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16.7.09

Estudiantes 'campeon' da Libertadores!

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Terá sido a versão Mineirão do 'Maracanaço'. Estava tudo preparado para a festa, o Cruzeiro era favorito e jogava em casa, onde qualquer vitória chegava. O jogo não foi interessante, com poucas oportunidades e nenhuma das equipas a conseguir, realmente, superiorizar-se. O 1-0, num desvio fortuito do remate de Henrique no inicio da segunda parte, era injusto mas tinha tudo para balancear definitivamente a final para o lado brasileiro. Errado. Pouco depois o empate por "La Gata" Fernandez, na primeira vez que os argentinos chegaram à baliza depois do primeiro golo. O empate era o mais certo, mas o destino estava traçado e isso percebeu-se quando Boselli desfez a igualdade para espanto geral de um estádio que desceu do céu ao inferno em 20 minutos. O Cruzeiro ainda teve uma bola ao poste no forcing final, mas a final mais emocionante do que interessante ia mesmo terminar com Verón a erguer a enorme 'Copa'. Ficou-lhe bem não só pela carreira, mas pelo enorme jogo que fez. O melhor em campo.

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10.7.09

Final da Libertadores: Tudo adiado para Belo Horizonte

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Está concluída a primeira mão da final da Libertadores. O nulo foi o resultado do jogo em La Plata, que deixa tudo em aberto para o jogo de Belo Horizonte. Nenhuma destas equipas se pode gabar de ser, realmente, a melhor da actualidade na América do Sul, consequências da volatilidade dos plantéis das equipas daquele Continente, mas esse é o estatuto com que uma delas sairá deste embate.


O jogo teve grande intensidade e 2 períodos diferentes. No primeiro tempo, o Estudiantes mostrou mais uma vez a sua forma inteligente de abordar o jogo. Com muita agressividade e rapidez na reacção à perda de bola, os argentinos não partiram para cima do adversário, mas neutralizaram-no e aproveitaram muito bem as recuperações em zona intermédia para lançar transições muito verticais e objectivas que, em bom da verdade, chegaram a justificar um golo.

O domínio argentino foi depois perdendo força, com as alterações a não beneficiarem em nada uma equipa que estava bem no jogo e com, também, o Cruzeiro a conseguir, finalmente, alguma capacidade para levar mais além as suas investidas ofensivas. Os brasileiros, sem terem feito um grande jogo, acabaram por perder, talvez, a melhor das ocasiões já no segundo tempo e numa fase onde a concentração colectiva argentina já não era a mesma.

Individualmente, destacaria Gaston Fernandez, muito inteligente e desconcertante na primeira parte, e Enzo Perez, do lado do Estudiantes. No Cruzeiro, Fábio foi o mais decisivo, sobretudo na primeira parte, mas não consigo deixar de destacar aquele que foi provavelmente o melhor jogador da Libertadores deste ano, Kleber. Não foi um jogo fácil para ele, mas acabou por voltar a estar nos momentos em que o Cruzeiro se conseguiu, finalmente, libertar do colete de forças...




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22.5.09

Amargo de Boca na Libertadores 2009

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Tudo indicava que fosse o Boca a juntar-se aos quartos de final da Libertadores 2009. Uma exibição pobre depois de algumas ocasiões perdidas, no entanto, abriram caminho à surpresa e os uruguaios do Defensor Sporting conseguiram levar o 0-1 até ao final.
É, no fundo, mais uma confirmação do mau período argentino no futebol sul americano. Dos 8 semi finalistas, apenas resta o Estudiantes como representante argentino, enquanto que o Brasil tem metade das equipas nesta fase. Pessoalmente, parece-me que São Paulo e Palmeiras são os mais fortes candidatos à final, embora o Grémio possa ter uma palavra a dizer. Reservo para o Nacional de Montevideo o papel de possível equipa surpresa neste ano.

Quartos de final:
Grémio - Caracas
Cruzeiro - São Paulo
Defensor Sp. - Estudiantes LP
Nacional - Palmeiras

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2.5.09

O golo 200 de Palermo e mais 2 imperdíveis...

