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3.8.11

Lançamentos laterais...

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Não é normal. Em 2 jogos, 5 golos com origem em lançamentos laterais. Aconteceu, e como tal, é também uma boa oportunidade para rever este tipo de situação, nomeadamente no que respeita a Sporting e Porto. O meu destaque mais geral vai para o posicionamento base de ambas as equipas, mas há pormenores que dão um interesse especial a cada uma das situações.

Sporting - Valência (golo 1) - Não é claro que seja intencional, mas é provável que o seja. O Valência atrai 3 jogadores para a zona lateral à área e depois opta por um lançamento longo, onde, obviamente, há mais espaço e, particularmente, um 2x2 na frente de Patrício. O pormenor que define o lance, a meu ver, tem a ver com a abordagem de Carriço. Consegue controlar o adversário, mas perde noção da trajectória da bola, fazendo-se a ela, ainda assim. É perfeitamente notório o movimento de João Pereira, que inicialmente tenta controlar o espaço entre ele e o central, mas, de repente, abre deliberadamente, como que antevendo a acção deste. O mesmo se passa com Patrício, que demora a sair, precisamente porque espera pela acção de Carriço. Ainda que se possa considerar um excesso de confiança (nomeadamente de João Pereira), tem lógica o comportamento destes jogadores, porque, antevendo a iniciativa do colega, o ressalto seguinte nunca cairia imediatamente nas suas costas, mas em zonas mais afastadas. Neste cenário, definido em fracções de segundo, houve apenas um jogador que apostou no falhanço de Carriço. O problema, para o Sporting, é que não vestia de verde e branco.


Sporting - Valência (golo 2) - Diria, o golo mais interessante de todos. Desde logo, distingue-se pela zona onde nasce, completamente diferente dos outros casos. Se alguém duvidava da preparação do Valência para o aproveitamento do espaço nas costas, está aqui um belo exemplo. Delicioso o pormenor do jogador do Valência antes do lançamento, como que anunciando de forma não verbal o que se iria passar. Mais à frente, quem percebeu tudo muito bem e de forma telepática, foi Soldado. Repare-se como parte muito antes de um passe que não era evidente. Evidentemente preparado, foi o que foi. É natural que o Sporting não tenha feito um estudo muito especifico do jogo, dada a sua natureza pré competitiva. Ainda assim, ficam 2 notas gerais sobre aspectos importantes para quem quer defender com tanto espaço nas costas. Na frente, e embora os jogadores avançados estejam habitados a "folgas" no que respeita a defender, não há margem para perdas de intensidade. O lance devia, fundamentalmente, ter sido controlado na pressão sobre o jogador que recebe o lançamento. Não foi, porque Postiga não teve intensidade suficiente no lance. Depois, a colocação dos apoios de Onyewu. Nota-se que há um antecipação do passe nas costas, brevíssimos instantes antes dele sair. No entanto, a forma como o central americano parte para o lance compromete qualquer possibilidade de reacção face a Soldado. É muito importante que os jogadores ajustem correctamente o ângulo dos pés, precavendo uma eventual necessidade de corrigir rapidamente o espaço nas costas. Se Onyewu ficou a milhas de Soldado, foi porque partiu tarde, e não por questões de velocidade. Bem melhor esteve Carriço, que conseguiu, pelo menos, importunar Soldado. Como o mérito do avançado prevaleceu, e foi Carriço a ficar no "foto-finish", é provável que, para muitos, tenha sido ele o culpado...

Sporting - Valência (golo 3) - A nota principal do lance vai para a falta de preparação dos jogadores para o detalhe do fora de jogo. O posicionamento defensivo é estabelecido como se a lei do fora de jogo vigorasse neste tipo de situações, o que é normal, dado que a equipa quer estar assim posicionada no momento seguinte ao lançamento. Mas, porque, de facto, não há fora de jogo no acto do lançamento, é preciso uma atenção extra, porém, completamente ausente do lance. Sobretudo de João Pereira, que é quem está mais próximo do lançamento, não pode "apertar" a marcação quando tem espaço nas costas. Esse é o lapso mais importante para o desenvolvimento do lance, mas não se pode dizer que o lateral fique herdeiro solitário de toda a responsabilidade. Há uma perda de intensidade geral, que continua em Rinaudo, visivelmente pouco prevenido para a possibilidade de ter de dobrar junto à linha, e se estende até à área, onde Onyewu volta a perder o controlo de uma marcação, que devia ser facilmente anulável, dada a escassa presença de jogadores espanhóis na área.

