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12.5.08

Rui Costa: festejar o quê?

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Era uma despedida que se queria poder ser uma festa mas, realmente, não vejo grandes motivos para festejos neste momento. Para os benfiquistas é grande a tristeza de ver o seu maior idolo da actualidade abandonar. Não só pela perda de um jogador que se sente não estar futebolisticamente esgotado, mas igualmente pelo contexto final da temporada. Para quem, simplesmente, gosta de futebol, a sensação de que o futebol perde alguém que, como poucos, explicam o porquê da mitificação da camisola 10.
Rui Costa é um daqueles jogadores que nos faz pensar que tudo é fácil no futebol. Depois de o vermos jogar, sentimos que também poderiamos ter sido bons jogadores, tal a ilusão que provoca a facilidade e simplicidade com que executa. Rui Costa é, emocionalmente, um jogador e uma personalidade ligada ao Benfica, mas a sua carreira não está confinada, como outros de outras gerações, ao museu da Luz. Rui Costa foi muito maior! Sem perder nunca a coerência emocional, privilegiou o futebol e estendeu o seu perfume até onde o futebol merecia que ele fosse: aos grandes palcos mundiais. Ganhou campeonatos e uma liga dos campeões, marcou em Mundiais e Europeus, jogou quase um centena de jogos pela Selecção e, por onde quer que passasse, deixou qualidade e conquistou admiração e respeito.
Finalizo com três notas diversas: (1) Penso que Rui Costa, tal como Figo, justificariam um jogo de despedida organizado pela Federação. (2) De todos os golos de Rui Costa destaco um, pelo brilhantismo e importância, em 1995 frente à Irlanda, abrindo as portas para a competição que marcou o inicio de uma nova era da Selecção AA, o Euro 96. (3) Não percebo como, aceitando a sua decisão de se retirar, se questiona a utilidade imediata de Rui Costa como dirigente. Alguns dizem que deveria tirar um tempo para “aprender”, mas eu gostava que me explicassem: para um jogador que demonstra a personalidade e o carácter de Rui Costa e que passou por onde ele passou, Rui Costa vai “aprender” o quê com o dirigismo português actual?

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1.4.08

29.2.08

Rui Costa no Derby... de há 20 anos!

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19.12.07

Benfica - equipa emocional

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2 derrotas e a liga por um canudo devolvem à Luz um rol de perguntas e questões em torno da qualidade da equipa. Naturalmente que a emoção resultadista, tão própria do futebol e dos seus adeptos, evidencia em cada momento apenas um prisma da realidade, mas a verdade é que o Benfica de hoje não é muito diferente daquele que entusiasmou os adeptos antes do clássico da Luz.

Camacho, já foi por várias vezes dito, moldou uma equipa à sua imagem. Os propósitos são evidentes e não é preciso fazer uma análise meticulosa para perceber o que pretende o treinador espanhol. Defensivamente, cauteloso. Bloco compacto, com poucos espaços entre os jogadores e fazendo do equilíbrio posicional uma prioridade que relega a pressão para uma segunda fase. A ideia é errar pouco para, depois, poder aproveitar os erros do adversário, claro está, nos momentos de transição ofensiva. Tudo isto, é claro, com uma forte atitude colectiva que permite à equipa aguentar e superar os momentos negativos no jogo. As famosas “ganas” são de resto a imagem de marca de Camacho e por isso se diz que o seu Benfica é uma equipa emocional.

Mas afinal qual é o problema do Benfica? A definição de “equipa emocional” estende-se também à forma de jogar da equipa. Se, sem bola, o Benfica tem muito de ordem e estratégia, quando a ganha é o factor emocional que toma conta da equipa. Na ânsia de aproveitar o erro do adversário, o Benfica lança-se em transição de uma forma impulsiva com cavalgadas entusiasmantes mas, ao mesmo tempo, sem grandes referências de jogo. A ordem é para avançar e, só depois, pensar. A ausência de rotinas ofensivas que dêem ordem ao jogo encarnado é uma evidência que se estende também aos momentos de ataque continuado, onde a equipa se torna dependente de rasgos individuais (sobretudo de Rui Costa) ou de alguns movimentos simples como a subida dos laterais.

Rui Costa e Rodriguez
Esta tendência é espelhada pelo contraste entre os comportamentos tácticos de dois jogadores: Rui Costa e Rodriguez. Com a qualidade de um jogador tão cerebral quanto Rui Costa na primeira fase de construção, faria sentido que a equipa o procurasse para o primeiro momento ofensivo. Mas não. Rui Costa foi lançado para o espaço entre linhas, tendo atrás de si 2 médios e à sua frente apenas 1 avançado. Se os adversários jogarem baixo, a equipa é obrigada a parar e então o “maestro” tem tempo e espaço para aparecer, mas se isso não acontecer, lá vemos Rui Costa a receber de costas para a baliza no meio da “teia” de meio campo. Por outro lado, há Rodriguez. Corre, luta, remata, marca. Mas quando o vemos a receber de uma recuperação pode perceber-se o quão fiel é Rodriguez a esta forma “emocional” de jogar. Sem pensar e impulsionado pela bancada, começa a sua corrida em progressão, procurando improvisar uma linha de passe apenas uns metros mais à frente. Por vezes, o “Cebolla” encontra-a, mas facilmente uma equipa organizada lhe encurta as soluções e aí a arma da transição torna-se na vantagem do inimigo.

(Note-se que considero Rodriguez um bom reforço, com muita margem de progressão no futebol português. A alusão surge apenas pelo facto da impulsividade do seu futebol ser uma boa imagem da forma de atacar deste Benfica)


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18.7.07

O outro amor de Rui Costa

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18.4.07

A Malapata do 10!

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Não foi uma ideia que me tenha originalmente ocorrido, mas a sugestão foi-me feita e decidi averiguar os factos ...

Rui Costa perdeu muitos jogos ao serviço do Benfica esta temporada. A sua ausência foi lamentada e os seus regressos festejados. Na fase mais recente, as suas entradas em jogo foram ainda ligadas a melhorias no jogo encarnado. Mas, concretamente, o Benfica aparenta ter dificuldades em vencer sob a batuta do “Maestro”.
De facto, olhando aos jogos oficiais encarnados e comparando aqueles em que o 10 participou com os que esteve ausente, verificamos que, apesar de um número inferior de derrotas, de os registos de golos serem mais positivos, o Benfica ganha menos. Substancialmente menos!
Rui Costa participou em, precisamente, um terço das partidas oficiais do Benfica versão 06/07 e nesses – significativos, diga-se – 14 jogos, os encarnados parecem ter uma surpreendente maior propensão para empatar, sendo justamente sob a influência de Rui Costa que o Benfica empatou os seus 3 jogos na Luz para o campeonato (Boavista, Porto e Braga). Refira-se ainda a alta propensão para jornadas de azar no estádio da Luz... lembram-se dos postes e perdidas flagrantes nos nulos frente ao Boavista, Braga e Espanhol? Todas tiveram Rui Costa!

Não quero, com estes dados, provar (ou sequer insinuar) que exista um efeito directo entre a má fase encarnada e a presença do mais mítico dos seus jogadores, mas... estará o Benfica a ser vitima da “malapata” do camisola 10?


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