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- Na Libertadores, o Palmeiras precisava de vencer no Chile o Colo Colo para se apurar. Estava 0-0, faltavam 3 minutos e o "Porco" jogava com 10. Cleiton Xavier fez isto...

- Em França, acerto de calendário em Rennes. Jogo fantástico e
vitória verdadeiramente épica do Bordéus no último minuto. Fica a 2 do Marselha...

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10.4.09

O outro Diego...

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9.4.09

Gallardo e Lodeiro: pontaria para... o 0-0!

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27.6.08

Libertadores: Vendaval da LDU na primeira mão da final!

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Enquanto a Europa dormia entre as duas meias finais do Euro 2008, jogava-se na América do Sul, mais precisamente no Equador, a primeira mão da final inédita da Libertadores. A LDU Quito recebia o favorito Fluminense, mas quem tinha visto os jogos anteriores sabia – e escrevi-o aqui – que a tão aclamada final antecipada entre Boca e Fluminense podia, afinal, não ser tão esclarecedora quanto ao vencedor da prova. A este respeito, a primeira mão da final não podia ser mais esclarecedora... Em Quito assistiu-se a um autêntico vendaval da LDU!

Sem surpresas nos esquemas e onze iniciais, o jogo arrancou bem cedo com a fúria dos equatorianos: com pouco mais de 1 minuto, já o ponta de lança Claúdio Bieler havia dado vantagem à LDU. A reacção dos brasileiros foi boa e podia pensar-se que o empate de Conca – soberbo livre – poderia servir de cubo de gelo para a euforia dos equatorianos. Mais uma vez, puro engano! Ao intervalo ganhavam por um escandaloso 4-1, depois de terem atravessado uma fase de autêntico massacre à baliza de Fernando Henrique, parecendo que os jogadores da LDU tinham íman, tal a forma como todas as combinações perto da área saíam perfeitas. No segundo tempo, o Flu respondeu e reduziu para 4-2 antes de nova fase de algum assédio equatoriano a um quinto golo que não surgiu porque as pernas dos jogadores também acusaram cedo o desgaste de um primeira parte de grande intensidade...

Agora, como explicar esta exibição do Quito? Altitude? Desgaste brasileiro após tantas horas de viagem? Seguramente. Mas, como já havia identificado, esta equipa equatoriana tem aquilo que poucas vezes vemos no futebol sul americano: pragmatismo táctico. Ao permanente equilíbrio defensivo, a LDU junta um quarteto ofensivo de respeito e que, na minha opinião merece um olhar bem atento. Nas alas 2 equatorianos desconcertantes: Guerron, o mais mediático e Bolaños. Ambos de 23 anos, ambos muito fortes tecnicamente, particularmente no 1 contra 1. Guerron é mais explosivo, mais inventivo e mais forte fisicamente. Bolaños é esguio, numa reprodução muito idêntica ao estilo de Robinho. É também forte no 1 contra 1, mas mais pragmático com a bola e, também, mais temível de meia distância. No meio, o organizador argentino Damian Manso. Fino em termos técnicos, tem liberdade para jogar solto na coordenação do ataque. É uma função quase inexistente na Europa, mas Manso revela nela todas as suas qualidades técnicas. Na frente, finalmente, outro argentino: Bieler. “Sentar” o histórico Agustin Delgado, mesmo sendo este já veterano, não é fácil e isso diz tudo da importância de Bieler. Funciona como pivot, como referência na profundidade e, mais importante, como elemento decisivo no jogo de área. Faz tudo isto com uma grande dose de entrega e esse é outro dos seus méritos.

4-2 é, sem dúvida, um óptimo resultado, até se tivermos em conta a consistência desta formação equatoriana nas eliminatórias anteriores. No Maracanã, no entanto, com um ambiente intimidador e a grande qualidade ofensiva do Flu, é possível esperar qualquer desenlace para esta final...


