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22.4.09

"La remontada" e o minuto 87 do Bernabéu

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Estava 1-1 e o Bernabéu numa pilha de nervos, perante a necessidade de uma vitória para manter viva a esperança do título. Tudo se complicou ao minuto 83, com 1-2. Esse seria, no entanto, apenas o inicio de um final verdadeiramente louco, certamente entre os mais memoráveis da história deste estádio que tantas emoções já vira...

Guti empatou pouco depois, mas tudo pareceu novamente perdido para os “merengues” a 3 minutos do fim. Penalti para o Getafe e uma reacção incrivelmente descontrolada de Pepe deveria ter sido o fim do Real no jogo. Casquero tinha outra ideia e resolveu inspirar-se em Panenka, na pior altura. Em mais exemplo de quão imprevisível e fantástico o futebol pode ser, Higuain resolveu inverter por completo a tendência desse minuto tão fatídico para Pepe, marcando um golo sensacional no último minuto.


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11.4.08

O mais emocionante da Europa em 2008?

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13.3.08

Getafe - Benfica - Análise Cronológica

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0’ Onzes iniciais marcados pelas ausências e os “remendos”. No Benfica, sem haver novidades em termos de nomes na estreia de Chalana, há a curiosidade para verificar as diferenças em relação à disposição e dinâmica da equipa...
6’ Makukula ao poste. A primeira grande ocasião de golo no jogo resulta de uma variação de flanco de Nelson para Rui Costa que aparece no flanco esquerdo. Sucedem-se dois cruzamentos interceptados de forma incompleta, com o segundo, de Rodriguez, a ressaltar em Makukula antes de bater no poste. Uma oportunidade importante para o decurso do jogo e da eliminatória.
O jogo começou com um futebol muito disputado no meio campo mas com algum ascendente (ainda pouco significativo) do Benfica. A curiosidade em torno do esquema apresentado por Chalana começa a ficar desfeita. O losango volta a surgir no Benfica, com Petit como vértice mais recuado, Maxi e Rodriguez nas posições de ala interior e Rui Costa na função mais adiantada. Na frente, lado a lado, Makukula e Nuno Gomes. A dinâmica de jogo tenta recorrer sempre a um jogo apoiado, com Rui Costa como epicentro das operações ofensivas, recuando para ter procurar a bola. Nas alas, ordem para a subida declarada dos laterais, sendo eles a ser os responsáveis pela largura ofensiva da equipa já que, quer Rodriguez, quer sobretudo Maxi Pereira aparecem pouco junto à linha. Nota para o facto do Benfica se expor muito em posse de bola, algo que resulta muito desse tal adiantamento dos laterais. Do lado do Getafe, o 4-4-2 de 2 linhas paralelas não foi desfeito pelas ausências e mantém-se a característica da paciência, quer em posse de bola, quer sem ela. O Getafe parece muitas vezes adormecido, baixando o ritmo do jogo, mas é exímio em provocar acelerações na partida. Uma oscilação de ritmos que é uma grande virtude do conjunto de Laudrup.
14’ Primeira situação do Getafe, com Kepa a finalizar na cara de Quim após ter conseguido de forma quase incompreensível ter encontrado espaço na área do Benfica após uma bola parada a meio do meio campo encarnado. É já notória a intenção do Getafe de aproveitar a exposição do Benfica para surpreender em transição. O domínio do Benfica mantém-se mas começa cada vez mais a ser patente o conforto do Getafe perante essa situação.
18’ Boa diagonal de Rui Costa sobre a esquerda do ataque a criar uma linha de passe e uma solução quando a zona pressionante do Getafe ameçava recuperar mais uma vez a bola. A jogada termina com um remate perigoso de Rodriguez.
27’ Ocasião de golo para o Getafe. Após um pontapé longo de Quim, a bola é ganha no ar pelo Getafe e Léo é depois batido numa zona demasiado adiantada do campo. O Getafe faz um ataque com 4 homens e isso vai ser suficiente para desequilibrar completamente a defensiva do Benfica, com os médios a auxiliar muito deficientemente a zona mais recuada da defesa após a perda de bola de Léo. O cruzamento largo de Cotelo sobre a esquerda apanha o aparecimento de Gavilan que sozinho encontra apenas a oposição de Quim.
40’ Grande ocasião para o Getafe. Impressionante o espaço que o Benfica concede na sua zona mais recuada. O tal ritmo lento ilusório do Getafe é rapidamente interrompido por uma diagonal vertiginosa de Gavilan a aproveitar o tal espaço concedido. A bola é colocada de forma directa em Kepa que, de cabeça isola o seu companheiro que, perante Quim, volta a desperdiçar desta vez ao lado.
45’ O nulo ao intervalo. Num jogo amplamente controlado pelo Getafe, o Benfica teve a oportunidade de “abanar” a eliminatória com a ocasião de Makukula. Com o decorrer do tempo, o Getafe foi impondo um jogo de maior inteligência perante uma situação de vantagem na eliminatória. Mais organizado, muito compacto e sempre equilibrado, ao contrário do Benfica que demonstra incapacidade para responder às exigências de ter de virar a eliminatória perante este Getafe. Apesar do empate ficava a sensação de que a forma exposta como o Benfica se apresentava dificilmente conseguiria resistir a mais 45 minutos de jogo.
58’ Chalana troca Maxi por Di Maria. O segundo tempo começou com uma dificuldade crescente da posse de bola encarnada, cada vez a cometer mais erros perante a zona do Getafe que aparece progressivamente a conseguir ter mais a bola no meio campo do Benfica. Chalana tenta dar mais “nervo” à ala direita onde Maxi raramente apareceu a dar largura. Trata-se, no entanto, de uma mera alteração individual que perante a superioridade colectiva do Getafe e a forma como pressiona em largura, só muito dificilmente poderia ter verdadeiro impacto.
64’ Grande ocasião para Albin, a aproveitar o espaço nas costas da defesa do Benfica na sequência de uma transição que se inicia junto à área Espanhola. É um lance que surge na sequência de alguns outros que indiciam um aproximar mais frequente do Getafe à área encarnada. À incapacidade do Benfica começa a juntar-se um previsível desgaste mental de quem começa a ver o seu objectivo cada vez mais longe.
65’ Troca de Mantorras por Nuno Gomes.
67’ Primeira lance de perigo do Benfica no segundo tempo. Cruzamento de largo de Nelson a encontrar Makukula que serve Rui Costa para um remate de primeira à entrada da área, que é defendido por Abbondanzieri. Um lance que levanta a questão sobre se não seria preferível optar por uma abordagem mais directa ao jogo, já que a zona pressionante do Getafe foi sempre um antídoto mais do que suficiente para as ofensivas encarnadas...
74’ Entrada de Sepsi para a saída de Edcarlos. Chalana assume o risco total e passa a jogar com 3 defesas (Nelson, Katsouranis e Leo). 3-1-4-2 é o esquema improvisado nesta fase com Sepsi e Di Maria nas alas e com Rui Costa e Rodriguez na zona central. Petit tem a missão de fechar na zona central e tentar auxiliar um Katsouranis demasiado isolado.
77’ Golo de Getafe. Demorou 3 minutos a sucumbir a opção kamikaze de Chalana. A jogada é simples o primeiro passe da fase de construção do Benfica é interceptado por De la Red na zona central e de imediato Albin é isolado perante o meio campo desamparado do Benfica.
81’ Nova transição do Getafe resulta num desperdicio clamoroso de Cortés, já sem Quim na baliza. Se a densidade numérica do Benfica na frente não trouxe grande acréscimo de dificuldade à missão defensiva do Getafe, o avolumar do marcador parece agora dependente da disponibilidade do Getafe para o fazer, tal a exposição que o Benfica assume na sua zona mais recuada. O Getafe, no entanto, também lança pouca gente na frente.

