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10.6.08

Holanda: A ironia da primeira "lição táctica" do Euro!

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Ao terceiro dia, e depois de vários aperitivos, chegou o primeiro dos pratos principais do Euro. O destaque é claramente a formação holandesa, mas o meu primeiro comentário vai para a ironia do futebol depois de tudo o que se leu e ouviu sobre a selecção italiana. Que está na primeira linha de candidatas ao título, sendo forte táctica e tecnicamente, parece-me óbvio. Agora que seja uma super potência do futebol europeu, que exista uma desigualdade no conhecimento táctico entre os italianos e o resto da Europa, quase como se tratasse de um segredo que mais ninguém tem, aí, parece-me simples preconceito. A ironia surgiu ao primeiro jogo e vestida de laranja. É que a selecção holandesa começou por se superiorizar no jogo pela estratégia táctica e pela forma como induziu o meio campo italiano a cometer os erros que, normalmente, é a “azzurra” a explorar nos adversários.

A surpresa de Van Basten esteve, em termos posicionais, na opção por 2 pivots no meio campo defensivo, Engelaar e De Jong. Mas, como tantas vezes defendo, o segredo estratégico nunca está apenas no confronto de sistemas, sendo o aspecto mais fundamental as orientações dos jogadores para os seus comportamentos, com e sem bola. Foi aqui, precisamente, que a astúcia “laranja” foi mais brilhante.

Sabe-se que a Itália é fortíssima nos momentos de transição, esperando muitas vezes pelos erros da posse de bola adversária para lançar contra golpes onde a qualidade técnica e táctica (capacidade de leitura dos espaços, entenda-se) dos seus avançados faz a diferença. O que fez Van Basten foi introduzir 2 apoios recuados para a posse de bola e dois garantes de equilíbrio em caso de perda, prevenindo deste modo os tais momentos que os italianos tanto gostam de explorar. Assim, a posse de bola holandesa teve como principal mérito a paciência, não tentando furar o bloco italiano mas antes convidá-lo a abrir espaços que depois pudessem ser aproveitados. Foi isso que aconteceu na primeira parte, com o trio de meio campo italiano a cair no engodo de uma posse de bola baixa e sem grande progressão dos holandeses. Ao tentar pressionar essa circulação recuada, o meio campo italiano abriu um buraco nas suas costas que foi aproveitado pelas diagonais de Kuyt e Sneijder, para além do próprio Van der Vaart. Foi pelo aproveitamento desses espaços entre linhas que surgiram os principais lances de perigo dos holandeses num primeiro tempo de grande superioridade táctica.

Mas também sem bola há que elogiar a performance dos holandeses. Mais uma vez a presença do tal “duplo-pivot” foi fundamental. A pressão feita à posse de bola era feita não de uma forma cega mas escolhendo os momentos aconselháveis para o fazer. Aqui, destaque para a presença de Van der Vaart na zona de Pirlo e para a disponibilidade dos laterais (particularmente Van Bronckhorst) para pressionar mais alto quando a bola saia pelos flancos, havendo sempre a tal protecção do tal duplo pivot que garantia o equilíbrio colectivo.

Independentemente da superioridade holandesa no jogo – particularmente em termos estratégicos – fica uma nota para o resultado e outra para as implicações do jogo no futuro da competição. (1) O 3-0 foi apenas um dos resultados possíveis de um jogo com várias ocasiões de parte a parte e onde os italianos até poderiam ter marcado em diversos momentos do jogo. (2) Para o futuro da competição fica a importância do desfecho em termos do apuramento para os quartos de final, mas nem a Holanda vai conseguir encaixar esta estratégia de forma tão certeira em todos os seus adversários, nem a Itália está fora do Euro. Aliás, depois do que se viu entre França (para mim, bem mais desapontante do que a Itália) e Roménia, os italianos podem manter uma dose considerável de optimismo.

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26.5.08

À Pelé!

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27.3.08

O volei de Villa!

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24.3.08

História do Europeu - Itália 1968

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Enquadramento Futebol Português
Em Portugal, como se sabe, os anos 60 foram marcados por um domínio claro do Benfica que conseguia em 68 o segundo título do seu terceiro tricampeonato (o Benfica conseguiria uma série de 4 tricampeonatos intervalados por vitórias do Sporting). No Benfica, Mário Coluna contava já 33 anos e na equipa Eusébio marcava a diferença aparecia agora um jovem de 18 anos, Humberto Coelho. O Sporting foi segundo em 68, perdendo sobretudo pela prestação caseira e na sua, sobretudo por uma derrota caseira frente ao Setúbal e outro empate a zero frente ao modesto Tirsense. Nos leões despontava um talentoso guarda redes de 21 anos, Vítor Damas. Também para o FC Porto, 68 foi um ano importante. Os Dragões atravessavam o maior jejum da sua História e, 9 anos depois, voltavam a conquistar um título, vencendo a Taça de Portugal depois de derrotar o Benfica nas meias finais e o Setúbal na final, por 2-1. Nota ainda para os gloriosos tempos da Briosa de um jovem Artur Jorge que em 68 foi quarto classificado, depois de na época transacta ter conseguido um notável 2º lugar no campeonato.
A nível de performance Europeia, 68 marca o fim de uma época de protagonismo do futebol português a nível de clubes na Europa. Entre 61 e 68, Portugal conseguiu estar presente em 6 finais Europeias mas só repetiria nova presença nos anos 80.