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6.6.08

Libertadores: Flu e LDU na final de estreantes

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Maracanã para cima de 80.000 nas bancadas, na grande maioria gente pronta para fazer a festa de uma histórica chegada do Fluminense à final da Libertadores. Do outro lado, estava a antítese do Flu em termos de passado recente na Libertadores, o Boca Juniors, vencedor de metade das edições (4 em 8) da prova desde o ano 2000. Da primeira mão vinha um empate a 2 que dava vantagem ao Flu, mas que nunca poderia ser equacionado como algo decisivo perante um Boca com um notável trajecto fora de casa.

Esperava-se um jogo de emoção e golos e o desenlace dos 90 minutos não defraudou as expectativas. O Boca fez jus ao estatuto, forçou o andamento e, embora não se possa falar em controlo num jogo destes, teve sempre ascendente sobre o Flu. Muitas ocasiões depois, Palermo deu a vantagem ao Boca, mas que apenas conseguiu silenciar o Maracanã durante poucos minutos, já que Washington voltaria a fazer explodir as bancadas do mítico estádio, ao empatar de livre. A partir daí, o Boca foi definitivamente para cima do Flu e apenas não marcou por acaso, tal o assédio à baliza de Fernando Henrique. Mas o jogo parecia ter a sua sina, e uma que agradava de sobremaneira à “galera” tricolor. Conca – argentino, por sinal – fez o 2-1, com muita sorte à mistura, mas a decisão surgiu já depois da hora e quando o Boca havia atirado a toalha ao chão. Dodô, entrado aquando do golo de Palermo, fez o 3-1, garantindo que a festa do Rio de Janeiro se iria mesmo prolongar até de madrugada.

Para quem viu as dois jogos desta que era encarada como a final antecipada da prova, fica a ideia clara de que o desfecho poderia ter sido outro, mas também a convicção de que a diferença terá estado em grande medida na presença em cada uma das balizas. Enquanto que Fernando Henrique – que nem sequer é um dos melhores guarda redes do Brasil – foi um gigante nas duas mãos, do outro lado, Migliore (habitual suplente de Caranta) pouco fez nas vezes em que foi chamado à acção. Na retina fica a forma comprometedora como permitiu o 2-2 a Thiago Neves no final do primeiro jogo. De resto, individualmente, notas positivas para Datolo, Battaglia, Palermo e Palacio no Boca, enquanto que no Flu, Fernando Henrique teve a companhia de Ygor, Thiago Silva e Conca como grandes protagonistas da noite. A desilusão terá ficado para os camisola 10 de ambos os lados. Riquelme não foi influente como de costume – mérito para a atenção que lhe foi movida – e Thiago Neves confirmou, mais uma vez, que tem ainda muito que evoluir até poder ser considerado num grande número 10 do futebol brasileiro.

A final será agora disputada contra o “David” desta edição da Libertadores. No outro jogo da semana, o LDU Quito confirmou a sua consistência controlando a segunda mão da eliminatória frente a um América que já havia sido feliz na forma como conseguira um empate a 1 no Azteca. O nulo do Quito foi assim suficiente para chegar a uma final que coloca 2 clubes pela primeira vez nessa fase da prova e onde, na minha opinião, tem uma palavra importante a dizer...

resumo dos jogos:
America 1-1 LDU Quito
LDU Quito 0-0 América
Boca Juniors 2-2 Fluminense
Fluminense 3-1 Boca Juniors

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2.6.08

Candidatos à Libertadores: América

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Para completar o leque de semi finalistas da Libertadores, faltava um olhar por esta equipa do América do México. O gigante do mexicano passa por um embaraçoso momento a nível interno, onde foi último da classificação no mais recente Clausura 2008, pela primeira vez na sua história. De facto, esta é a equipa que menos me impressiona no leque de 4 semi finalistas da prova e, embora tenha ainda em aberto a qualificação para a final depois do empate a 1 em casa, frente ao LDU Quito, vejo no América como o menos provável vencedor da prova, entre as 4 equipas restantes.
A equipa actualmente orientada por Juan António Luna, actua num esquema de 3 defesas, habitual no futebol mexicano e tem alguns nomes muito jovens entre as suas principais figuras: Ochoa (22 anos), Juan Carlos Silva (20 anos) e Enrique Esqueda (20 anos) são figuras entre o onze habitual dos mexicanos, mas, a bom da verdade, a sua afirmação internacional está ainda longe de poder ser dada como garantida. Outro aspecto a salientar é a ausência do experiente médio argentino Federico Insua (ex-Monchengladbach), vitima de longa lesão, bem como o sub rendimento de Federico Higuain (irmão do craque do Real e ex-Besiktas), ou dos uruguais Hernan Lopez e Richard Nuñez.