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Uma vitória mais do que justa da melhor equipa nos 90 minutos. O Getafe jogou com a estratégia que mais se aconselhava e o Benfica mostrou sempre uma incapacidade gritante para inverter a situação. Uma nota sobre a equipa espanhola. Trata-se de uma formação muito bem organizada e forte nos mais diversos capítulos do jogo. O que se viu não foi só demérito do Benfica mas muito mérito de uma equipa que sabe como posicionar-se defensivamente efectuando uma zona pressionante muito inteligente e que conseguia quase sempre criar superioridade na zona da bola.
No que respeita ao Benfica, fica a primeira indicação de que poderemos ter um regresso ao losango com Chalana. Mas há mais. Fica por saber se se tratou de um risco por causa da desvantagem que o Benfica levava para o jogo ou se será algo para repetir, mas o que se viu foi uma equipa demasiado exposta no momento da perda de bola e com pouca equilíbrio defensivo. Este é um aspecto que rompe com o perfil mais cauteloso de Camacho e que, a confimar-se, poderá significar um aumento do número de golos sofridos. Ofensivamente há ainda muito pouco tempo para que seja apresentado trabalho, mas a intenção parece ser integrar mais gente nas acções ofensivas, fazendo da subida dos laterais um recurso obrigatório (é aqui que surge também o aumento do risco no momento da perda de bola).
Uma última nota para o facto de este desfecho estar longe de se constituir como uma surpresa (aliás o Getafe era favorito nas casas de apostas antes da eliminatória). O Getafe, de apenas 13 mil sócios, tem um orçamento superior ao do Benfica e esse é um factor bem mais determinante do que as diferenças de curriculo na hora de constituir o plantel. Estar deste ou do outro lado da fronteira tem uma importância cada vez maior e este é apenas um exemplo que comprova o que há muito venho dizendo.

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13.7.07

Futebol, Religião e... o polémico anúncio do Getafe

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