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26.11.08

Fenerbahce - Porto: Missão cumprida!

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Estratégia – Jesualdo fez questão de salientar no final do jogo a importância do cumprimento do plano que o Porto tinha para a partida. De facto, diria que esta foi muito mais uma vitória alicerçada no sucesso de uma estratégia que o Porto delineou para este jogo do que, propriamente, pela excelência da exibição. Esta minha afirmação surge essencialmente pelo facto do Porto ter-se mantido sempre mais posicional do que pressionante, sendo no entanto esta postura perfeitamente suficiente para dominar completamente o jogo, tal a tendência errática do futebol turco.
A ideia de Jesualdo passou pela preocupação em retirar espaços ofensivos a uma equipa que se desequilibra muito em posse por adiantar muitas unidades em cada acção ofensiva. Aqui destaque para a missão de Rodriguez que tinha a responsabilidade anormal neste Porto de fazer um acompanhamento individual às subidas do lateral contrário. Foi por esta preocupação defensiva que vimos sempre um Porto não tão alto como é hábito. A segunda parte do plano era aproveitar os erros que os turcos cometessem em posse para lançar as transições. O Fenerbahce, neste aspecto, ajudou e, por isso, a estratégia funcionou.

No final fica uma vitória muito importante que, honestamente, poderia ter sido bem mais expressiva e que acabou, até, por se complicar com o acidente de Kazim Kazim. É verdade... Lucho não jogou!

A diferença – Reforço o que havia dito na primeira jornada. A diferença destas equipas está na organização e trabalho colectivo. É por isso que esta vitória (e qualificação) são sobretudo um feito de Jesualdo. O Porto jogou contra equipas que individualmente não lhe são inferiores e só se conseguiu superiorizar pela diferença que tem a nível de organização colectiva. Repito o que venho dizendo desde o inicio: se o Porto se mantiver fiel às suas ideias e ao seu modelo acabará por confirmar a sua competência ao longo da época.
Sobre o Fenerbahce, verifica-se que o tempo em nada tem feito evoluir a equipa de Aragonês. Muitas vezes fala-se da importância do tempo para se fazer crescer as equipas. É correcto, com o tempo as coisas só tendem a melhorar. O problema é que o tempo só serve para levar as equipas até ao nível de qualidade das suas ideias e quando estas, por principio, têm falhas, não é o tempo que as vai corrigir.

4-4-2?! – Nem de propósito. Tinha falado há dias da dificuldade generalizada que existe em perceber as diversas variantes do modelo de Jesualdo. Pois bem, neste jogo passamos grande parte do jogo a ouvir falar do 4-4-2 e de 4 médios. Com excepção dos tais ajustamentos estratégicos (postura mais baixa e posicional e acompanhamento individual de Rodriguez ao lateral), o Porto apresentou-se na primeira parte naquela que identifiquei como sendo a “variante 1” do 4-3-3 e, na segunda, (até aos 80 minutos) na “variante 3”, com Lisandro a jogar no espaço entre linhas. Faria, na minha perspectiva, até mais sentido falar-se em 5 médios (se entendermos que os extremos são médios) do que que em 4, isto porque Rodriguez jogou sempre na mesma linha de Lisandro.
Já agora, aproveito para comentar outra coisa que se ouviu, não pela primeira vez. A ideia de que uma equipa precisa de jogar com 4 médios para ter sucesso na Europa. É daquelas afirmações absolutistas que são em si mesmo um contra senso num jogo que é, como todos reconhecem, tão relativo. E, para o caso, é tão fácil arranjar contra exemplos...

Cenário repetido – Lembro-me do que aconteceu há 2 anos. O Arsenal veio ao Dragão na última jornada, com as duas equipas já apuradas e com um empate a ser suficiente para que os ingleses garantissem o primeiro lugar. Na altura os “Gunners” tudo fizeram para que se cumprisse um pacto de não agressão e a verdade é que o Porto permitiu que o jogo decorresse num ritmo baixo durante grande parte dos 90 minutos. O resultado foi um nulo e um Chelsea-Porto nos oitavos, previsivelmente condicionando maiores aspirações do Porto em chegar mais longe na prova. Não creio que o Porto de hoje tenha a mesma qualidade e capacidade daquele de 06/07, mas é bom que a memória sirva de exemplo para que não se desvalorize a importância do primeiro lugar e, sobretudo, para que não se permita que os ingleses voltem a levar a melhor com uma eventual tentativa de conduzir o jogo a um ritmo mais baixo e conveniente.