A atacar
Ofensivamente a equipa mexicana é pouco dinâmica e explosiva. Nos momentos em que é obrigada a uma postura mais defensiva, a equipa limita-se a bombear bolas para Cabañas, sendo esta uma opção de previsível insucesso. Em posse, não há grande mobilidade nem explosividade colectivas. Destaque pela positiva para a energia de Rojas na esquerda e para a qualidade de Cabañas que, embora com muito pouca mobilidade, consegue ser sempre um jogador perigoso na zona de finalização. Nota, finalmente, para os pontapés de canto, de onde a equipa tem conseguido obter alguns golos importantes.

A defender
Também não se pode dizer que seja brilhante a defender. Ainda assim, a equipa do América mantém-se habitualmente equilibrada em campo, sobretudo pela completa ausência de participação ofensiva dos 3 defesas e do médio mais defensivo, German Villa. Isto faz com que a equipa fique menos vulnerável a transições que é, como se sabe, o momento em que se conseguem habitualmente mais desequilíbrios ofensivos. Referência para a presença dominadora de Sebastian Dominguez no centro da defesa.

Individualidades
Francisco Ochoa – Este guarda redes de 22 anos é há muito visto como o futuro da Selecção mexicana e, igualmente, como um nome a ter em conta mesmo a nível internacional. Tudo isto, pela idade prematura com que foi lançado na primeira equipa. Ochoa é, no entanto, um guarda redes que precisa de melhorar em alguns aspectos, nomeadamente ao nível da concentração. Tem 22 anos e isso, num guarda redes, significa muito tempo para melhorar.

Oscar Rojas – Sobre a esquerda e neste ala de 26 anos talvez esteja o principal destaque da equipa. É um jogador rápido e dotado tecnicamente, sendo dos poucos que consegue dar alguma explosividade ao seu flanco. É habitualmente chamado à selecção, mas deverá já não ter grande margem para experiências fora do seu país.

Sebastian Dominguez – Este argentino actua no eixo da defesa e chega ao México aos 27 anos para comandar a defensiva do América, sendo fisicamente o jogador que melhor se impõe. No seu curriculo estão Corinthians, Newells e Estudiantes, não se duvidando que tivesse mercado no campeonato do seu país, falando, porém, mais alto o aspecto financeiro. Envolveu-se com Bolaños no jogo da primeira mão das meias finais, terminando expulso e, com alguma sorte, conseguindo a mesma sorte para o equatoriano. Será, por isso, uma ausência importante.

Enrique Esqueda – Dele se esperam grandes coisas, pela idade com que se afirmou no América. No entanto terá de mostrar bem mais do que aquilo que faz actualmente. Joga nas costas de Cabañas, sendo o elemento de ligação com o meio campo e funcionando muitas vezes como pivot ofensivo. A sua amplitude de movimentos restringe-se, porém, ao corredor central e quando a bola lhe chega aos pés joga sempre simples... demasiado simples, errando pouco mas conseguindo muito poucas roturas. A sua idade (20 anos) dá-lhe no entanto tempo de sobra para evoluir.

Salvador Cabañas – Este ponta de lança paraguaio de 27 anos é a grande referência da equipa. Num estilo comum a outros avançados sul americanos, Cabañas tem um estilo entroncado, parecendo mesmo pesado, mas tem um notável faro pelo golo e tem um jogo realmente adaptado à derradeira zona do campo. Como principal defeito de “El toro” apontaria alguma falta de mobilidade ofensiva.

