo, a novo golo 2 vezes antes do descanso. A quebra da estratégia colectiva trouxe igualmente ao de cima as fragilidades individuais do Vitória que passaram a cometer erros a quase todos os níveis, tornando praticamente impossível um volte face no jogo.
- Os minutos iniciais do segundo tempo foram um verdadeiro “Kamikaze” Sadino, numa réplica do que havia sucedido nos últimos minutos da primeira parte, talvez um pouco para pior no que respeita ao capítulo individual. Não demorou até ao Porto dobrar e triplicar a vantagem, pondo em prática a sua, agora, enorme superioridade. Nota para o segundo golo, sofrido em ataque organizado, de forma muito fácil para uma equipa tão forte defensivamente.


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Parabolica!

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15.4.08

A "Taça da Segunda Circular"

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O “Campeonato da Segunda Circular”. É um termo normalmente utilizado de forma pejorativa e muitas vezes significado de mais um “passeio” portista no campeonato. A verdade é que a rivalidade entre Benfica e Sporting, por ter como epicentro a mesma e maior cidade do país, é a mais natural das rivalidades, que subsistirá sempre, independentemente dos momentos dos respectivos clubes. O motivo é simples, diariamente milhares de adeptos apaixonados pelos seus clubes cruzam-se e discutem entre si o protagonismo dos respectivos emblemas, em conversas aparentemente sem importância mas que são uma parte relevante do dia a dia de muitos e onde a ideia do ganhar e perder está sempre subjacente. Uma vitória festeja-se com o apito final do árbitro mas, mais do que contra qualquer outro clube, nos dérbis desfruta-se também na conversa do dia seguinte. Em Portugal, a realidade tripartida do panorama futebolístico faz com que as expectativas dos respectivos adeptos não cheguem a esse ponto, mas em casos idênticos de outros países, o sucesso de época mede-se, em grande medida, por uma análise comparativa com o que fez o clube rival.


É precisamente por esta rivalidade que tem, na minha perspectiva, havido um certo exagero em relação à próxima meia final da Taça de Portugal. Em diversos locais se tem ouvido e lido que a época se poderá salvar ou perder definitivamente no resultado do embate de Quarta Feira. O que se estranha é que, quando se faz uma análise racional ao momento das duas equipas se percebe que do jogo, nem resultará a certeza da conquista de uma competição (sobretudo se no Jamor estiver também o FC Porto), nem mesmo qualquer aspecto que possa influenciar a próxima época desportiva (nesse particular tem incomparavelmente mais importância a luta pelo segundo lugar). Aliás, esta meia final perder-se-á, como tantas outras, na memória do tempo e só nos mais detalhados arquivos se poderá encontrar traço da sua história.

Mas percebe-se o porquê da importância dada a este momento. É, no fundo, um pequeno egoísmo dos adeptos de ambas as partes, uma derradeira exigência que fazem aos seus emblemas numa época de mais frustrações do que alegrias. Querem, pelo menos,que estes lhes possam proporcionar o doce sabor de “vencer” a discussão do dia seguinte.

Temos de convir que, na próxima Quarta Feira se jogará mais do que a meia final da Taça de Portugal, joga-se, também, a Final da “Taça da Segunda Circular”.

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14.4.08

Jornada 26: Para além da Luz...

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Setúbal 1-2 Porto
Pelas opções de ambos, quer no arranque da partida, quer durante a mesma, a primeira nota que fica é que este não terá sido mais do que um aperitivo para Terça Feira.
Nesse aspecto, devo dizer que o aperitivo serviu bem para abrir o apetite em relação ao que poderá ser essa meia final. E não o digo apenas pelo que o Vitória fez no segundo tempo, onde teve outra atitude ofensiva, é verdade, mas encontrou também um Porto enganador em relação à sua real valia. Dito isto, perceber-se-á que não concordo minimamente com a afirmação ouvida e lida várias vezes no rescaldo do jogo: que o Vitória terá oferecido o inicio do jogo ao Porto. Quem o afirma não percebe uma das estratégias possíveis e onde é de facto forte (afinal, foi assim que conquistou, por exemplo, a Taça da Liga). Na verdade, frente ao Porto o bloco baixo do Vitória terá sido infeliz porque, apesar do domínio que evidentemente ofereceu, conseguiu controlar o Porto que não havia tido grandes oportunidades – ao contrário do que é costume – antes do golo de Lisandro. Não tenho dúvidas que o Vitória voltará com esta estratégia na Terça e, se conseguir ter a qualidade defensiva dos seus primeiros 30 minutos, poderá tornar a tarefa um pouco mais difícil ao Porto.
A tudo isto, resta-me uma dúvida: a capacidade de transição do Vitória. Carvalhal apresentou uma frente de ataque de recurso no primeiro tempo, pelo que a amostra não serve de exemplo. Fica assim a dúvida de como a equipa reagirá nesse momento do jogo, já com as presenças de unidades determinantes do lado portistas como Meireles ou Assunção.
Do lado do Porto, e mantendo uma espécie de projecção para Terça a partir deste jogo, não se espera mais do que aquilo que a equipa vem fazendo. Mobilidade ofensiva – fundamental como se viu no desequilíbrio criado por Kaz no primeiro golo – e, mais determinante ainda, capacidade na transição defensiva. Se o Porto for forte nesse momento tornará o jogo num sufoco – um pouco à imagem do primeiro tempo de Sábado – e quase inevitável o aparecimento de um golo. Nota para dois aspectos. O primeiro tem a ver com as dificuldades que Lucho teve para respirar na densidade do bloco Sadino (não que tenha, longe disso, feito um mau jogo). O segundo tem a ver com Quaresma. A festa do “tri” parece ter-lhe feito bem... a confirmar.