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18.9.08

Porto - Fenerbahce: Era escusado sofrer...

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Para além dos nomes - Para quem procurou fazer uma antevisão do confronto com base nos nomes dos dois elencos pode ter ficado particularmente impressionado com as figuras do Fenerbahce, prevendo mesmo grandes dificuldades para o arranque portista na Champions. De facto não é pelos nomes que os turcos ficam a perder, mas para quem conhece as duas equipas fica fácil reconhecer uma superioridade inequívoca dos dragões. A diferença está, por isso, na qualidade dos processos colectivos que são incomparavelmente melhores e mais bem trabalhados por Jesualdo Ferreira. Neste duelo particular de treinadores não posso deixar de destacar a especial desinspiração de Aragonês neste jogo. Começou por demonstrar respeito pelo adversário, mas um respeito cego porque apenas se reflectiu nas opções e não nos comportamentos. O 4-4-1-1 teve um duplo pivot mais claro no meio campo, libertando Alex para jogar nas costas de Guiza. Depois, nas alas, revelou uma preocupação em colocar jogadores que ajudassem no preenchimento da zona central, destacando-se a presença do estático Emre em vez da capacidade desequilibradora de Kazim Kazim. Como o futebol não é xadrez, estas opções posicionais de nada valeram para conter o pressing portista. Depois, mais tarde, resolveu introduzir um jogador que nada acrescentava ao jogo (Josico) e que, ainda por cima, estava lesionado, queimando logo 2 substituições, o que obrigou a retardar a terceira.
Ao ver estes turcos com tanto dinheiro e apoio, pergunto-me onde poderiam chegar se realmente soubessem para onde direccionar os seus investimentos...

Mais uma vez, o pressing – Os minutos iniciais mostraram a diferença enorme na forma como as equipas pressionam. O Fenerbahce pouco incomodou a posse de bola portista. O Porto asfixiou o jogo turco. A vantagem poderia nem ter chegado tão cedo (e curiosamente os golos nem resultaram de roubos de bola) mas o que aconteceu foi a consequência do domínio que o Porto conseguiu impor pelas dificuldades que causava ao Fenerbahce sempre que este tentava ter bola. 2-0 no primeiro quarto de hora, com dois belos golos, e os turcos a acumular erros... Parecia que ia dar goleada.

Má gestão – Com uma superioridade tão grande no jogo, porque é que o Porto baixou o bloco? Porque é que passou a deixar o Fenerbahce jogar, com 75 minutos pela frente? Na verdade é um instinto natural e, mais do que isso, normal. Muitas equipas fazem-no. No caso, no entanto, ao fazê-lo o Porto perde a sua principal virtude porque o seu pressing baixo não é, nem de perto nem de longe, tão forte como quando o faz com as linhas subidas. Se o objectivo é baixar o ritmo do jogo, porque não fazê-lo através uma maior valorização da posse de bola? Na verdade, o Porto continuou a usufruir das melhores oportunidades, fruto de transições a partir de perdas de bola causadas por momentos de pressão que, aqui e ali, se identificaram, mas esse controlo do jogo deveu-se muito ao facto do Fenerbahce ter permanecido uma equipa pouco lúcida e incapaz durante quase todo o jogo. É um comportamento que, a meu ver, merece reflexão para uma prova como a Champions.

Sustos finais – Como referi, apesar da tal opção errada de baixar tão cedo as linhas, o Fenerbahce foi quase sempre inofensivo. Na realidade, o próprio golo aconteceu na primeira ocasião (muito mérito de Alex) e o 2-1 era um resultado extremamente lisonjeiro à entrada do quarto de hora final. A verdade, porém, é que o Porto esteve bem perto de largar 2 pontos. Quando o Fenerbahce decidiu utilizar o pé esquerdo de Roberto Carlos para colocar a bola na área, aconteceram uma série de cruzamentos que poderiam muito facilmente ter dado em golo. Seria injusto, talvez, mas o Porto colocou-se a jeito. Nota para a desconcentração no pontapé de canto que acabou com Guiza de mãos na cabeça. A bola nunca pode ser jogada de forma curta tão livremente, sobretudo para quem defende zona nos cantos.