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29.5.08

Candidatos à Libertadores: LDU Quito

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Aí está a grande sensação da prova. O Liga Deportiva Universitaria Quito encontra-se, contra todas as projecções, a um pequeno passo da final da prova depois de um empate a 1 no Azteca frente ao América. As perguntas que ficam são: afinal quem é esta equipa e como se explica tanto sucesso?
A resposta pode ser encontrada numa fórmula surpreendentemente simples e pragmática introduzida pelo treinador argentino Edgardo Bauza. Ao contrário do que acontece com a maioria dos conjuntos Sul Americanos, frequentemente algo anárquicos no comportamento tácticos dos jogadores, no caso do LDU Quito há uma enorme rigidez da posição dos jogadores. A vantagem desta característica no contexto Sul Americano, explicarei mais à frente, mas convém ainda acrescentar a estabilidade no onze de Bauza e a oscilação táctica quando joga em casa, jogando com 3 defesas, subindo Ambrossi para médio esquerdo e baixando Urrutia para a posição de médio defensivo. Outro aspecto a referir é o facto da equipa nunca ter estado em desvantagem nas eliminatórias, restando saber como reagirá caso isso aconteça.


A atacar
O facto de ser quase sempre “outsider” faz com que o Quito nunca tenha de utilizar muitos homens para atacar. Inteligentemente, não o faz. Espera pelo erro do adversário e tira partido do seu adiantamento no terreno para lançar 4 homens de elevada qualidade que tem na frente. Bolaños e Guerron são extremos velozes e desconcertantes, não fazendo muitos movimentos interiores. Manso é o artista da equipa, jogando livre no meio em busca dos deslizes das intermediárias contrárias e Claudio Bieler é a referência para as abordagens mais directas e um avançado de grande combatividade.

A defender
Defensivamente, a pouca participação ofensiva de Vera e Urrutia, assim como dos laterais, implica um equilíbrio permanente e um grande controlo das transições adversárias (esta é a vantagem da tal rigidez táctica da equipa). Por aqui se explica que os 3 golos sofridos nos quartos de final e primeira meia final tenham todos acontecidos através de lances de bola parada. A isto acrescenta-se a concentração defensiva dos jogadores que arriscam pouco com bola.

Individualidades
Joffre Guerron – Este extremo equatoriano de 23 anos é um verdadeiro diamante por lapidar. É rápido e possante fisicamente, tendo igualmente boa técnica e drible. O problema de Guerron é algum deslumbramento em posse de bola, exagerando por vezes nas acções individuais. Pode ser uma aposta de um clube europeu e, curiosamente, já foi dado como possível reforço do FC Porto.

Luis Bolaños – Se Guerron é um extremo a acompanhar, Bolaños merece igual destaque. Também com 23 anos tem sido um dos elementos fundamentais do Quito. Com a camisola 7, o seu estilo “gingão” lembra Robinho no Santos, e este equatoriano tem uma função semelhante à do agora jogador do Real. Jogando na esquerda mas aparecendo em posições mais interiores, onde faz alguns golos com o seu pé direito. Provavelmente não o verão mais nesta prova uma vez que foi expulso no último jogo (injustamente, diga-se), o que pode ser igualmente uma condicionante para a própria equipa.

Damian Manso – Um “pibe” tipico de 28 anos. Manso já teve experiências europeias, mas claramente o ritmo sul americano é o que mais se lhe adequa. Algo pesado mas muito forte tecnicamente, trata a bola sempre com mais do que um toque, humilhando adversários com os seus dribles e fazendo alguns golos de belo efeito.

Claudio Bieler – Tal como Manso faz parte do clã argentino do Quito. Ponta de lança sem expressão no seu país emigrou para o Colo Colo mas é, aos 24 anos, no Quito que se faz mostrar. Num estilo de busca incansável pela oportunidade, vai tirando os seus dividendos dos erros adversários que compensam a ingratidão da posição em que actua. Com ele, o histórico e veterano Agustin Delgado (que brilhou no último mundial) fica remetido para um plano muito secundário e esse é o maior elogio que se lhe pode fazer.