Enquadramento Futebol Europeu
A nível de clubes, o final da década de 60 foi marcado pela confirmação da perda do poderio Espanhol que marcou o inicio das competições Europeias. De facto, depois de terem conquistado 13 Taças Europeias até 1966, os Espanhóis só voltariam às conquistas Europeias em 1979, com a Vitória do Barcelona na Taça das Taças. O futebol passava a contar com um domínio menos concentrado, mas onde se destacava o aparecimento britânico e germânico, bem como a ascendencia do futebol Holandês. No que respeita à Taça dos Campeões Europeus em particular assistia-se ao primeiro período de domínio do futebol Italiano, marcado por uma geração de grandes talentos. Os Italianos conquistaram 4 Taças dos Campeões em 7 anos, estando presentes em 5 finais.
Mas é sobre duas equipas muito particulares que vale mesmo a pena falar. O Celtic de 67 e o Manchester United de 68.
Em 67, na única final disputada em Portugal, o Celtic comandado por Jock Stein surpreendeu a Europa do futebol ao derrotar o poderoso Inter de Milão de Herrera. A estrela, Sandro Mazzola, abriu o marcador mas a equipa que ficaria conhecida como “Lisbon Lions” daria a volta, vencendo por 2-1. 12.000 adeptos deslocaram-se para assistir a uma vitória única pelo facto de ter sido conseguida com uma equipa em que apenas 1 jogador não era nascido em Glasgow. Algo impensável até naquele tempo.
Um ano mais tarde outra mítica equipa britânica haveria de fazer história. Desta vez, era o Mancheter United de Matt Busby que se tornava campeão europeu à custa de um desafortunado Benfica – que pela segunda vez jogava uma final em solo adversário, no caso em Wembley. O United conseguia um triunfo isolado precisamente 10 anos depois da tragédia de Munique que desfez o sonho de uma equipa de quem se dizia ser capaz de ombrear com o poderoso Real Madrid da altura. Na final, o United marcou primeiro pelo experiente Bobby Charlton, antes de Jaime Graça empatar e levar o jogo para prolongamento. Aí os ingleses mostraram-se mais fortes, concluindo com uma vitória por 4-1, num jogo em que se destacou um jovem talento de 22 anos chamado George Best e que lhe valeria o título de melhor futebolista Europeu nesse mesmo ano.

Qualificação
Pela primeira vez a qualificação para o Euro foi disputada com uma fase de grupos que antecedeu os quartos de final. Nos grupos o destaque vai para o afastamento da Checoslováquia (consequência de uma surpreendente derrota caseira frente à Irlanda, que qualificou a Espanha) e da Alemanha (que entregou a passagem à Jugoslávia após um escandaloso empate frente à Albania). Nos quartos de final, 4 embates muito interessantes disputados a duas mãos. A Inglaterra (campeã mundial) eliminou a detentora do título, Espanha, depois de ter vencido em casa, deu a volta ao marcador no Barnabéu, vencendo os Espanhóis por 1-2. A União Soviética virou a desvantagem que trouxera da Hungria (0-2), qualificando-se com um 3-0 em Moscovo. A Jugoslávia teve o apuramento mais fácil, ao golear a França por 5-1 em casa, após um empate em solo gaulês. Finalmente, a Itália bateu a Bulgária, invertendo em Nápoles o 2-3 que trazia da primeira mão, com um 2-0 final.
Quanto a Portugal – na altura terceiro classificado no Campeonato do Mundo – ficou-se pela fase de grupos, com uma prestação abaixo das expectativas, sendo 2º num grupo com a Bulgária, Noruega e Suécia. Os Portugueses não ganharam qualquer jogo com a Suécia e Bulgária, destacando-se a derrota em casa frente aos Suecos e o empate a 1, concedido no último minuto em Estocolmo.
Fase Final
À fase final chegaram quatro fortes Selecções do futebol Europeu, tendo os derradeiros jogos sido disputados em solo transalpino e com o factor casa, de novo, a ter efeito. Os Italianos venceram a muito custo, batendo a URSS apenas por sorteio, após 0-0, e qualificando-se para a final. A Jugoslávia, que vencera a Inglaterra com um golo muito perto do fim, foi o adversário, tendo estado a vencer desde o minuto 39, com um golo de Dzajic. Os Italianos empataram a 10 minutos do final, forçando a uma repetição da final, no mesmo Olímpico de Roma, dois dias depois. Aí, a história foi diferente e os Italianos resolveram cedo, com golos de Riva e Anastasi, garantindo uma vitória por 2-0.