Apostas em marcha – Depois de ter surpreendido na Luz, Jesualdo reiterou as apostas em Rolando e Fernando. O primeiro era mais do que previsível, o segundo nem por isso, mas a aposta falhada em Guarin (o perfil não era o pretendido) abriu a oportunidade para Fernando que, não sendo brilhante, é quem cumpre mais à risca a missão pretendida. Entre novas apostas parece haver mais 2 nomes que Jesualdo pretende utilizar com frequência. Tomás Costa, que só terá lugar no meio campo caso Meireles regresse à posição 6, e Hulk, que permanece uma incógnita, pelo potencial e pela necessidade de evoluir.
Os golos

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5.9.08

Fenerbahce: Os primeiros passos de Aragonês

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No seu jogo de estreia na liga dos campeões, o Porto vai receber o Fenerbahce, um gigante turco que procura, este ano, dar continuidade aos feitos europeus de 07/08 mas com outro nome no comando técnico. Zico completou uma excelente campanha na Champions League, mas o preço da não renovação do título turco acabou por ditar a não renovação do seu contrato para virar a aposta do ‘Fener’ para o mercado espanhol, contratando o seleccionador campeão europeu, Luis Aragonês.
A chegada de Aragonês implicou algumas alterações na forma de jogar e, embora ainda tenham sido poucos os jogos nesta nova época, é já possível perceber o que se pode esperar desta equipa que tem nas suas fileiras vários nomes sonantes do futebol europeu e mundial. Para já, 1 derrota em 2 jogos no campeonato não impressiona, mas a qualificação para a Champions era mesmo o primeiro objectivo de Aragonês, e esse, foi cumprido. Respeito e toda a atenção é o que se exige ao Porto ou qualquer adversário do Fener. É o que se espera de quem joga contra um clube que, não só tem vários nomes de respeito no elenco, como é um gigante do futebol europeu. Muita gente ignora este número, mas o Fenerbahce reclama ter 30 milhões de adeptos!

Sistema táctico e opções
Aragonês levou para a Turquia muitas das ideias que se viram na Espanha que esteve no Euro. As diferenças nas características dos jogadores tornam, no entanto, impossível de reproduzir muitas das características do modelo que conquistou a Europa em Junho. O 442 espanhol no Euro assumia diferenças no comportamento dos médios centro e dos atacantes. No Fenerbahce estas diferenças são ainda mais visíveis, podendo até discutir-se a existência de uma linha de 4 no meio campo. Embora essa pareça ser a intenção base de Aragonês, o comportamento de Alex e Maldonado é tão diferente que muito raramente são vistos lado-a-lado.
No que respeita a opções, há ainda alguma incerteza de que forma Aragonês irá integrar Deivid que tem estado afastado por lesão e se poderá integrar o reforço Josico no lugar de Maldonado. De resto, as opções do ex-seleccionador espanhol têm sido muito constantes neste inicio de época, talvez com o objectivo de conseguir um mais rápido desenvolvimento das suas rotinas. Na baliza, Volkan Demirel é o titular da equipa e também da selecção turca. O quarteto defensivo é formado por Gokhan Gonul (o “Cafu turco” para Zico) na direita, Roberto Carlos na esquerda e os sul americanos Edu Dracena e Diego Lugano como centrais. A opção para terceiro central é Yasin. No meio campo, o chileno Maldonado, recentemente contratado ao Santos, é a presença mais defensiva, um lugar também desempenhado por Sahin nos primeiros jogos da época. Alex tem lugar indiscutível, assim como Kazim Kazim sobre a direita. Na esquerda Ugur Boral tem sido a aposta. No meio campo existem várias alternativas como Burak Yilmaz ou Metin. No entanto a principal referência vai para o experiente Emre (ex-Newcastle) que tem sido preterido no elenco titular, o que diz bem da qualidade das opções de Aragonês. Na frente, Semih Serturk e Guiza são actualmente as apostas fortes para chegar ao golo.

Como defende?
Muitos dos golos da equipa resultam de transições, o que revela a intenção da equipa em procurar potenciar e aproveitar o erro do adversário. Com efeito, apesar do bloco não ser alto, a equipa não abdica de perturbar a primeira fase de construção adversária, com Guiza e Senturk (este sempre mais recuado do que Guiza quando a equipa perde a bola) a terem uma acção importante nesse momento. De resto, a equipa recua as suas linhas para evitar dar muito espaço entre sectores. Destaque aqui para os dois homens de meio campo. Enquanto que Maldonado tem uma função muito participativa e importante nas ações defensivas, Alex revela muitas dificuldades em recuperar defensivamente, encostando muito raramente no chileno.
Outro aspecto relevante é alguma tendência para o erro da zona defensiva.Começando no guarda redes, toda a defesa denota alguma instabilidade que resulta, muitas vezes, de uma lenta recomposição do posicionamento defensivo.