Porto - Lyon (golo 1) - Tal como na generalidade dos lances do Valência, nada parece ser um acaso no golo do Lyon. Foco em Gomis, bola em Lisandro. O Porto é notoriamente surpreendido, notando-se a proximidade de Souza ao avançado francês. No entanto, há aqui um pormenor, que me parece fundamental no desenvolvimento do lance. Há alguma diferença entre o posicionamento base da equipa, em jogo corrido, e neste tipo de situações. Em particular, no posicionamento estratégico dos médios e na "folga" que é dada no espaço à frente dos centrais. Por ser concedido esse espaço, é importante que exista um encurtamento rápido da linha defensiva, assim a bola comece a progredir paralelamente à linha frontal da área. O problema, diria decisivo, é que Otamendi fica preso com Gomis, impedindo-o de recuperar a sua posição, para pressionar na frente de área. Isso e, claro, a qualidade de Lisandro.

Porto - Lyon (golo 2) - Tudo muito semelhante ao primeiro golo, mas com desenvolvimento completamente oposto. Aqui, fica mais claro o posicionamento dos médios, e o porquê do mesmo. Em situações de jogo corrido, é, muitas vezes, o médio que fecha na ala, ficando o extremo mais livre para a transição. Aqui, ficam os 2 médios preparados para o momento de transição, como que tendo a certeza do mesmo. E assim foi, golo em transição com os médios como protagonistas. Tudo previsto, portanto.
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1.8.11

Notas do Sporting - Valência

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Antes de mais, uma nota à margem do tema do post, para fazer um ponto de situação sobre a actividade do blogue. Nas últimas semanas tenho-me dedicado à análise de reforços dos 3 "grandes". Esse "capítulo" encerra agora, passando a dedicar-me à análise dos jogos das equipas. Progressivamente, entrarei no ciclo de análises que pretendo disponibilizar ao longo da época.


1- Começando por uma abordagem fria ao que se viu, convém referir que o Sporting não perdeu de forma clara por um acaso, ou por um grande diferencial em termos de eficácia. Essa é, muitas vezes, a justificação para diferenças significativas entre equipas de valia equivalente, mas, desta vez, o Sporting não só foi incapaz de controlar defensivamente o adversário, como não produziu o mínimo exigível em termos ofensivos. A relativização do sucedido pode, e deve, acontecer, mas não por uma subversão do que realmente se viu.

2- Outro pormenor que convém não confundir, tem a ver com o que é individual e o que é colectivo. Isto é, a conclusão mais importante do jogo tem a ver com aspectos colectivos, que devem ser melhorados, mas houve um grande peso da componente individual, particularmente no encaminhar do destino do jogo. Por exemplo, os primeiros sinais de ameaça do Valencia, resultam de um má abordagem a pontapés longos de Diego Lopes, com Oneywu e Evaldo em destaque negativo.

3- O mérito do Valência. Não penso que o Sporting se deva desculpar com o mérito do adversário. O Valência é uma equipa de qualidade acima da média, já se sabia, mas que deve estar ao alcance do Sporting, pelo menos para discutir o jogo. A diferença que se viu, não se pode justificar pelo lado do Valência. Em particular, o Valência foi uma equipa interessante, porque se apresentou como uma espécie de antídoto para tudo o que o modelo de jogo de Domingos pretende. Domingos pretende pressionar de forma agressiva? O Valência está preparado para sair intencionalmente desse tipo de pressão. Domingos pretende encurtar o campo, assumindo um risco nas costas da sua linha mais recuada? O Valência está preparado, precisamente, para explorar esse espaço. Mais ainda, notou-se uma grande diferença de desenvolvimento na resposta colectiva a situações específicas de jogo. Por exemplo? Os lances de bola parada. Desde os lançamentos laterais (os 3 golos resultam desse tipo de situação), até à resposta após as bolas paradas defensivas (as principais transições defesa-ataque do Valência nasceram assim).