Meias finais
Jugoslávia 1-0 Inglaterra
Itália *0-0 URSS
3º/4º Lugar
Inglaterra 2-0 URSS
Final
Itália 1-1 Jugoslávia
Itália 2-0 Jugoslávia (Repetição)
Equipas
Itália (Campeã)
Convém contextualizar. Olhando para a performance de Inter e Milan nos anos 60, podia perguntar-se: que é feito da Itália no Mundial de 66? A resposta tem um nome surpreendente mas que a nós até nos soa bastante bem: Coreia do Norte. Os Coreanos provocado o “choque” do Mundial ao bater os Italianos por 1-0 num jogo em que os “azzurri” só precisavam de um empate e a Nação regressou a casa num momento de profunda depressão. Feruccio Valcareggio é o nome que importa reter para explicar a reviravolta de acontecimentos. Como Seleccionador, Valcareggi manteve-se de 66 até 74, perdendo apenas... 6 jogos (onde se inclui a final do México 70). Valcareggi comandou uma equipa dominada por jogadores das duas potencias de Milão até à vitória em 68. Duas notas importantes para a Itália de Valcareggi: a adopção do libero (após essa opção praticada no Inter ter sido abandonada em 1966) e o dilema que gerou muita polémica em 1970 entre utilizar um dos “fantasisti”, partindo do princípio que as duas estrelas não podiam alinhar ao mesmo tempo. A escolha era entre Sandro Mazzola do Inter e Gianni Rivera do Milan.

Jugoslávia
Fazer uma ligação entre a Selecção quarta classificada no Mundial de 1962 e esta é um puro engano. Rajko Mitic comandou em 68 uma Selecção de jogadores muito jovens, onde o jogador mais velho tinha 27 anos. De resto esta era uma Selecção dominada por jogadores das equipas de Bélgrado – o Partizan (finalista da Taça dos Campeões em 66) e o Estrela Vermelha. Apesar da boa prestação desta Selecção, no Itália 68, a verdade é que nas décadas seguintes a Jugoslávia não repetiria os feitos dos anos 50 e 60.

Inglaterra
Campeão do mundo em título, Alf Ramsey, qualificou-se em grande estilo para o Euro 68 ao bater por duas vezes a Espanha. O treinador escolheu um elenco baseado naquele que dera a grande alegria à Nação 2 anos antes. Ramsey ficou conhecido na sua carreira por dar mais utilidade defensiva aos extremos, optando por um estilo menos lateralizado de jogar. A formação em 4-3-3 com que venceu o Mundial de 66 aproximava-se já muito do 4-4-2 que iria marcar o futebol inglês até aos dias que correm.

União Soviética
A primeira nota a salientar é a ausência de Lev Yashin. Este facto marca por si uma diferença em relação ao passado, mas não foi por isso que o perfil Soviético se alterou. A solidez defensiva voltou a ser a imagem de uma equipa que não conseguiu marcar 1 só golo nesta fase final, mas que, ainda assim, fica com a infelicidade de não ter passado à final, apenas, por sorteio. A má prestação da Selecção Soviética, no entanto, não significou a perda de preponderância de uma nação que, 4 anos mais tarde repetiria uma presença entre finalistas.

Estrelas
Dino Zoff
– Se 68 foi o ano da ausência de Yashin, foi também a estreia de Dino Zoff. Ainda no Nápoles, aos 26 anos Zoff foi o titular da primeira e única conquista Europeia dos Italianos.

Giacinto Facchetti
– Símbolo do Inter (onde foi Presidente) foi um jogador à frente do seu tempo. Adaptado por Herrera de central a lateral esquerdo, Facchetti ficou conhecido por um estilo ofensivo que apenas se repete com frequencia nos laterais do futebol moderno.

Sandro Mazzola – Filho de Valentino Mazzola, outro craque do futebol Italiano que morreu na catástrofe de Superga (desastre de avião que vitimou grande parte de uma famosa equipa do Torino), Sandro não ficou atrás do seu pai, sendo a grande referência ofensiva do Grande Inter e da Selecção. Mazzola era um veloz e talentoso jogador que podia jogar em várias posições do ataque.
Gianni Rivera – Não foi uma figura da competição por ter falhado a final por lesão, mas merece uma referência pela genialidade do seu futebol. Era um daqueles jogadores criativos que viviam apenas do talento, o que proporcionava algumas criticas em relação às atitudes defensivas. Estrela do Milan, o “Golden Boy” foi melhor jogador Europeu do ano em 1969.

Gigi Riva – Estranha a carreira, fiel ao Cagliari, de um dos maiores goleadores de sempre do Calcio. Riva era conhecido pelas suas capacidades físicas, bem como a mentalidade que fazia dele um goleador temível.

Gordon Banks – Outro grande guarda redes a desfilar entre os 4 finalistas. Na altura, com 30 anos, actuava no Stoke City e 2 anos mais tarde protagonizaria no México a famosa defesa que evitou o golo de Pelé.

Bobby Charlton – Jogador Europeu do ano em 66, Charlton entrava já na sua fase de veterania. Aos 30 anos comandou a Selecção após a conquista Europeia do Manchester United. Apontou o primeiro golo frente à URSS.

Alan Ball – Médio do Everton, era o mais jovem em 66 e o MVP da final. Em 68 era uma figura influente que, com 23 anos, permanecia como um dos mais jovens entre os eleitos de Ramsey.

Dragan Dzajic – Um dos melhores jogadores da história do futebol Sérvio, era um extremo driblador e rápido mas também um goleador ao ponto de ter sido quem mais marcou nesta fase final do Europeu (2 golos).