Como ataca?
Ao contrário do que acontecia com a Espanha esta equipa do Fenerbahce tem muitas dificuldades em superar uma pressão mais incomodativa sobre a sua primeira fase de construção. As linhas de passe não são facilmente criadas no meio campo e a equipa acaba por recorrer muitas vezes a aberturas mais largas em busca de Guiza para depois aproveitar a segunda bola. Este tipo de lançamentos largos partem muitas vezes dos laterais são muito recorrentes particularmente em Roberto Carlos que tira partido do seu notável pé esquerdo para virar rapidamente o flanco ou cruzar largo para a área, tentando surpreender as defesas contrárias.
Se a equipa não é muito forte a chegar perto da área contrário, é-o de facto a partir desse momento. Os cruzamentos são normalmente bem medidos e a zona de finalização é quase sempre muito bem abordada por um grande número de jogadores. Destaque ainda para Alex que, embora sinta algumas dificuldades a jogar como segundo médio, é fortíssimo nas imediações da área, sendo um notável finalizador e tendo um excelente instinto na zona terminal do campo.

Treinador
Luis Aragonês – O “vovô” Aragonês parecia estar em fim de carreira mas o notável Euro espanhol relançou a longa carreira deste treinador de uma forma improvável para alguém que leva já 70 anos de vida. Este é o primeiro desafio de Aragonês fora de Espanha depois de ter corrido praticamente meia Espanha, treinando clubes como o Barcelona, Valencia, Maiorca, Sevilha ou Betis. O seu clube de sempre, que treinou várias vezes, tendo sido campeão em 77 é, claro, o Atlético de Madrid, no qual também se notabilizou como jogador.

5 estrelas
Roberto Carlos (35 anos, defesa esquerdo)
– Aos 35 anos continua a ser uma mais valia ofensiva. A idade, no entanto, faz juz ao ditado e, também no seu caso, não perdoa. A velocidade não é a mesma e esse é um aspecto mais notado defensivamente onde parece bem mais permeável do que no passado. O seu pé esquerdo continua a fazer moça. Cruzamentos, aberturas e, claro, remates são uma ameaça.

Alex (30 anos, médio ofensivo) – O Fenerbahce pode contratar muitas estrelas mas dificilmente alguma rivalizará com Alex. Este jogador que se revelou como craque no Brasil talvez não tenha pelo futebol europeu a atenção merecida. Os seus números são impressionantes. Em quase 200 jogos pelo Fenerbahce Alex tem uma percentagem de golos e assistências semelhantes, de cerca de 50%. Ou seja, em quase 200 jogos, Alex participa directamente em cerca de 1 golo por jogo. É um jogador de perfil semelhante ao de Rivaldo, ou seja, muito forte tecnicamente mas sobretudo desequilibrador em zonas proximas da área, onde faz muitos golos. Esta colocação de Aragonês retira-o dessas zonas pedindo-lhe que seja mais participativo no primeiro momento de construção, onde não é tão forte.

Kazim Kazim (22 anos, extremo) – Deu nas vistas no Euro. É um jogador um pouco atípico como extremo. Apesar de forte tecnicamente (cruza muito bem), gosta do contacto e não tanto de atacar a profundidade. É também um jogador que gosta do contacto e que serve muitas vezes de pivot. Tem tendência para flectir para zonas interiores e é bastante forte na área.

Semih Senturk (25 anos, avançado) – O homem dos golos no último minuto no Euro é um temível goleador que surgiu muitas vezes a fazer golos vindo do banco (foi máximo goleador do campeonato turco em 07/08). Este ano parece merecer mais minutos de forma mais regular e tem-se afirmado fazendo dupla com Guiza, embora em funções ligeiramente diferentes. Mais recuado defensivamente e móvel ofensivamente, Semih revela-se muito agressivo e combativo sem bola, sendo elemento importante na pressão, mantendo o mesmo faro pelo golo quando a bola entra na sua zona, a área.

