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4.6.10

2006: A última sinfonia de 'Zizou'

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Todos o davam como acabado. E, afinal, o próprio já havia avisado que iria dar os últimos passos nos relvados do Alemanha-2006. Zidane, porém, era um "vintage", daqueles que se tornam melhores com a idade. A força do seu futebol nunca foi a velocidade ou a explosão e, por isso, foi-se tornando cada vez melhor a decidir, cada vez melhor a executar. Zidane será sempre lembrado por aquela final de 1998 e pelos golos com que vergou o Brasil. A importância histórica não está em causa, mas escolher 2 cabeçadas como ponto alto da carreira de Zidane parece-me um claro contra senso. É por isso que, entre todas as suas exibições em mundiais, não teria dúvidas em destacar uma outra, 8 anos mais tarde contra o mesmo opositor.

Para enquadrar o cenário, importa lembrar que não foi só Zidane a aparecer desvalorizado nesta competição. Toda a equipa francesa foi rotulada de "velha", com nomes como Barthez, Thuram, Makelele ou Vieira a juntarem-se aos 34 anos de "Zizou" para compor um onze base com uma média de idades acima dos 30 anos. "Os Dinossauros", apelidaram os mais críticos.

A suposta incapacidade da equipa francesa pareceu confirmada na fase de grupos, quando num grupo com a Suiça, Togo e Coreia do Sul, os franceses não fizeram melhor do que o 2º lugar. Aqui terá entrado um dos mais comuns erros de apreciação nestas competições - e que provavelmente se repetirá em todos os mundiais. Avaliar uma equipa por jogos de características diferentes daquelas que terão na fase decisiva. E assim foi. A França podia não ter grandes rasgos para bater defesas muito fechadas, mas era uma equipa consistente e com qualidade para se bater com as melhores, em jogos mais divididos. Provou-o, primeiro, afastando uma entusiasmante Espanha. Depois o favorito Brasil e, finalmente, Portugal. Tudo, sempre, em velocidade moderada e com grande classe. O estilo Zidane.

A França esbarrou na final e acabou por não proporcionar o grande final ao seu capitão. Zidane voltou a marcar uma final de um mundial à cabeçada, mas desta vez não na bola, mas sim no peito de Materazzi. Um pecado final cujo preço nunca saberemos qual foi exactamente. O que sabemos, contudo, é que a caminhada para a final justificava outro desfecho em Berlim. Como a bola é redonda, ganhou a Itália que teve a sorte que lhe faltou em 94. Para quem viu aquele mundial com olhos de ver, não hesitará em destacar a França e Zidane como os melhores da prova.

Sobre o 10 francês, não há muito para dizer. Nunca houve. Aliás, o que distinguiu Zidane nunca foram os feitos ou os números. Nem mesmo a eficácia das suas acções. O que o distinguiu foi sempre a sua arte e o seu estilo. E é precisamente por isso que para perceber o impacto de Zidane não chega qualquer descrição, é preciso ver. Um artista na forma de jogador, como poucos o foram. E é por essa especificidade que Zidane merece, a meu ver, um lugar de enorme destaque entre os mais importantes da História do Jogo.



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4.9.09

O tacada de Zidane

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13.4.09

Alan & Macheda: Um toque que diz muito

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Haverá poucos pormenores no futebol que definem tanto a qualidade de um jogador com o seu primeiro toque. Se um jogador for capaz de não só receber bem, mas sobretudo transformar a recepção numa preparação do seguimento que quer dar à jogada, dificilmente será um mau jogador e se não for capaz de o fazer será igualmente complicado tornar-se num fora de série, sobretudo, claro, se jogar em posições mais avançadas.

Vem tudo isto a propósito de 2 golos decisivos de 2 jovens desconhecidos em 2 partes distintas do planeta. Primeiro Alan, um franzino avançado do Fluminense que entrou no clássico frente ao Botafogo, quando a situação estava muito complicada para as suas cores. O ‘Flu’ perdia por 1-0 e jogava com 10. Eis que num lance aparentemente vulgar, Alan recebe um passe com um defensor pelas costas e numa zona lateral da área. Havia muito para fazer, dir-se-ia, mas Alan resolveu com pouco. Um toque inteligente e calibrado tornou repentinamente a situação numa ocasião flagrante e a bola entrou mesmo. Empate feito, dado o mote para a improvável reviravolta que aconteceria pouco depois. Alguns dias mais tarde, noutro grande palco, Macheda entra para tentar o impossível. Saltar do anonimato quase completo para o papel de herói do clube mais popular do mundo. Mais uma vez, havia muito para fazer quando aquele passe lhe foi feito, mas 1 toque tornou tudo muito mais simples e sonho foi real. Não sei o que será dos 2, mas aquele toque diz muito e a verdade é que já voltaram a marcar.