Vahidin Musemic – Tinha apenas 21 anos em 68 e viria a ser um dos melhores avançados da Selecção Jugoslava e do seu clube – o Sarajevo. Tinha no jogo de cabeça uma imagem de marca.

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19.3.08

A evolução no Ranking

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Na última jornada europeia confirmou-se a perda do tão ambicionado 6º lugar no Ranking da Uefa. Um facto que poderia indiciar algum abaixamento da performance portuguesa na Europa mas que, na realidade, mais não é do que uma consequência quase inevitável do aumento do número de clubes nacionais a participar nas provas da Uefa, precisamente pela subida de Portugal no ranking. Mas vamos à análise do gráfico, por partes, e com a nota prévia de que não se pretende fazer a comparação entre Portugal e os restantes 3 países, o que seria no minímo ingrato para os clubes lusos face à disparidade de condições.



Performance Portuguesa
Quando Portugal atingiu no inicio da década pontuações elevadíssimas percebeu-se que muito dificilmente se poderiam repetir aqueles valores com a integração de mais equipas. O que se passou a seguir não envergonha em nada as essas prestações positivas. É certo que não se repetiram individualmente os triunfos do FC Porto mas desde 2003 que Portugal tem pelo menos 1 equipa entre as últimas 16 presentes nas competições da Uefa. O problema naturalmente é que esta competitividade é quase que exclusivamente oferecida pelos 3 grandes, sendo que com algumas excepções (particularmente Boavista e Braga) as restantes equipas parecem sempre impotentes logo em fases precoces da sua participação. O que tem acontecido confirma uma performance acima das potencialidades (leia-se condições financeiras) do futebol português, mas igualmente uma incapacidade gritante para realisticamente se poder exigir mais.



Performance das 3 melhores ligas
O primeiro aspecto a realçar prende-se com o poderio crescente dos clubes Espanhoi e Ingleses nos últimos anos, atingindo de forma consistente valores que não se verificavam anteriormente – aqui é importante ter em conta o aumento de número de clubes e o modelo de grupos, quer da Champions, quer mais recentemente da Taça Uefa. A segunda nota vai para a subida progressiva da Inglaterra que, há 10 anos não se distanciava muito dos valores do futebol e Português e hoje ameaça superar o poderio assumido pela Espanha desde o inicio da década. Aqui é fundamental a importação de qualidade conseguida pelas receitas astronómicas da Premier League. Nota, em sentido contrário, para a Itália que não conseguiu o aumento sustentado das outras grandes ligas no inicio desta década. Com o regresso da Juventus e o estabilizar do Calcio depois dos escandalos recentes, será curioso perceber que caminho leva este que já foi o futebol dominador da Europa.

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7.2.08

Se era mesmo para vencer...

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Começo pelo inicio, pelo que se disse antes do jogo. Scolari arriscou tudo mesmo antes do jogo começar, afirmando que não valia estar com meias palavras, o jogos de preparação são para vencer. Uma imprudência? Talvez, tendo em conta o momento recente da Selecção e os jogos de preparação do passado – o sucesso ímpar de Scolari na Selecção deve-se à forma como as suas equipas responderam nos momentos chave, fazendo esquecer alguns jogos de preparação verdadeiramente lastimáveis – Lembram-se do pré Euro 2004?
Itália
Portugal defrontou uma Itália diferente daquela que venceu o mundial. Diferente nas unidades e diferente na estrutura. Sem um 10 e com 2 alas, a Selecção transalpina manteve a característica que sempre a caracterizou: perante um adversário que gosta de ter a bola, não teve problemas em baixar o bloco, à espera do momento para lançar as transições venenosas. Uma equipa comandada, mais do que nunca, pela influência de Pirlo na primeira fase de construção e, jogando tal como Portugal em 4-3-3, revelou a curiosa diferença na característica dos seus extremos. Que grande jogo fez Di Natale, partindo sobre a esquerda! O jogador da Udinese mostrou ao “país dos extremos” que há mais do que o drible, o cruzamento e a linha para quem joga como extremo. A inteligência das suas diagonais, a espontneidade dos seus remates, combinando com a precisão das solicitações de Pirlo puseram a cabeça em água à Selecção, que nunca encontrou forma de o parar – pela primeira vez em muito tempo Bosingwa viu-se à toa para parar um jogador que surgia (ou melhor, jogo de preparação – mas fica o sinal da importância de o fazer com muita seriedade em jogos a valer.
Portugal
Do lado de Portugal, o 4-3-3 do costume, mas com a pequena diferença de ter Ronaldo mais vezes a surgir pelo centro, abrindo o corredor ao ofensivo Bosingwa. De resto, o destaque vai para a experiência de Makukula na frente. Portugal não entrou bem no jogo, com uma pressão por vezes “cega” a ser aproveitada pelos italianos para alargar o seu campo de ataque. Mas depressa voltou ao seu estilo forte em posse de bola, empurrando os italianos para zonas mais recuadas. As suas movimentações ofensivas não funcionaram devido a alguma notória falta de entrosamento e rotina, mas a qualidade individual de alguns jogadores – particularmente Quaresma – acabou por ser suficiente para criar mais dificuldades do que os italianos desejariam. No final do primeiro tempo surgiram dois lances que marcaram o jogo. Primeiro, uma transição desperdiçada lamentavelmente pelo passe desastrado de Quaresma que Ricardo a dar a vantagem aos italianos. No segundo tempo tudo foi diferente. A saída de Deco provou mais uma vez que só em último caso se poderá substituir o “mágico” por jogadores como Ronaldo ou Simão. O resultado é um buraco no meio campo e a perda total de controlo sobre o jogo. Moutinho ou Tiago serão talvez as opções mais indicadas para essa tão problemática substituição. De resto, a sucessão de substituições tirou interesse ao jogo e a Itália justificou plenamente o avolumar do resultado, sendo sempre um conjunto colectivamente mais esclarecido durante o segundo tempo.