Dani Guiza (28 anos, avançado) – A grande contratação do Verão torna-o no jogador do momento. A sua afirmação não tem sido fácil apesar dos esforços, não marcando nos primeiros 2 jogos do campeonato. Guiza funciona como referência ofensiva nos lances aéreos revelando-se bastante forte nessa tarefa. Obviamente que as suas características não se esgotam aí, tendo muita qualidade na forma como se movimenta na frente de ataque. Nota para a tendência para surgir ao segundo poste nos cruzamentos, muitas vezes servindo a zona central.

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29.8.08

Sortes Champions

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Grupo Porto – Favoritismo mesmo com sorteio pouco favorável
Arsenal
– não me parece tão positivo quanto, por exemplo, Lyon ou mesmo o Liverpool (mais propenso a tropeções na fase de grupos), entre os “tubarões” do pote 1 será um adversário que não fecha completamente a hipótese de discutir o primeiro lugar. Um dado importante e positivo neste sorteio é a repetição do Porto – Arsenal a fechar o grupo, tal como há 2 épocas. Se os Gunners fizerem o seu papel, deverão chegar a esse momento qualificados e essa pode ser uma vantagem decisiva no caso do Porto precisar do resultado.

Fenerbahce – Os turcos não têm sido clientes muito regulares de um Porto que já experimentou quase tudo nos últimos anos da Champions. Teme-se o seu factor casa, pelas viagens e pelo ambiente mas a experiência do Besiktas retira algum do pessimismo em relação a esses condicionalismos. Este Fenerbahce é, no entanto, diferente do seu rival. Em termos de individualidades é uma equipa com outra experiência e potencial. Muitos internacionais turcos como o guarda redes Volkan Demirel, Kazim Kazim, Boral, Emre (contratado ao Newcastle) e Senturk, a que se junta uma lista de notáveis injecções de qualidade vindas do estrangeiro: Lugano, Roberto Carlos, Edu Dracena, Alex, Deivid, Guiza (ex-Maiorca), Maldonado (ex-Santos) e Josico (ex-Villareal). No que respeita a individualidades nota ainda para a perda de Kezman e, mais importante, Mehmet Aurelio.
Há outro nome que naturalmente importa referir no Fenerbahce e que impossibilita fazer uma grande previsão sobre o real valor desta equipa em 08/09:Luis Aragonês. A chegada do treinador campeão europeu em título significa um corte com o que Zico vinha fazendo e, forçosamente, alguma incerteza em torno desta equipa. Para já a derrota por 1-0 na primeira jornada do campeonato pode ser um bom indicio para os portistas que, jogando com os turcos logo a abrir, podem tirar partido deste aparente arranque menos fulgurante de Aragonês.

Dinamo Kiev – A prestação do ano passado pode ser muito enganadora. Este Dinamo entrou muito forte nesta temporada prometendo um cenário diferente daquele vivido em 07/08. Uma equipa que tem nos avançados Milevsky e Bangoura as principais figuras tem em Yuri Semin um treinador que parece ter reencontrado o caminho do sucesso após a sua chegada no final de 2007. A equipa não lidera a prova doméstica, tendo já perdido um e empatado outro jogo, mas leva já 7 pontos de avanço sobre o campeão e habitual rival Shaktar. Outro indicio da capacidade deste Dinamo é a forma dominadora como afastou o Spartak de Moscovo, com vitórias em ambos os jogos.
Por tudo isto, a duplo embate com os ucranianos na viragem de Outubro para Novembro será, seguramente, decisivo para ambos os emblemas num grupo cujo equilíbrio exigirá ao Porto algum cuidado.

Grupo Sporting – Oportunidade histórica para a qualificação
Barcelona – Será mais um gigante que o Sporting terá a honra de defrontar nesta sua terceira presença consecutiva na Liga Milionária. Um Barça novo, sem Ronaldinho nem Deco mas com Messi e um enorme talento. Futebol ofensivo, com muita qualidade e posse de bola e... um apuramento quase certo. Jogar no Camp Nau a abrir não será o mais favorável dos sorteios já que a derrota é o mais provável dos desfechos e um atraso pontual pode aumentar a pressão sobre os “leões” que, desta vez, não pensarão em “segundos objectivos”.

Basiléia – Era, entre os possíveis adversários do pote 3, um dos mais acessíveis e, claro, também mais conhecidos. Cabe agora ao Sporting cumprir o seu papel. Para começar é imperial vencer em Alvalade à segunda jornada e, depois, a necessidade de vencer, ou não, em Basiléia será bem clara já que esse será o derradeiro embate nesta fase de grupos. 6 pontos são, evidentemente, possíveis.