- Golo de Alan vs. Botafogo
- Golo de Macheda vs. Aston Villa


No que respeita jogadores célebres, há vários que ficaram conhecidos por momentos em que o seu primeiro toque foi deslumbrante. À memória virão seguramente os golos de Bergkamp, particularmente aquele frente à Argentina, mas em matéria de primeiro toque não haverá jogador como Zidane. É curioso ver a noção que o próprio tem da importância daquele primeiro toque que dominava tão bem. Receber bem, ou mesmo na perfeição, muitos são capazes, mas poucos são capazes de acrescentar a essa habilidade tanta inteligência.

Nota: ao contrário do que é hábito hoje não faço qualquer análise aos jogos do fim de semana. Por estar de férias, acompanhei os jogos mas não com o detalhe habitual e por isso não vou avançar com análises aos mesmos. Fica o controlo...


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20.7.07

Focus Zidane

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21.4.07

Enzo Francescoli - a inspiração de Zidane

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É um destaque que se pedia. Quando, há dias, trouxe aqui o caso de Enzo, filho de Zidane, referi que a escolha do nome se tinha ficado a dever àquele que foi o grande ídolo de Zizou: Enzo Francescoli. Talvez, para muitos, este seja já o principal motivo pelo qual Francescoli mereça ser referenciado, mas há lugares onde a memória deste Uruguaio tem uma vitalidade quase eterna...
Enzo Francescoli nasceu em Montevideu no ano de 1961 e, embora se tenha declarado como um adepto incondicional do Peñarol, revelou-se no Wanderers – único clube que representou no seu país. A sua carreira foi, a nível de clubes, sobretudo marcada pelas passagens que teve no River Plate. Aí, Francescoli atingiu um estatuto e reconhecimento quase sem paralelo, sendo respeitado por todo um país, independentemente das cores clubísticas, muito por força do seu perfil de “Caballero”. Francescoli jogou no River entre de 83 a 86 e 94 a 97 (ano em que terminou a carreira). Pelo meio protagonizou um percurso pelo futebol Europeu. Primeiro, contratado pelo Matra Racing de Paris, onde foi treinado por Artur Jorge, e depois envergando a camisola do Marselha (período que justificará tanta atenção da parte do, então jovem Marselhês, Zinedine Zidane). Em 1990, depois do Mundial e de ter sido considerado o melhor jogador estrangeiro a actuar em França, Enzo Francescoli partiu para Itália, representando o Cagliari e, de forma mais fugaz, o Torino, antes de regressar à Argentina e ao River Plate.
“O Príncipe” – como ficou conhecido – terá sido o melhor jogador Uruguaio de sempre, tendo comandado a sua Selecção nos mundiais de 86 e 90. Diga-se, por fim, que apesar de inspirar Zidane, Francescoli actuava preferencialmente como avançado, sendo um daqueles casos cujo talento parece não ter sido completamente aproveitado em solo Europeu.

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19.4.07

Enzo Zidane: Herança genética

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Na análise de novos talentos, existe invariavelmente a tendência de fazer projecções à imagem de velhas glórias. Talvez seja apenas um intuitivo exercício de projecção de um futuro à imagem do que conhecemos e, por isso, quanto mais jovem é o caso, mais fácil se torna também a “colagem”. Pois bem, se há casos em que tais comparações são manifestamente abusivas, neste é simplesmente inevitável.
Filho da estrela Zinedine, Enzo é um prodígio das escolas do Real Madrid que é o espelho do pai como jogador. Jogando com o número que o seu progenitor nunca envergou no Madrid – o 10 – Enzo é aos 12 anos capitão e cérebro da sua equipa, parecendo-se incrivelmente com o pai na forma como domina a bola. As imagens que revelaram o “caso Enzo” ao mundo foram recolhidas no inicio deste mês de Abril quando o escalões jovens do Real Madrid bateram o Barcelona no Torneio Internacional da Catalunha.
Como curiosidade, referir que o jogador dá pelo nome de Enzo em homenagem a Enzo Francescoli, grande ídolo de “Zizou”.

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