O Ponta de lança
Para mim, digo-o com toda a frontalidade, é um erro de casting. Makukula é forte fisicamente, rápido e finaliza bem quer com os pés, quer com a cabeça, mas não chega. Falta-lhe o principal, inteligência de movimentos. Num esquema como o da Selecção, penso que o 9 precisa de ter um perfil totalmente diferente, mais móvel, fugindo das zonas de finalização para que apareçam as diagonais de Ronaldo . Makukula pode ter um papel de recurso, numa fase em que seja preciso presença física na área, mas nada mais – qualquer das opções, Postiga, Nuno Gomes ou Hugo Almeida se enquadra, na minha opinião, melhor no perfil de jogo.

Quaresma
É um jogador desconcertante como se viu. Quaresma não pode ter, no entanto, na Selecção um papel idêntico àquele que tem no FC Porto. Não pode ser um jogador “à parte”, colado a uma das linhas e com pouca vocação defensiva. Scolari necessita de criar estratégias e prioridades de jogo que integrem e tirem partido das características do jogador que, por sua vez, tem de perceber o seu papel.

Lateral esquerdo
Jogaram Caneira, Paulo Ferreira e Jorge Ribeiro. É, já se sabe, um caso difícil de resolver para Scolari, mas a opção terá de ser enquadrada na forma de jogar da equipa. Portugal poderá adaptar alguns princípios às características da opção principal, mas terá de ser Scolari a criar essas rotinas porque elas não surgem de forma espontânea
.

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1.2.08

Balotelli, o novo "Super Mário" do futebol

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Um dos embates da semana foi, sem dúvida, o Juventus – Inter para a Taça de Itália. Como vem sendo hábito nos últimos tempos os nerazzurri levaram a melhor em mais um clássico do futebol italiano, vencendo por 2-3. A curiosidade especial em relação a esta partida tem a ver com a individualidade em destaque e com particular influência na definição do resultado. É que em vez de uma super-estrela, a figura em causa é o, para muitos ainda incógnito, Mario Balotelli.
Para começar há que referir a idade deste jogador: 17 anos. Balotelli tem uma história curiosa, já que, apesar de ter nascido em Itália, não possui cidadania italiana, sendo considerado imigrante aos olhos da lei. Balotelli, filho de imigrantes Ganeses, já deixou no entanto claro que quando completar 18 anos escolherá o azul da selecção campeã do mundo.

No campo técnico é quase impossível não prever grande futuro a este jogador revelado num clube de segundo plano em Itália antes do Inter ganhar a corrida pelo seu concurso a diversos emblemas de peso. Trata-se de um jogador fisica e tecnicamente muito à frente do que o seu bilhete de identidade faria supor. Rápido, ágil e bastante possante para a idade (tem perto de 1,90m), destaca-se pela criatividade dos seus dribles e pela sua mobilidade, sendo também um notável finalizador. Tem sido aposta recente de Mancini e, antes da “doppietta” frente à Juve, já havia marcado também por duas vezes frente à Reggina. Estaremos, por ventura, na presença do novo “Super-Mário” do futebol mundial.
Vale pena ver, ou rever, o segundo golo que marcou à Juventus

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5.11.07

Quanto custa um canto?

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29.10.07

Será ainda o efeito do "CalcioCaos"?

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(A Juventus foi derrotada em Nápoles (1-3) com 2 grandes penalidades assinaladas contra si)

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26.10.07

Confrontos do fim de semana

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Liverpool – Arsenal (Premier League, Domingo 16h)
Um confronto que marca o contraste do momento destes dois gigantes do futebol Inglês. Curiosamente, apesar de parecer aquele que mais “desinvestiu” – em contraste com os milhões despendidos em Anfield – o Arsenal é o clube que melhor arranque protagonizou em Inglaterra... e não só! 1 empate apenas levam os “Gunners” entre Premier League e Champions e este confronto será o primeiro grande teste interno à capacidade da equipa de Wenger.
No campo estarão dois 4-4-2, mas também duas equipas muito diferentes, sobretudo na hora de atacar. Benitez prefere o futebol mais vertical e rígido, enquanto que Wenger, já se sabe, promove o futebol de movimentação constante e toque curto protagonizado por jogadores que gostam da bola junto ao relvado. Nota ainda para a crescente pressão existente sobre Benitez e para o confronto entre, provavelmente, os dois melhores médios da Liga: Fabregas e Gerrard.
Palpite: Liverpool