Shakhtar – Ao contrário do Dinamo, o Shaktar aparece em fase descendente nesta temporada. A qualidade está lá, com nomes como Jádson, Djuliaj, Fernandinho, Brandão, Luiz Adriano, Marcelo Moreno, Willian e Darjo Srna a serem um complemento de luxo de um plantel que tem uma grande representatividade entre os eleitos da selecção ucraniana. O treinador também é o mesmo, o “velho” Mircea Lucescu, no cargo desde 2002. A época, no entanto, não poderia ter começado pior. À sexta jornada a equipa apenas venceu 1 jogo o que, pode dizer-se, condiciona desde já muito as aspirações do título.
De qualquer forma este será o adversário que mais previsivelmente rivalizará com o Sporting para a qualificação. O duplo confronto na viragem de Outubro para Novembro (que coincide com o do FC Porto contra o Dinamo) será, seguramente, decisivo num grupo que representa uma oportunidade histórica para o Sporting chegar pela primeira vez aos oitavos de final da Champions.

Outros Grupos
Já sabia que que os grupos de Fiorentina e Atlético de Madrid iriam ser, potencialmente, os mais interessantes. Liverpool, PSV, Marselha e Atlético Madrid no grupo D promete não facilitar a tarefa a um Liverpool que quase ficou de fora frente ao Standard. De resto nota para os duelos entre Juventus e Real Madrid, Chelsea e Roma e, por motivos não só futebolísticos, Panathinaikos e Anorthosis Famagusta.

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9.4.08

Champions: Liverpool - Chelsea... outra vez!

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Liverpool 4-2 Arsenal
O resultado positivo que o Liverpool trouxe para Anfield terá feito Benitez apostar numa estratégia que fazia de Crouch e de uma abordagem mais directa ao jogo um recurso essencial. Gerrard foi colocado como médio esquerdo, mas a sua missão não era dar largura ao flanco, antes sim juntar-se a Torres para fazer das segundas bolas o ponto de partida as suas jogadas perigosas. Benitez pretenderia “saltar” o meio campo, criando dificuldades a um Arsenal que iria assumir o jogo com “esticões” que não permitissem a recuperação do seu meio campo. Quem viu o inicio do jogo, percebeu facilmente como esta estratégia falhou. O Liverpool não só pareceu refém da solução Crouch como cometeu erros em posse de bola quando não tentava recorrer à estatura do seu avançado. Tudo isto foi aproveitado pelos “Gunners” para entrar bem no jogo, chegando a uma vantagem que justificou.
Tal como em Londres, no entanto, o Liverpool foi feliz, conseguindo o empate praticamente à primeira tentativa, em mais um exemplo do notável jogo aéreo de Hyppia. O efeito do empate foi notório no jogo. Afinal, a eliminatória estava completamente empatada e, agora, ninguém tinha vantagem. O Liverpool foi quem mais ganhou com esta alteração e os últimos 15 minutos da primeira parte foram apenas uma antevisão do que se assistiria no inicio da segunda. O Liverpool pareceu finalmente perceber que o jogo teria de passar pelo confronto do meio campo e encarou essa discussão com grande determinação, ganhando um ascendente que durou até aos 60 minutos. Aqui, há que contextualizar uma alteração importante no jogo, a lesão e Flamini. Gilberto é um médio mais posicional e não consegue fazer de “sombra” de Fabregas como faz Flamini. O Arsenal demorou tempo a adaptar-se, mas quando Hleb passou a jogar mais próximo do talento espanhol voltou a ter novo ascendente no jogo. Curiosamente, quando os “Gunners” estavam melhor, surtiu efeito o “recurso Crouch”. Bola para o “gigante”, a sobrar para Torres que, com uma definição fantástica, deu uma vantagem ingrata ao Liverpool.
Restavam 20 minutos, Wenger mexeu e introduziu mais capacidade de desequilíbrio às alas. O Arsenal chegou a ser perigoso, mas depressa o Liverpool passou a controlar o jogo, parecendo até ser mais capaz de dilatar a vantagem. Os minutos finais foram loucos. Primeiro um lance genial de Walcott criou o lance que deu nova vantagem na eliminatória ao Arsenal, curiosamente da maneira mais imprevisível, em transição. O entusiasmo foi tanto que 1 minuto depois Touré não conseguiu ser menos impulsivo no despique com Babel, dando a Gerrard a oportunidade de repor a vantagem. O jogo terminaria com o desespero – já pouco lúcido do Arsenal – punido por Babel, sentenciando a eliminatória.
O Liverpool passou de novo às meias finais e, de novo defrontará o Chelsea. Antevejo eu que poderá repetir nova final. Tal como em edições anteriores esta é a principal competição em que o Liverpool está envolvido e prevejo um maior enfoque na preparação da eliminatória do que no caso do Chelsea, ainda envolvido na luta pelo título.
Quanto ao Arsenal, cai uma equipa jovem e brilhante, que faz pensar como parece fácil criar uma equipa de topo, que pratica um futebol tão positivo e é capaz de ombrear com qualquer um sem recorrer a contratações milionárias. O Arsenal cai de pé e ficará com a sensação que o seu futebol precisa de ser um pouco mais maduro, o que se compreende, para tirar melhor partido dos largos períodos de superioridade que consegue nas suas partidas. A boa notícia para os seus adeptos é que as derrotas de hoje não apagarão a qualidade do trabalho que está a ser desenvolvido, arriscando-se esta equipa a grandes feitos no futebol europeu, caso saiba crescer a partir do que já existe.