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27.5.08

Candidatos à Libertadores: Fluminense

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É o resistente brasileiro na competição e protagonizará com o Boca uma verdadeira final antecipada nas meias finais da prova, depois de ter derrotado, ao soar do gongo, o campeão brasileiro, São Paulo. No Fluminense vive-se um período de grande motivação em torno desta competição em que não tem qualquer presença numa final.
Renato Gaúcho é o timoneiro desta caminhada da formação das Laranjeiras e poderá estar perto de um feito que pode catapultar a sua reputação para um nivel mais próximo da elite dos treinadores brasileiros. De resto, não é fácil definir concretamente as opções tácticas do treinador do Fluminense ao longo desta prova, pelo simples facto de que Renato Gaúcho tem oscilado entre as estratégias adoptadas, particularmente no que respeita ao sistema de jogo. A equipa pode actuar em 4-2-2-2, como acontece normalmente em casa, com 3 defesas (recuando Ygor) em 3-4-1-2 (mais característico das deslocações), ou até com apenas 1 ponta de lança. Para quem acompanha apenas o futebol europeu, estes sistemas poderão gerar alguma estranheza, mas a verdade é que estes são “esqueletos” perfeitamente normais na realidade do futebol brasileiro actual, onde a indisciplina táctica de muitos médios e a propensão ofensiva dos laterais acaba por tentar ser compensada por uma maior preocupação com a presença de jogadores mais fixos na zona central.


A atacar
À excepção dos pontapés longos de Fernando Henrique, o Fluminense nunca recorre a um jogo mais directo, isto apesar de ter em Washington um ponta de lança poderoso. Esta opção vai até ao extremo de se arriscarem passes à queima quando a equipa é submetida a uma pressão mais intensa. Mas para se falar das características ofensivas do Fluminense é preciso referir sobretudo a mobilidade concedida aos médios e a propensão ofensiva dos laterais, frequentemente apanhados em simultâneo em acções ofensivas (o que gera algum desequilíbrio que, na minha opinião, poderá ser aproveitado pelos contra golpes do Boca). Aqui, há alguma assimetria provocada pela acção mais ofensiva de Júnior César em comparação com Gabriel. Há ainda que mencionar a criatividade e qualidade do pé esquerdo de Thiago Neves, a capacidade organizadora de Conca e a versatilidade de Cícero, um médio que é utilizado muitas vezes perto de Washington (no lugar de Dodo), por se conseguir adaptar bem às zonas de finalização, por via de um bom jogo aéreo e remate fácil.


A defender
Um pouco à imagem da generalidade das equipas brasileiras, o Flu desequilibra-se com alguma facilidade, particularmente quando actua com apenas 2 centrais, dando maior liberdade a Ygor. Ainda assim, Ygor tem um papel fundamental na compensação que faz tanto aos laterais (particularmente Júnior César) como aos centrais. Outro jogador fundamental em termos tácticos é Arouca, que não tendo uma missão tão recuada quanto Ygor, é fundamental nos equilíbrio s de meio campo. Por último, referir a importância da qualidade dos centrais Thiago Silva e Luiz Alberto numa equipa que tem uma postura bastante diferente em casa e fora, onde baixa muito o seu bloco perante a posse adversária.


Individualidades
Thiago Silva
– Este defesa central de 23 anos que foi um dia contratado pelo FC Porto e que foi já apontado como alvo do Benfica, é hoje visto por muitos como o melhor na sua posição do futebol brasileiro. Fisicamente bem composto, Thiago Silva é daqueles centrais brasileiros que se caracterizam pela sua qualidade técnica, quer na forma como abordam o desarme, quer como saiem a jogar.


Júnior César – Lateral (ou melhor, ala) esquerdo de 26 anos que se iniciou no Flu, tendo depois passado por alguns clubes antes de regressar. Foi um dos destaques frente ao São Paulo, infernizando a vida ao corredor direito do campeão brasileiro, com as sua atitude altamente ofensiva. Nos jogos fora, um pouco à imagem da equipa, é bem mais contido.


Arouca – médio de 21 anos que tem um invulgar cultura táctica para o futebol brasileiro. Não é jogador de grandes explosões mas tem uma apreciável qualidade na posse de bola e no preenchimento da zona interior direita do meio campo.


