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25.6.10

Diário de 'Soccer City' (#14)

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Seria seguramente um daqueles casos em que o futebol dizia uma coisa e as pessoas adivinhavam outra. Ou seja, apesar de todos termos visto o pior possível da Itália nos primeiros dois jogos, duvido que alguém não estivesse convencido da sua qualificação. Eu estava. Acabou por vingar a lógica do jogo, e numa espécie de embate da mediocridade, foi a Itália quem levou a pior. Levou, e justamente. Tal como os franceses – com quem partilharam a final há 4 anos – o seu futebol não deixará qualquer réstia de saudade ao torneio africano. A lamentar, creio, só mesmo o espectáculo deprimente que é ver talento a ser desperdiçado no mais importante dos palcos. Com isso, enfim, conviverá a bem História, e, como tal, também nós deveremos ser capazes de calmamente o fazer. Vale muito mais a pena continuar a olhar para o que ainda aí vem e, claro, para o que de bom se tem visto.

Holanda – Eslováquia
De repente, com tanto pela frente, a Holanda sobe em flecha no ranking de favoritos. E nada tem a ver com as indicações do seu futebol. Coisas do calendário e da, agora mais clara, caminhada par “Soccer City”. O futebol dos holandês, em boa verdade, pouco ou nada iludiu nos primeiros 3 jogos. Tem talento de sobra do meio campo para a frente e algumas reticências na forma como defende. É, digamos, uma versão “soft” do caso argentino. Não tem os desequilibradores de Maradona – embora falte enquadrar Robben – mas também não tem, nem de perto, a inconsistência defensiva dos argentinos. O caminho foi-lhes aberto e eles têm capacidade mais do que suficiente para o percorrer. Veremos se o farão...

Quanto à Eslováquia, confesso, surpreende-me mais a sua qualificação do que a eliminação da Itália. Isto porque a prestação dos eslovacos havia sido – e recuperando o termo – nada mais do que medíocre. Confunde-me, por exemplo, como é que Miroslav Stoch foi suplente desta equipa, mas foi sobretudo a sua limitação ofensiva nos primeiros dois jogos que me desiludiu. Talvez tenham recuperado alguma capacidade depois do “thriller” com Itália. Assim espero, porque senão os oitavos serão apenas uma formalidade para a “laranja”.

Paraguai – Japão
Um cenário idêntico ao do primeiro jogo dos oitavos, entre Uruguai e Coreia. Os sul americanos recolhem favoritismo e terão mais qualidade individual. Resta saber, porém, se isso chegará, ou se serão os asiáticos a fazer valer a sua capacidade de trabalho e organização. Aqui, porém, a recente performance frente à Dinamarca japonesa acabará por equilibrar a balança do favoritismo. E justamente, parece-me.

Para mim, de facto, o Japão é uma das grandes surpresas – agradáveis, isto é – da primeira fase. Uma equipa que em todos os jogos se apresentou com uma organização defensiva inesperadamente boa e que, ao contrário de outras, não se limita a esperar pelo adversário. Os japoneses não fazem apenas um constrangimento zonal sobre o receptor do primeiro passe, mas também um constrangimento temporal sobre o portador da bola. Ver uma equipa subir progressivamente no campo e obrigar o adversário a recuar é algo que aprecio. Mesmo contra a Holanda, em que acabaram por perder, os japoneses não deixaram jogar e forçaram a posse holandesa, repetidamente, a andar para trás.

O problema do Japão está no que acontece a seguir. Ou seja, na transição defesa-ataque. Raramente a equipa consegue soltar-se ofensivamente e ser uma ameaça em jogo corrido. Frente à Dinamarca, por exemplo, foi preciso usufruir de lances de bola parada para ver a equipa subir colectivamente no campo. Isto, claro, será sempre limitativo, e cada vez mais o será com o andar da prova.

Mas não se pode falar do Japão sem falar de Keisuke Honda, uma das revelações do torneio. Um jogador que andou pela segunda divisão da Holanda e que conheci na primeira metade desta época, quando ainda jogava no modesto Venlo. O seu talento – como médio criativo e não referência ofensiva como joga na Selecção – não passava despercebido, apesar da modéstia do seu clube. Tanto, que o CSKA pagou para cima de uma dezena de milhões pelo seu concurso. É assim nos dias de hoje. Honda pode ser uma revelação do mundial, um nome desconhecido para a maioria, mas já ninguém o apanha por meia dúzia de trocos...



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10.2.07

Dragan Stojkovic - Não se esquece um talento assim!

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Na passada Segunda-Feira o jornal 'ABola' publicou uma extensa entrevista com Carlos Queiroz. Entre os vários temas abordados, emerge a selecção do "onze da minha carreira" numa escolha feita pelo próprio treinador. Entre craques como Figo, Ronaldo, Donadoni, Futre, Raúl ou Zidane aparece um nome a quem é dado todo o destaque por parte do "professor": Dragan Stojkovic!
Lembro-me dele, era o craque e número 10 da selecção Jugoslava que tão boa conta de si deu no Itália 90. Nessa Selecção constavam ainda alguns talentos que haveriam de fazer carreira no futebol Mundial - Suker, Savicevic, Pancev, Prosinecki, Jarni e Boksic... lembram-se deles?
Stojkovic brilhou nesse Mundial (vejam um célebre livre seu frente à Selecção Espanhola) mas a verdade é que nunca deu continuidade a um talento que desde muito cedo se mostrou ao mundo (foi titular no Euro 84 com apenas 18 anos!). Depois de fazer história no Estrela Vermelha, não teve sorte num Marselha de tempos gloriosos (com Pappin ou Waddle). As lesões impossibilitaram-no de ter um rendimento constante no futebol de alto nível e por isso partiu para o Japão com apenas 29 anos. O Nagoya Grampus foi o destino e foi lá que fez história - os Japoneses construiram-lhe até monumentos! No Oriente foi treinado não só por Queiroz mas também por Arsene Wenger e a distância não o impediu de participar no Mundial de 1998 ou no Euro2000 (já com 35 anos) - digamos que um pé direito como aquele não se esquece facilmente!
Actualmente, Dragan encontra-se já bem lançado no dirigismo - depois de ter sido Presidente da Federação Jugoslava é agora o homem forte do clube que o mostrou ao mundo, o Estrela Vermelha de Belgrado!

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