Chelsea 2-0 Fenerbahce
Estava curioso em ver este jogo, mais pelo Fenerbahce que não tinha ainda oportunidade de ver jogar (considere-se isto na análise que faço à equipa).
O jogo desiludiu-me bastante, pelas duas equipas. Começou bem o Chelsea, num confronto de 4-3-3 distintos até na disposição dos jogadores. Muito pressionantes os “Blues” foram avassaladores no inicio, vulgarizando o Fenerbahce que não teve qualidade nem capacidade para anular essa intenção inicial do Chelsea. Ainda assim, e apesar do mérito, o Chelsea teve a felicidade de marcar cedo, podendo repetir o feito durante o primeiro quarto de hora. O jogo evoluiu depois para uma fase francamente negativa. De um lado o Chelsea apostado em pressionar apenas nos momentos em que o seu bloco não estava organizado, impedindo a saída em transição dos turcos. Neste aspecto, o Fenerbahce revelou-se altamente insuficiente, a demorar uma eternidade para tirar a bola da zona de pressão, inviabilizando qualquer hipótese dar seguimento a esse momento. Quando os turcos podiam organizar, o Chelsea posicionava-se no seu meio terreno, cortando linhas de passe que, também num registo negativo dos turcos, nunca conseguiram ser feitos para dentro do bloco inglês. Juntando a isto uma transição pouco frequente do Chelsea (o Fenerbahce arriscou muito pouco em posse), temos o 1-0 a subsistir até meio do segundo tempo.
Pode dizer-se que o Chelsea se pôs a jeito de ver fugir a eliminatória perante um adversário manifestamente inferior (pelo menos pelo que revelou neste jogo). Zico arriscou na etapa final do jogo, quando a equipa a crescer também em termos anímicos, colocando mais gente na frente e dando a Alex um papel mais central na construção e a verdade é que os turcos tiveram as suas oportunidades. Obviamente, este adiantamento tinha o seu risco, e é por aí que se explica o segundo golo de Lampard que acabou por terminar animicamente com a esperança turca – apesar de se manterem a 1 golo do prolongamento...
Uma nota sobre o Fenerbahce. Por aquilo que vi neste jogo, creio que qualquer um dos grandes portugueses poderia fazer melhor figura em Stamford Bridge – e não estou a falar do resultado. Com um trio de meio campo pouco dinâmico e uma posse de bola excessivamente especulativa, não sendo capaz de contornar os momentos de pressão do adversário, o Fenerbahce raramente esticou o jogo até à área do Chelsea, com excepção, como disse, dos últimos 20 minutos...

