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17.3.10

O "golpe" de Mourinho e... a exibição de Sneijder!

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Ora aí está! Quando tudo apontava para uma segunda mão de grande dificuldade para o Inter, eis que Mourinho consegue fazer a sua equipa corresponder, finalmente, às expectativas que pessoalmente tinha no arranque da eliminatória. Não que a exibição tenha sido fantástica em todos os pontos, mas porque teve, sobretudo, grande parte dos ingredientes que fazem do treinador português um caso raro no futebol mundial. Maturidade, carácter e astúcia. Preparando-se melhor: foi assim que o Inter surpreendeu Stamford Bridge. Tudo somado, não fica consumado nenhum feito histórico, naturalmente, mas face ao contexto actual do futebol italiano, esta é mesmo uma vitória de grande importância. Um marco de credibilidade na passagem do “Special One” por terras transalpinas.

Eto’o e o sistema
Começando pela disposição posicional, revelou-se bastante acertada a utilização de Pandev e Eto’o como extremos. Sobretudo o camaronês. Na primeira mão havia referido que Eto’o parecia entristecido pela ausência de jogo durante grande parte do tempo. Ora, a sua colocação à direita devolveu-lhe presença, intensidade e... a alegria. Teve de jogar e trabalhar em todos os momentos, como tanto gosta. Apesar de alguma ineficácia, terá feito em Londres um dos melhores jogos desde um inicio da época onde o Inter era diferente. Na ala direita, aliás, esteve grande parte da chave do jogo, com Eto’o, Maicon e Cambiasso a formarem um triângulo muito dinâmico e importantíssimo em termos estratégicos.

Ditar o ritmo
Mas, como sempre, não foi o sistema o mais importante, antes sim a qualidade da interpretação do que devia ser feito. A solidariedade defensiva e o risco mínimo em termos posicionais eram óbvios com a vantagem na eliminatória. A isto, o Inter acrescentou uma capacidade de gerir os ritmos do jogo que, realmente, me parece ter sido o grande segredo do sucesso. Esta gestão foi conseguida, primeiro, pela forma como o Inter não permitiu momentos de transição ao seu adversário, impedindo-o de acelerações que pudessem agitar o jogo e as bancadas. Depois, e igualmente decisivo, foi comportamento no momento em que ganhou a bola, não tendo pressa de procurar a profundidade, valorizando a posse e, inteligentemente, adormecendo obrigando o adversário a ver jogar. Neste particular, há que destacar a boa utilização da largura do campo para fugir ao pressing "blue", tendo na tal dinâmica à direita uma chave importante, com Maicon (fantástico!) a ser repetidamente libertado para receber.

Chelsea: uma desilusão... ou talvez não
De facto, apesar de reconhecer enorme potencial e qualidade ao plantel, desde cedo nesta época que me pareceu claro que este Chelsea teria poucas possibilidades de triunfar ao mais alto nível. Pelo menos seria mais improvável do que em anos anteriores. Desta vez, o destino ficou traçado por uma enorme incapacidade de, no seu próprio estádio, impor o ritmo mais conveniente. O Chelsea pareceu sempre hipnotizado pelo jogo do Inter, tendo apenas um período, antes do intervalo, em que pareceu poder mudar o seu destino. Na segunda parte, no entanto, rapidamente o jogo parasse voltou às mesmas coordenadas, de ritmo baixo e com muitas paragens, num enquadramento que favorecia totalmente as intenções do Inter. E assim ficou por terra mais um grande candidato.

Sneijder e os “mapas mentais”
O vídeo é sobre ele e, na realidade, fala por si. Já várias vezes referi que um jogador não se faz apenas pelo que consegue quando tem a bola, que a sua utilidade deve ser medida nos 4 momentos do jogo. Sneijder, no entanto, foi de uma influência enorme com a bola nos pés, estando na origem de praticamente todas as jogadas de perigo dos italianos. Duas notas sobre o jogador. Primeiro para a qualidade com que executa com os 2 pés. Uma raridade. Depois para aquilo que é referido no vídeo. Um jogador como que faz "mapas mentais" sucessivos e é através deles que orienta as suas acções. Os melhores distinguem-se pelo acerto com que fazem este mapeamento e, depois, pela capacidade para executar de acordo com ele. Sneijder mostrou que é, no presente, um dos mais competentes cartógrafos do futebol mundial. Um festival!



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16.8.07

Drenthe e Sneijder: aposta laranja

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Dando sequência a um defeso com contratações muito contestadas – desde logo, a já aqui abordada aquisição de Pepe – o Real Madrid voltou-se para o mercado Holandês onde, a troco de cerca de 40 milhões de euros, foi buscar duas pérolas: Drenthe ao Feyenoord e Sneijder ao Ajax.

Drenthe, 20 anos, foi a revelação do Euro sub 21, onde encantou pela forma enérgica como fazia explodir o jogo laranja sobre o flanco esquerdo. O seu estilo “tipo-Davids” já era conhecido, mas a época a baixo do par do Feyenoord atrasou a inevitável notoriedade do seu futebol. Se Schuster optar por colocá-lo como lateral, então deverá entrar de caras na equipa. Drenthe tem-se mostrado bem mais brilhante como médio mas a escassez de opções no plantel para a lateral esquerda e a elevada competitividade no “miolo” poderão ditar um inicio como “merengue” numa posição mais recuada do que aquilo que nos habituou nas impressionantes exibições que protagonizou recentemente.

Aos 23 anos Wesley Sneijder tem sido uma das figuras mais vezes trazidas à baila neste blogue, sobretudo pela frequência com que marca golos de qualidade. Sobre ele já aqui tinha estranhado a não existência de oportunidades para o “salto” para um jogador que tem na facilidade de remate a principal imagem de marca. A sua afirmação não será fácil e ao talento que tem terá de juntar carácter e nervo para se afirmar num dos mais difíceis clubes do futebol mundial.

Independentemente destas ou doutras aquisições, a verdade é que a maior preocupação dos adeptos “Blancos” começa a ser mais profunda. 5 derrotas e algumas exibições medíocres marcam um inicio pobre de temporada. Para já, Drenthe apareceu discreto como extremo e Sneijder firme na fase ofensiva do meio campo.

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11.7.07

Wesley Sneijder: Quem quer?

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Entre os muitos nomes que têm sido ventilados como alvo dos grandes clubes europeus há um que estranho particularmente não ser alvo de maiores atenções: Wesley Sneijder.

Sneijder é um médio ofensivo de 23 anos que já leva, pela “Laranja”, mais de 30 partidas, sendo um dos mais influentes elementos do Ajax. Não tem o brilhantismo dos dribles sul-americanos (ou, se quiserem, portugueses), mas é um jogador extremamente rápido e com uma precisão rara a partir das imediações da área. Esta época, “explodiu” no campeonato Holandês, apontando uns impressionantes 18 golos – muitos deles foram destacados aqui pela sua qualidade. O pormenor mais impressionante em Sneijder é o facto da sua meia distância ser forte com ambos os pés, o que o torna particularmente imprevisível para qualquer defensor.
Para já, Sneijder tem sido apontado como alvo de alguns clubes dos mais importantes campeonatos, mas não me espantaria se algum deles chegasse mesmo a perder a cabeça.

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