Milan – Roma (Seria A, Domingo 14h)
Milan e Roma protagonizam um embate que, à nona jornada pode tornar o Scudetto numa miragem para ambas as equipas. Apontados como candidatos ao título, Milan e Roma têm, cada um a seu jeito, desiludido, estando a 10 e 5 pontos, respectivamente, do Inter. Este é, curiosamente, um embate entre dois adversários de portugueses na Champions e, por isso, estas são equipas já nossas conhecidas.
O Milan, no 4-3-2-1 de Ancellotti parece levar vantagem para esta partida, já que a Roma se encontra muito afectada por lesões – Aquilani, Totti, Perrota e Taddei estiveram indisponíveis nos últimos dias.
Palpite: Milan

Sevilha – Valencia (La Liga, Domingo 20h)
Dois “outsiders” ao título juntam-se num embate especialmente importante para o Sevilha que teve uma entrada áquem das expectativas na Liga. A equipa atravessou uma fase negra de 4 impensáveis derrotas consecutivas na Liga e afastou-se dos primeiros lugares, tendo agora um importante caminho a percorrer. Do outro lado, um Valência que, apesar de ter já perdido 2 jogos em casa, soma por vitórias os confrontos fora de portas – algo invulgar numa competição deste calibre.
Palpite: Sevilha

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28.9.07

Futebol no mundo... para além do derbi!

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Roma – Inter Milão (Serie A, Sábado 17h00)
Confronto de líderes na Serie A. Uma das questões mais debatidas em Itália é se a Roma constitui um candidato ao título. É uma formação que tem encantado meio mundo com o seu futebol ofensivo, muito vistoso pelo virtuosismo e mobilidade dos intérpretes. A Roma alinha em 4-4-1-1, com dois laterais ofensivos (Casseti ou Cicinho à direita e Tonetto à esquerda). O motor da equipa está na dupla De Rossi-Aquilani que têm muito trabalho num meio campo de alas ofensivas (Taddei à direita e Mancini à esquerda). Totti é o senhor da equipa, sozinho na frente, para ele não há regras, está à parte e enquanto as suas aparições forem tão breves quanto brilhantes, ninguém se importa. Atrás dele, Perrota aparece desde o espaço entre linhas, com um sentido de oportunidade que o torna temível. Há mais gente de fora, como Giuly ou Vucinic e falaremos mais tarde sobre este adversário do Sporting que, na minha opinião, tem um futebol demasiado utópico para ser visto como um candidato sério a grandes feitos.
Do outro lado estará o poderoso Inter no 4-4-2 clássico de Mancini. Sem grandes alterações em relação a 06/07 e mantendo-se na mesma busca pelos méritos da combinação entre o equilíbrio colectivo e a qualidade individual. Nota para o dominador Ibrahimovic e para um Figo que parece imortal, ano após ano ao mais alto nível. Finalmente uma pergunta: Qual será a margem de manobra de Mancini com Mourinho livre?
Palpite: Empate

Bayer Leverkusen - Bayern Munique (Bundesliga, Sábado 14h30)
É um confronto que opõe os dois primeiros da classificação, separados por 3 pontos ao fim de 7 jornadas. Na realidade esta é uma diferença que se espera poder ser bem maior no final da temporada, tendo em conta o poderio da versão 07/08 do Bayern. Em Leverkusen a formação bávara vai ter um teste à sua projectada supremacia na liga deste ano, encontrando um Leverkusen renovado e que tem sido uma agradável surpresa na prova deste ano. Longe parecem já os tempos em que o Bayer dava cartas entre os melhores da Europa e daquela equipa que chegou à final da Champions sobra apenas a familiaridade dos nomes dos veteranos Schneider e Ramelow. A remodelação tem sido um processo difícil em Leverkusen mas 07/08 parece ter dado novas esperanças com uma recente série impressionante de resultados, vindo de 3 vitórias consecutivas e 2 fora de casa. Na equipa do Bayer destaque para os jovens Gonzalo Castro (lateral que é internacional alemão aos 20 anos), Arturo Vidal (a polivalente promessa chilena de 20 anos), para o experiente Friedrich (defesa internacional de 28 anos) e para os avançados Kiessling (internacional alemão de 23 anos) e Gekas (o grego contratado ao Bochum depois de ter surpreendido ao consagrar-se goleador máximo em 06/07. Tem 27 anos).
Quanto ao Bayern já foi aqui diversas vezes abordado, mas nunca é de mais realçar o poderio ofensivo de uma equipa em que se destaca a criatividade de Ribery e a eficácia da poderosa dupla Klose-Luca Toni (13 golos entre os dois!)
Palpite: Bayern

Galatasaray – Besiktas (Liga Turca, Sábado 18h30)
Confronto explosivo em Istambul, como sempre. De fora fica o campeão e não menos popular Fenerbahce à espera de poder recuperar do seu desastroso inicio de temporada. No Galatasaray a aquisição do ano foi o criativo brasileiro Lincoln, contratado ao Schalke 04, numa equipa que conta com a mistura entre a experiência de nomes como Hakan Sukur ou Hasan Sas com promessas como o jovem Ozcan (com Nuri Sahin a grande promessa turca da actualidade, sendo internacional aos 19 anos). No Besiktas a qualidade vem do misto de jogadores sul-americanos onde se destacam os avançados Higuain (irmão do craque do Real) e Bobo (poderoso goleador brasileiro de 22 anos), bem como os médios Ricardinho, Matias Delgado e, claro está, Rodrigo Tello.
Palpite: Empate