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3.4.08

Champions: Confronto filosófico em solo britânico

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Arsenal 1-1 Liverpool
Se este é o embate que mais reflecte o domínio inglês na Champions, será igualmente aquele que melhor ilustra o carácter cosmopolita das formações da Premier League. Trata-se, por isso, de uma ascenção das equipas inglesas, mas não do estilo britânico. De facto, entraram em campo apenas 2 ingleses e, se o esquema táctico era comum tanto às 2 equipas como à própria escola britânica, pode afirmar-se que o 4-4-2 clássico não foi mais do que uma coincidência pois Liverpool, Arsenal e escola britânica não têm nada de comum em termos de filosofia futebolística.
Ao contrário do que habitualmente acontece quando se chega a este nível, este foi um jogo sem estratégias especiais de nenhuma das equipas. De um lado, o estilo ofensivo e móvel do Arsenal a lembrar a escola holandesa, do outro, o estilo mais “italiano” do Liverpool, fazendo da competência do seu bloco defensivo o principal alicerce para o seu jogo, antes de soltar as transições que tentam tirar o melhor partido da qualidade das suas unidades mais avançadas.
O jogo começou sob estes pressupostos, com um ritmo elevado mas sem desequilíbrios ofensivos. Perto dos 20 minutos o Arsenal esteve perto de marcar em 2 ocasiões resultantes de jogadas construídas de forma diversa. Van Persie, nas duas ocasiões, não conseguiu dar uma vantagem aos ‘Gunners’ que, no entanto, chegaria logo a seguir na sequência de um pontapé de canto onde a defesa do Liverpool pareceu “congelar” permitindo a Adebayor um cabeceamento invulgarmente fácil. O jogo parecia ter descaído para um dos lados, mas o Arsenal mal teve tempo de usufruir dos efeitos anímicos do seu golo. Gerrard começou por impedir uma transição de Flamini e, depois, soltou o seu génio criando sozinho o empate para Kuyt concluir. Até ao intervalo, o Liverpool tirou partido do efeito positivo deste rasgo do seu capitão, garantindo o controlo das ofensivas do Arsenal.
O segundo tempo mostrou um jogo com as mesmas regras, ou seja, iniciativa do Arsenal, expectativa do Liverpool. Os ‘Gunners’ conseguiram ser avassaladores durante 15 minutos, criando oportunidades suficientes para justificar a vantagem, mas o Liverpool escapou e, à excepção desse período, conseguiu sempre controlar as operações. O ponto mais negativo da equipa de Benitez terá mesmo sido a incapacidade para ser perigoso em transição, permitindo que o Arsenal controlasse sempre as suas ofensivas apesar do balanceamento do jogo.
Para Anfield vai um empate favorável ao Liverpool mas nem por isso uma eliminatória minimamene fechada. Este Arsenal é capaz de vencer seja onde for e nem o facto de ser forçado a ter a iniciativa do jogo pode ser visto como um handicap já que é mesmo assim que a equipa se sente melhor.

Fenerbahce 2-1 Chelsea
Infelizmente não assisti à partida – a Sporttv resolveu privar-nos de assistir a dois jogos, não repetindo qualquer um dos dois confrontos do dia, em algum dos seus 2 canais. Lamento. Por isso posso apenas salientar o notável golo de Deivid, assim como a reacção surpreendente de uma equipa que é a única a ameaçar uma surpresa nos Quartos. Ainda assim, em Stamford Bridge o jogo será outro...

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18.2.08

Por falar em efeitos...

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8.6.07

Roberto Carlos no Fenerbahce

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Não será, ainda, o eclipse total, mas é sem dúvida a declarada fase descendente de uma incrível carreira. Roberto Carlos foi o melhor defesa esquerdo que alguma vez vi actuar e, provavelmente, o jogador da sua geração que mais tempo conseguiu manter-se a competir ao mais alto nível. Ficará famoso pelos seus pontapés únicos, mas a verdade é que o lateral foi muito mais do que isso. Rapidissimo e agressivo, era quase insuperável no 1x1 e servia, muitas vezes, de “pronto socorro” para o resto da defesa. A atacar era igualmente brilhante, fazendo uso da sua velocidade, do seu pé esquerdo (quer a rematar, quer a cruzar) e da sua notável capacidade técnica – lembro-me de memoráveis trocas de bola com Zidane.

Fica a nota. No ano em que Cannavaro ganhou o prémio de “Melhor do Mundo”, penso que Roberto Carlos terá sido o defesa que, desde Beckenbauer, mais mereceu tal distinção individual.


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23.5.07

Aqui, vale tudo!

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Esta impressionantes imagens vêm da Turquia, onde esta semana se jogou o maior derby de Istambul: Galatassaray - Fenerbahce. Desta vez, nem o facto do 'Fener' já se ter sagrado campeão ajudou a que os ânimos fossem menos intensos. Uma prova do carácter único que julgo ter o futebol turco...

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