Sporting 2-0 Leixões
Começo pelo Leixões. Digo-o sem qualquer problema. É neste momento, e após o “tiro no pé” que foi o timing da saída de Carlos Brito uma das mais frágeis oposições que existem nesta liga. Pode, como em Alvalade, ter períodos em que o seu jogo ilude, mas o risco – e falta de segurança – com que adianta a sua linha mais recuada torna a equipa numa formação incapaz de ter, em qualquer momento que seja, o controlo do jogo. Veremos onde para, mas arrisca-se fortemente a uma despromoção quando parecia ter as coisas mais ou menos controladas...
Depois do que afirmei, fica evidente o que penso da primeira parte do Sporting – muito fraca. Má em termos defensivos, onde o seu pressing voltou a não ser suficientemente forte, mas o problema nem foi por aí. Frente a um bloco denso mas alto como o do Leixões, o Sporting teria apenas de conseguir sair do primeiro momento de pressão do seu adversário para estar em condições de explorar o espaço que este oferecia nas suas costas. Acontece porém que o primeiro momento de construção esteve francamente ineficiente. Pouca mobilidade dos jogadores ofereciam poucas soluções de passe. A excepção a isto, ainda assim, foi Liedson, mas o “Levezinho” acabava invariavelmente concluir com perdas de bola os apoios que conseguiu oferecer à construção. O resultado foi um jogo largamente disputado à frente do bloco Matosinhense, ou seja, à entrada do meio campo do Sporting. Ainda assim, e a comprovar o que comecei por dizer, foi o Sporting quem esteve mais perto do golo no primeiro tempo, precisamente pela exploração dos erros cometidos pela linha de fora de jogo Leixonense.
No segundo tempo, a história foi diferente, particularmente após o primeiro golo. Aliás, estou em crer que Alvalade acabaria por assistir a uma estranha goleada, por força da menor cobertura defensiva a que o Leixões iria incorrer. A expulsão de Ronny, no entanto, encarregou-se de mudar esse destino e o jogo poderia ter visto mais golos, mas em qualquer das balizas.
Sobre o Sporting, dizer que se assistiu a mais uma prova da desinspiração de alguns elementos da equipa, manifestamente afectados pela sobrecarga de jogos (Moutinho é um exemplo). Sobre isso, acrescento que o Sporting pode e deve melhorar a partir do momento em que tenha apenas 1 jogo por semana e que é melhor que o faça. É que não se ganham sempre jogos com exibições como aquelas protagonizadas frente a Braga e Leixões... antes pelo contrário!

Guimarães 1-0 Boavista
Uma referência para dizer o que penso deste Vitória e que, no fundo, é o espelho de exibições como a de Sábado.
Cajuda tem uma equipa que com muito mérito está onde está, mas que não é o espectáculo que muitos apregoam... É uma equipa que valoriza sobretudo a segurança defensiva, desequilibrando-se muito pouco e tendo elementos que, lá atrás, falham ainda menos (Nilson é o espelho disso mesmo, com uma época fantástica). Depois, ofensivamente, existe um sistema e alguns movimentos simples mas suficientes para criarem embaraços aos adversários. O resto é alma, acreditar e ambição. Lembra-me o Boavista de 2001, pelas vitórias de 1-0 que consegue, controlando o adversário e tendo depois a força mental suficiente para acreditar que o seu jogo será suficiente para que este quebre pelo menos uma vez.
Resulta, é realista, inteligente e eficaz, mas não digam que é brilhante, porque não o é. Outro aspecto fundamental no sucesso do Vitória está na possibilidade que Cajuda tem (e fá-lo quase sempre) de repetir, semana após semana o mesmo onze. Ajuda muito a criar entrosamento e tal dinâmica de vitória. Para isso, tem de se referir a escassez de jogos noutras competições e a ausência de lesões.
Está de Parabéns o Vitória, dê no que dê, por saber criar uma fórmula vencedora dentro dos seus recursos.

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Jogos do fim de semana

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