Thiago Neves – Tem sido muito destacado este criativo de 23 anos que há pouco mais de um ano regressava do Japão para ser emprestado ao Fluminense. Tem um pé esquerdo notável e pode ser um jogador de grandes desequilíbrios, mas atravessa uma fase menos positiva em que tenta encontrar no seu futebol a consistência que diferencia um grande de um bom jogador.


Cícero – Está apenas emprestado ao Fluminense este médio ofensivo de 23 anos (o que é mesmo que dizer que poderá ser uma boa oportunidade de negócio para quem esteja atento). É um jogador interessante, tendo qualidade técnica, remate fácil e um jogo aéreo atípico para um médio, o que faz com que possa ser utilizado como avançado. Não é ainda um fora de série, mas há alguma margem de progressão neste jogador que só agora começou a jogar com regularidade num grande.


Washington – No final dos anos 90 esteve em Lisboa para assinar pelo Sporting, mas os seus problemas cardíacos puseram fim à hipótese de jogar em Alvalade. A sua carreira continuou com sucesso no Brazil até rumar à Turquia em 2002 para jogar no Fenerbahce. Fez 9 golos em 12 jogos antes de ter de regressar ao seu país, precisamente, pelos problemas que o afectavam. Uma intervenção cirurgica resgatou finalmente o jogador para que prosseguiu a sua carreira com registos de golos invulgares nos tempos actuais (de 2004 a 2007, 98 em 123 jogos). É um jogador de área poderoso fisicamente que aos 33 anos sonha com a conquista da Libertadores.

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23.5.08

Candidatos à Libertadores 2008: Boca Juniors

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Se à partida para a defesa do seu título já era visto como um dos principais favoritos na corrida ao título, à chegada às meias finais, o Boca apresenta-se indiscutivelmente como a principal figura de cartaz desta prova. É que a Libertadores viu já eliminadas todas as outras formações argentinas, assim como o poderoso São Paulo, este ano com Adriano nas suas fileiras.
A verdade é que depois da conquista da Libertadores em 2007, o Boca passou por um mau bocado, com o seu futebol a cair num vazio de ideias depois da saída de Riquelme. O resultado foi um Torneo Apertura medíocre, seguido de uma presença na Intercontinental que nunca chegou a contestar o favoritismo do Milan. A solução passou, não só pelo regresso do tão amado Riquelme, como pela substituição de Miguel Angel Russo – o treinador – por Carlos Ischia. Ischia, antigo treinador de Di Maria no Rosario Central e discípulo de Carlos Bianchi, não foi um nome consensual, sendo o próprio Maradona um dos críticos. A verdade, porém, é que o Boca chega ao final da temporada na luta pelos seus objectivos. Para além da Libertadores, a formação de Buenos Aires pode ainda atingir o título no Torneo Clausura, ainda que tal tarefa não se afigure fácil.

A atacar
Quem olha para os nomes do Boca não terá dificuldades em antecipar as referências do seu jogo ofensivo. Primeiro, Riquelme em posse sobre a zona central e, em alternativa, jogo directo para Palermo. Assim, com posse de bola a equipa procura quase sempre Riquelme que tenta depois tirar o melhor partido da mobilidade de Palacio ou da irreverência de Dátolo. No meio campo há ainda mais dois nomes. Battaglia é o elemento posicional que se limita a ser apoio recuado à posse de bola, e Chavez (ou Vargas ou Ledesma) são um vértice lateral diferente de Dátolo sobre a esquerda, oferecendo mais apoio a Riquelme na posse e surgindo menos vezes em profundidade sobre o flanco. Assumindo o perfil estático de Palermo, resta falar dos laterais. Jogue quem jogar, existe sempre a vocação ofensiva, embora essa seja muitas vezes uma intenção difícil de concretizar num futebol que, ao contrário do europeu, percorre com muita rapidez e de forma constante o comprimento do campo, não havendo tempo para esperar o apoio dos laterais.