4- Um dos aspectos mais importantes da ideia de jogo de Domingos, é o pressing e a resposta em organização defensiva. A opção feita vai para um pressing agressivo, mas também previsível, no sentido em que a agressividade acontece sempre. Não há problema nisso, muitas equipas o fazem, mas é preciso ter muito boa capacidade de resposta para evitar dissabores, como os que aconteceram. Um dos principais problemas tem a ver com a resposta da primeira linha, em termos de agressividade e reactividade. Por exemplo, há uma enorme discrepância entre a resposta de Djaló (que se torna numa mais valia neste momento do jogo) e Postiga (veja-se a origem do segundo golo). Depois, a agressividade colocada na primeira linha e a altura do bloco, colocam grande pressão sobre os elementos da linha média para recuperar a bola, sendo essa exigência o motivo de algumas saídas sem critério que podem expor o espaço "entrelinhas" e o risco de exposição da linha defensiva. Aqui, claramente, houve uma diferença da primeira para a segunda parte. Jogando em 4-1-3-2, as saídas de Rinaudo da sua posição tornavam-se demasiado arriscadas. Na segunda parte, Domingos rectificou, e colocou 2 médios mais próximos, perdendo proximidade com a primeira linha de pressão, mas garantindo maior protecção e equilíbrio na frente da defesa. Domingos poderá tornar o pressing mais criterioso e menos impulsivo, ou continuar a trabalhar a sua resposta e organização neste nível de exigência, mas ficou claro que terá de continuar a evoluir neste plano. Um pormenor sobre a resposta do Valência: Repararam na influência intencional e trabalhada do guarda redes na resposta ao pressing? É uma tendência evolutiva do futebol da próxima década. Em Portugal? Só conheço 1 equipa que o faz...

5- Outro dos aspectos em evidência pela negativa, vai para o que a equipa fez com bola. E não estou ainda a falar da zona criativa, que parece o capítulo onde há mais por definir, sobretudo em termos de quais serão as características dos protagonistas principais. Refiro-me à zona de construção, onde o Valência conseguiu potenciar alguns erros. Em particular, houve uma intenção de sair pelo corredor central, usando a presença de Rinaudo. Ora, desde logo, sair repetidamente pelo corredor central não é para todos. Há maior risco no caso de perda, e é mais difícil o papel de quem recebe, nomeadamente na colocação dos apoios no acto da recepção. Muito menos, o Sporting revela qualidade para o fazer. Em particular, não se deve confundir as características de Rinaudo. É um excepcional recuperador, tem óptimo critério em posse, mas critério não é qualidade de passe. E, no que respeita à qualidade de passe, Rinaudo não é excepcional, nem representa qualquer mais valia em relação aos outros elementos do plantel. Aqui, mais uma vez, houve uma diferença da primeira para a segunda parte, com o 4-1-3-2 a dar lugar ao 4-4-2, e a não dar uma referência tão óbvia à pressão contrária nessa zona do campo, e do jogo. Já agora, convém referir que Schaars é, muito claramente, um jogador de fase de construção, pelo que deve fazer parte das rotinas principais da equipa nesse plano. Depois, o óbvio. João Pereira é o lateral mais forte do campeonato português (opinião pessoal, e que posso fundamentar facilmente) a sair a jogar, pelo que o Sporting deve usar intencionalmente o seu corredor para iniciar as jogadas. Aqui, aconselha-se mesmo uma assimetria (que vai inevitavelmente acontecer, acrescento) de protagonismo em relação ao corredor esquerdo.

6- Entrando no capítulo individual (e sem querer partir para grandes pormenores, que guardo para mais tarde), começo pelo sector mais fustigado, a defesa. Dos 4 que começaram, todos erraram, e com consequências. Mas, cada caso é um caso. João Pereira tem lacunas, próprias do tipo de lateral que é, mas é uma mais valia rara no Sporting. Admito que haja outros critérios menos térreos e muita gente que não simpatiza, mas na minha análise, e nos meus critérios, isso é escandalosamente claro. Evaldo, por outro lado, é uma menos valia regular que o Sporting optou por não corrigir no seu plano de "assalto ao título". Mais uma vez, nos meus critérios, um erro óbvio. Depois, os casos de Carriço e Oneywu são como água e vinho. Carriço errou, mas fez um jogo que, dentro do possível e da exposição que teve, foi bastante bom. Oneywu, terá feito, em 45 minutos, uma exibição pior do que qualquer central do Sporting no último ano. De facto, é um jogador que, em relação às soluções que existiam representa um retrocesso a toda a linha. Inexplicável, mas isto são, outra vez, os meus critérios. Depois, na segunda parte, uma aragem. Rodriguez, primeiro, Polga, depois. São dois jogadores que, embora com pouca capacidade para corrigir bolas nas costas, têm uma notável leitura defensiva do jogo, nomeadamente na antecipação que fazem no espaço. Polga é o mais forte, quer na antecipação, quer ao nível da qualidade de passe (ainda que se possa criticar a sua tendência para sair longo). Rodriguez é mais forte dentro da área, em situações de marcação mais directa. A boa notícia, para o Sporting, é que este jogo deve ter deixado Domingos escaldado. A má? É que poderá ter de recorrer a quem não deve, demasiadas vezes...