CFR Cluj – Dinamo Bucareste (Liga Romena, Domingo 18h30)
Na Roménia começam a acreditar que é possível! Ao fim de 8 jornadas o Cluj lidera e se a vantagem sobre o segundo não pode ser considerada muito significativa (3 pontos), o facto dos grandes da capital estarem a passar um mau período pode contar muito nesta tentativa do clã português fazer história no futebol Romeno. O Dinamo, dominador na temporada passada leva já 7 pontos de atraso (ainda que com menos 1 jogo) e uma derrota pode significar um forte handicap no que diz respeito à revalidação do título. O sucesso do Dinamo em 06/07 foi conseguido através de um conjunto de jogadores experientes (Danciulescu, Niculescu, Munteanu) que este ano não estão a conseguir reproduzir o mesmo nível competitivo. Nota para os jovens defesas Moti e Pulhac bem como para o grande reforço da época o avançado Zicu (23 anos e ex-aposta do Inter de Milão). No Cluj, já se sabe, Portugueses é o que não falta (Tony, Nuno Claro, Semedo, Amoreirinha, Manuel José, Fredy, Dani, Pedro Oliveira, André Leão e Cadu) e há ainda os conhecidos Canales e Didi.
Palpite: Cluj



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4.9.07

Alerta Aquilani!

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A época leva ainda poucas semanas em Itália e entre os candidatos ao título contam-se sobretudo os rivais de Milão, já que apesar das vitórias conseguidas com muito sofrimento, o futebol da Juventus não aparenta ter potencial para além da luta pelo acesso à Champions. Fora dos três habituais candidatos, no entanto, é de Roma que tem vindo o ‘Calcio’ mais entusiasmante da rentré italiana. Com um conjunto de jogadores com muita qualidade, a Roma tem exercido grande domínio nos seus jogos, levando a que, quer jogadores, quer os adeptos a considerem como um candidato ao Scudetto, tal como qualquer outro. Que Roma significa Totti, já se sabe, e também se conhece o potencial que oferecem as qualidades de Giuly, Mancini ou De Rossi. Há, no entanto, um outro nome que vem despontando no emblema Romano e que já se havia mostrado no passado Europeu de Sub21 – Alberto Aquilani.

No meio campo, as coordena com De Rossi o jogo e o equilíbrio da equipa, mas é a sua meia distancia que o tem mais notabilizado, marcando grandes golos e criando panico frequente nos guardiões contrários. Não tenho dúvidas que neste jovem mora já um dos mais letais pontapés do futebol mundial. Um alerta para o Sporting.

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30.8.07

O chuto do "mister"

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19.7.07

Colheita-Calcio

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18.7.07

O regresso pouco temperamental da "Vecchia Signora"

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O inicio de época já está próximo e não se pode dizer que este tenha sido um defeso desinteressante no que respeita a transferências por essa Europa fora. De Inglaterra já se esperava animação. Os clubes da milionária Premier League estão cheios de capital para investir e têm vindo de Inglaterra as principais transferências – aliás, Alex Ferguson até se afirmou surpreendido pela agitação não ser maior entre os clubes da Premiership, tal o capital disponível. De Espanha também têm chegado notícias de agitação, com a “bomba-Henry” e o sempre especulativo Real Madrid na linha da frente. Na Alemanha, o Bayern foi animador do inicio do defeso, com Luca Toni e Ribery a rumar à Baviera. Em França, para além do Lyon, o Marselha venceu o despique por Cissé e ainda juntou Zenden. Fica, após tudo isto a estranheza do caso Italiano.
Normalmente activos no mercado, os Italianos têm-se mantido discretos, com o campeão Inter, e o vencedor da Champions Milan, a parecerem mais interessados em manter as suas estrelas, talvez na expectativa de ver o que fará a Juventus no seu regresso à primeira linha do futebol transalpino. A “Vecchia Signora” é a grande novidade da competição e, se alguns previam que esse fosse o factor agitador do defeso, parecem ter-se enganado. Para já, Ranieri será o comandante de uma equipa que se reforçou não tanto quanto se podia projectar. Os portugueses Tiago e Jorge Andrade fazem parte das aquisições que incluem outros nomes como Salihamidzic (ex-Bayern), Grygera (ex-Ajax) e Iaquinta (ex-Udinese). Claro que em Turim moram já alguns “tubarões” como Buffon, Chiellini, Nedved, Camoranesi, Del Piero ou Trezeguet, e é essencialmente com esses que Ranieri parece contar.