A defender
Defensivamente surgem – bem ao estilo Sul Americano – os principais problemas. No jogo aéreo, Paletta é fundamental, dada a pouca estatura dos outros centrais e em transição a equipa demora muito tempo a recuperar, sobretudo quando não há grandes hipóteses de executar o pressing. Ainda assim, esta é uma visão que tem por base uma comparação com o futebol europeu, já que este Boca tem sido uma equipa em maior destaque, precisamente, quando os adversários tentam ser mais ofensivos. Para isto contribui a qualidade dos jogadores da frente que, com espaço, se tornam temíveis (o Boca marcou 5 golos nas suas 2 deslocações após a fase de grupos).

Individualidades
Gabrile Paletta – Defesa central de 22 anos revelado pelo Banfield, é uma das maiores promessas actuais do futebol argentino na sua posição. Apareceu em bom plano no Mundial sub20 de 2005 e justificou a aposta do Liverpool, com grandes elogios de Benitez. A verdade é que a aposta não pareceu muito sólida e, após uma época complicada onde foi um dos principais réus da humilhação (3-6) frente ao Arsenal, regressou à argentina. No Boca é uma presença particularmente importante para o jogo aéreo, mas o seu potencial não fica por aqui.

Cristian Chavez – Médio interior de 20 anos é uma das grandes revelações da temporada e um nome a acompanhar. Pouco ou nada utilizado até então, Chavez apareceu em Abril com utilizações mais frequentes e, pouco a pouco, vai ganhando espaço como titular. Médio interior, forte fisicamente, hábil com os 2 pés e com uma grande entrega ao jogo, Chavez não é ainda um jogador de top, mas poderá muito bem vir a ser, caso a sua evolução como profissional seja positiva.

Jesus Dátolo – Extremo esquerdo de 24 anos é depois de Riquelme o jogador de maior qualidade técnica do Boca. Dátolo revelou-se no Banfield e foi recrutado pelo Boca onde demorou a afirmar-se. 2008 tem sido nesse aspecto o grande ano de Dátolo, com muitos golos e jogadas decisivas, sendo, talvez, o jogador que mais justifique uma aposta europeia. O seu pé esquerdo executa muito bem, quer no controlo e progressão, quer nos cruzamentos (é ele quem bate os cantos). Para além disso, Dátolo torna-se eléctrico quando a bola lhe chega, sendo igualmente capaz de fazer bastantes movimentos interiores, o que abre a possibilidade de jogar também como avançado móvel.

Juan Riquelme – médio criativo de 29 anos. É escusado falar muito de um jogador que toda a gente conhece. No Boca é, como se esperava, o patrão num estilo de jogo que o favorece precisamente por lhe pedir apenas aquilo que ele quer fazer.

Rodrigo Palacio – Avançado de 26 anos, também revelado no Banfield, Palacio tem sido um dos nomes em destaque nos últimos anos do Boca. Se Palermo é um avançado fixo, Palacio ser de complemento perfeito já que a velocidade, mobilidade e, sobretudo oportunidade com que aparece nas alas, fazem dele um jogador que, longe de ser brilhante, tem uma enorme utilidade nas acções ofensivas.

Martin Palermo – Avançado de 34 anos. Este veterano de 34 anos é sobretudo uma arma letal no jogo aéreo. Surge com frequência a fazer golos, cumprindo a sua missão de jogador de área, mas é na fase de desespero, quando o Boca recorre ao jogo directo, que Palermo se torna na grande referência do ataque da sua equipa.


Resumos
Atlas 0-3 Boca Juniors
Boca Juniors 2-2 Atlas
Cruzeiro 1-2 Boca Juniors
Boca Juniors 2-1 Cruzeiro

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9.5.08

3 minutos à Bergessio!

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Estava 2-0 (3-2 na eliminatória) e o River jogava com mais 2. Num jogo louco, surgiu... Bergessio!

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22.2.08

Bomba Venezuelana!

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19.6.07

Nostradamus era Gremista?

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A propósito da final da Copa América. O Boca Júniors ganhou uma expressiva vantagem de 3 golos na primeira mão, mas, pelos visto, fé é o que não falta entre a "Torcida" do Grémio...

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