7- Do meio campo para a frente, começo com Izmailov. Pode não estar num bom momento físico, ou até ter tido um mau jogo, mas... será que é encostando o jogador à linha que o Sporting vai tirar melhor rendimento dele?! Honestamente, Izmailov é das poucas mais valias que reconheço na equipa, em relação ao plantel que iniciou a época passada. Mas tem de jogar no corredor central. Tem critério, tem qualidade técnica, criatividade, capacidade de trabalho... o que faz na linha?! Depois, Djaló. Não é um jogador fácil de compreender, mas não é por isso que deve ser mal compreendido. É instável em posse, mas tem 2 mais valias neste momento raras na equipa: reactividade defensiva e é incisivo como muito poucos. Estará para este Sporting um pouco como Paulo César estava para o Braga.

8- Para terminar estas notas (que, pretendendo sê-lo apenas, já vão longas), falar da zona ofensiva. Não há lugar a floreados... se o Sporting quer mesmo discutir o título, quer mesmo ganhar, tem de pensar em fazer golos. Sobre as dinâmicas colectivas falarei mais tarde, até porque ainda há muitas indefinições. Mas, a nível individual, o grande desafio do Sporting neste defeso era, a meu ver, alavancar o seu potencial no último terço. Seja pela via criativa, ou finalizadora. Faltam, nesta equação, algumas variáveis, como Matias, que pode ter um papel importante, alterando até a característica da primeira linha ofensiva. De todo o modo, parece-me uma aventura pensar em atingir certos patamares, projectando Postiga como principal finalizador. Havendo maior capacidade concretizadora noutros elementos, isso ainda poderia fazer sentido, mas o Sporting tem médios com pouca profundidade (Schaars e Rinaudo), Capel (ou mesmo Jeffren) são jogadores exteriores e que não dão garantias de capacidade goleadora. Os centrais... o histórico é conhecido. Postiga leva mais 4000 minutos na liga, com a camisola do Sporting, marcou 11 golos, excluindo penaltis. Ou seja, teria de duplicar a sua produtividade (golos/minuto) para entrar em patamares aceitáveis para um melhor marcador de uma equipa com 60 golos. Pessoalmente, não conheço nenhum caso de um jogador que, 4000 minutos depois, tenha invertido de forma tão drástica a sua capacidade concretizadora. Resumindo, se o Sporting está a pensar discutir o título, neste quadro envolvente, e projectando Postiga para ser decisivo em termos de finalização... o melhor é preencher também alguns boletins do euromilhões. Afinal, nunca se sabe...

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5.1.08

Banega, Fernandes e a 'Revolucion Koeman'

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Ontem surgiu a notícia do envolvimento de Manuel Fernandes e Miguel num episódio estranho que resultou na detenção do jovem médio durante a noite. Estes acontecimentos surgem numa altura em que é dada como certa a dispensa do jogador, como parte integrante da revolução operada por Ronald Koeman no plantel do Valência.

Não é sobre o lamentável acontecimento na noite Valenciana que me quero pronunciar, mas antes sobre a já famosa ‘revolucion Koeman’. Dá que pensar... Com a época em curso e poucos meses depois da definição da estratégia de temporada, o clube “Che” decide mudar de treinador, introduzindo Ronald Koeman para o comando técnico da equipa. Até aqui nada de anormal. O que espanta é a denominada ‘revolucion Koeman’, levada a cabo num plantel que tem provas dadas nas últimas temporadas do futebol Europeu. Sem resultados para suportar o acerto da sua contratação, Koeman põe em causa desde figuras históricas do clube como Albelda, Angulo e Canizares, a contratações que custaram vários milhões há bem poucos meses como, precisamente, Manuel Fernandes ou o “gigante” Zigic.

Koeman faz agora o Valência ir ao, nem sempre fácil, mercado de inverno e a sua primeira escolha volta a espantar-me. Ever Banega médio promissor de 19 anos é contratado ao Boca Juniors por 17 milhões de Euros. O valor de Banega não está em causa. É um dos mais promissores médios do futebol argentino. Mas como é que se dispensa Manuel Fernandes para se gastar 17 milhões em Banega?! O argentino é 2 anos mais jovem e mais forte na primeira fase de construção de jogo, em que faz questão de participar. Lançamentos longos e coordenação de jogo é com ele, mas em tudo resto perde para Manuel Fernandes. O português é mais agressivo, mais explosivo, mais rápido e mais forte na meia distância, apontado-lhe apenas, e exactamente, algum descuido na posse de bola na primeira fase de construção, onde arrisca por vezes em demasia. Banega pode até adaptar-se muito bem ao futebol Europeu, mas a opção de Koeman não passa, para mim, de uma extravagância sem grande coerência.