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17.7.07

Assistências: O exemplo Escocês

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É um tema recorrente no futebol português. Qualquer adepto facilmente apontaria a falta de público como um dos problemas centrais do futebol nacional e, em seguida, depressa se apressaria a apontar o preço dos bilhetes como a principal causa do afastamento.
Há muito que defendo que, não deixando de ser relevante, a questão do preço não é o ponto central do afastamento popular. Na verdade, penso que as pessoas se afastaram dos estádios, com o aparecimento das transmissões televisivas, particularmente, dos jogos de outros campeonatos, bem mais apetrechados do que o nosso. Embora tivessem sido os grandes os primeiros a ficar verdadeiramente afectados – os seus jogos eram transmitidos em directo e, por vezes, assistimos a penosas assistências de 5000 adeptos nos jogos televisionados – , a verdade é que estes são os clubes que mais têm feito para inverter, com sucesso, a situação, sendo também aqueles que têm melhores condições para o fazer, num país tripartido clubisticamente.
Da tabela que apresento – ordenada por receitas oriundas de bilheteira – ressalta, sem surpresas, que Portugal está, quer em número de assistências, quer no valor de receitas, bastante abaixo das chamadas 5 grandes ligas europeias. O que, se calhar, não pensavam era que, afinal, os nossos ingressos não fossem aqueles que maior custo tinham. Aliás, representam quase metade do grande fenómeno de sucesso do futebol mundial, a Primeira Liga Inglesa. Outro aspecto curioso vem do número de bilhetes vendidos por 1000 habitantes, onde se tem em conta a dimensão demográfica dos países e onde, afinal, Portugal até parece ser um caso de sucesso, comparativamente com ligas bem mais competitivas financeiramente.
O ponto que fica, para mim, desta análise é que Portugal não pode querer chegar aos níveis de países largamente mais povoados, com modelos competitivos idênticos aos destes – qualquer dos países das 5 grandes ligas tem, pelo menos, 4,5 vezes a população Portuguesa. Neste aspecto, já tinha referenciado o exemplo Escocês, e parece-me que os dados da tabela demonstram bem o seu sucesso relativo. Contextualizando, a Escócia é um país com cerca de metade da população portuguesa, fortemente ligado culturalmente ao “gigante” Inglês e com uma qualidade futebolística bem inferior à nossa (refiro-me aos jogadores escoceses em relação aos portugueses). Com todas estas condicionantes a Escócia vive, tal como cá, alguns problemas de sobrevivência nos seus clubes mais modestos, mas creio que o seu exemplo não pode deixar de ser realçado. O campeonato escocês tem uma fórmula competitiva própria, com 12 equipas a jogarem 3 vezes entre si e com um quarto jogo apenas entre as equipas de cada um dos lados da tabela (6 de cima e os 6 de baixo). Esta não é, na minha opinião, a fórmula ideal, mas é seguramente uma solução bem mais adequada do que a nossa dança acéfala entre o campeonato a 18 e a 16. Os números são evidentes, conseguindo os escoceses excelentes receitas de bilheteira e uma impressionante venda de bilhetes por 1000 habitantes.

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10.7.07

Gritos de Campeão!

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22.6.07

Portugal - Itália: Frustração de um grande geração

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- Pela primeira vez, Couceiro manteve o esquema de jogo em relação à partida anterior e para esse facto terá, em muito, contribuído o facto de Portugal vir de uma vitória. Esqueleto em 4-3-3, com o tal “duplo-pivot” formado por Manuel Fernandes e Veloso e com um ataque muito móvel, onde apareceram Varela à direita e Vaz Té ao meio. Foi evidente o ascende luso na partida e para o justificar estão, na minha opinião, fundamentalmente dois aspectos. O primeiro tem que ver com as melhorias do meio campo ofensivo Português. Moutinho e Nani apareceram mais móveis e inspirados, contando com as contribuições positivas de Varela e, sobretudo, de Vaz Té (deu grande mobilidade e imprevisibilidade ao ataque enquanto esteve em campo). O segundo tem a ver com a selecção italiana. A formação transalpina apresentou, à semelhança do que aconteceu em todo o Europeu, uma equipa muito estendida no campo, tentando incomodar a primeira fase de construção de jogo do adversário. A verdade, porém, é que o faz mal, pressionando gratuitamente e não identificando os momentos ideais para o fazer. Com isto, a Itália abria mais espaço à entrada do terceiro quarto de campo, o que, perante a qualidade técnica dos portugueses, representava um forte “handicap”. Apesar do domínio, Portugal nunca conseguiu ser verdadeiramente perigoso, raramente finalizando na área adversária. É que apesar das deficiências colectivas, os italianos mantêm a qualidade genética de outras gerações, sendo, individualmente, muito difíceis de bater, e só largos minutos após a expulsão de Rossi (e a tardia entrada de Djaló) é que os italianos se viram em verdadeiros apuros...

- Frente à Itália tivemos o melhor do trio do meio-campo leonino em 06/07. Veloso, Moutinho e Nani terão – na minha opinião – realizado o melhor jogo do Euro, com os dois primeiros em principal destaque. De resto, mantenho que esta é uma geração fantástica e forte candidata a servir de “espinha dorsal” dos ‘A’ dentro de pouco tempo. Neste aspecto e para além do trio já citado, Manuel da Costa, Manuel Fernandes e Vaz Té parecem-me os principais candidatos a altos voos, embora existam outros nomes que abrem excelentes perspectivas para o futuro.

- Na Itália, a qualidade reside, sobretudo, ao longo do eixo central. Chielini é uma figura que promete, Aquiani um dos nomes da prova e Pazzini um avançado muito completo e com muita qualidade, apesar de algum apagamento frente a Portugal.


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13.6.07

Os melhores golos na Serie A 2006/2007

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