Manuel Fernandes, ao que parece, vai regressar ao Everton, de onde provavelmente nunca deveria ter saído. David Moyes conhece-o bem e, com Arteta, vai voltar a fazer uma parelha de meio campo temível, estando certo que as suas qualidade não passarão despercebidas no mediático futebol inglês.


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26.10.07

Confrontos do fim de semana

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Liverpool – Arsenal (Premier League, Domingo 16h)
Um confronto que marca o contraste do momento destes dois gigantes do futebol Inglês. Curiosamente, apesar de parecer aquele que mais “desinvestiu” – em contraste com os milhões despendidos em Anfield – o Arsenal é o clube que melhor arranque protagonizou em Inglaterra... e não só! 1 empate apenas levam os “Gunners” entre Premier League e Champions e este confronto será o primeiro grande teste interno à capacidade da equipa de Wenger.
No campo estarão dois 4-4-2, mas também duas equipas muito diferentes, sobretudo na hora de atacar. Benitez prefere o futebol mais vertical e rígido, enquanto que Wenger, já se sabe, promove o futebol de movimentação constante e toque curto protagonizado por jogadores que gostam da bola junto ao relvado. Nota ainda para a crescente pressão existente sobre Benitez e para o confronto entre, provavelmente, os dois melhores médios da Liga: Fabregas e Gerrard.
Palpite: Liverpool

Milan – Roma (Seria A, Domingo 14h)
Milan e Roma protagonizam um embate que, à nona jornada pode tornar o Scudetto numa miragem para ambas as equipas. Apontados como candidatos ao título, Milan e Roma têm, cada um a seu jeito, desiludido, estando a 10 e 5 pontos, respectivamente, do Inter. Este é, curiosamente, um embate entre dois adversários de portugueses na Champions e, por isso, estas são equipas já nossas conhecidas.
O Milan, no 4-3-2-1 de Ancellotti parece levar vantagem para esta partida, já que a Roma se encontra muito afectada por lesões – Aquilani, Totti, Perrota e Taddei estiveram indisponíveis nos últimos dias.
Palpite: Milan

Sevilha – Valencia (La Liga, Domingo 20h)
Dois “outsiders” ao título juntam-se num embate especialmente importante para o Sevilha que teve uma entrada áquem das expectativas na Liga. A equipa atravessou uma fase negra de 4 impensáveis derrotas consecutivas na Liga e afastou-se dos primeiros lugares, tendo agora um importante caminho a percorrer. Do outro lado, um Valência que, apesar de ter já perdido 2 jogos em casa, soma por vitórias os confrontos fora de portas – algo invulgar numa competição deste calibre.
Palpite: Sevilha

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5.4.07

David Silva: Pelo ecran a dentro...

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Há jogadores que às vezes, quase literalmente, nos entram pelo ecran a dentro. A um golo, a uma jogada ou qualquer momento de inspiração sucede um nome que, de imediato, ganha uma projecção que até aquele instante não tinha. Terá sido um pouco isso que aconteceu com David Silva e o seu pontapé em Stamford Bridge.

Trata-se de uma promessa já há muito anunciada no futebol espanhol, que até já representou a Selecção principal, mas que apenas agora terá tido uma notoriedade de relevo mundial.
David Silva é um talento nascido nas Canárias mas há muito ligado ao Valência. Jogou cedido nas últimas duas temporadas e se a sua passagem pelo Eibar (em 05/06) foi positiva, as prestações de 06/07 ao serviço do Celta de Vigo serviram de motor para uma verdadeira oportunidade no clube “Che”. David impôs-se ao ponto de ser hoje mais uma certeza do que uma promessa do futebol.
David Silva tem no pé esquerdo grande parte do seu património futebolístico. Baixo e franzino é um atleta rápido, móvel e combativo. A sua qualidade permite-lhe actuar em praticamente qualquer posição da zona criativa do campo, mas é no centro que melhor se sente – não será por acaso, de resto, que enverga a camisola 21 que tanto tempo pertenceu a Pablo Aimar...

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