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27.6.10

Diário de 'Soccer City' (#16)

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Terão faltado as estrelas, os grandes nomes, mas, para quem gosta de misturar futebol com entretenimento, terão sido bons os primeiros jogos a eliminar do Mundial 2010. Pelo menos, o segundo foi. Pessoalmente, também gosto de ver velocidade e emoção, mas não prefiro esses condimentos à qualidade. Gostos! Ora, é precisamente no que respeita à qualidade que este Mundial – e este é um comentário que me recordo ter repetido durante o último Europeu – não pode deixar de desiludir. Talvez fosse expectável, mas é impossível não se sentir o choque qualitativo entre clubes e selecções. E é por aqui que quero começar por pegar no comentário aos dois primeiros embates dos oitavos de final.

Do Uruguai, já se sabia: a qualidade individual é o alicerce para o sucesso, enquanto que as limitações colectivas serão sempre o seu grande obstáculo. Não que os uruguaios tenham entretanto repetido os erros tácticos do jogo inaugural, mas porque não conseguem nunca deslumbrar em termos colectivos. E, mais uma vez, frente à Coreia foi assim. Apesar de ter tido o jogo sempre a seu favor e contar, claramente, com mais qualidade, o Uruguai raramente dominou o jogo. Pelo contrário, consentiu que uma frágil Coreia – e já vou a ela – mandasse continuamente no jogo, que empatasse e que chegasse, até, a ameaçar a reviravolta. Não aconteceu porque, mais uma vez, a qualidade individual falou mais alto.

Sobre os coreanos, confesso, tinha algumas expectativas. Não tanto em termos individuais, mas em termos colectivos. A verdade é que a Coreia desiludiu e pagou bem caro esse preço. Jogar contra um adversário mais forte individualmente exigiria mais concentração e eficácia defensiva para, primeiro, não oferecer nada ao adversário e, depois sim, tentar tirar partido dos erros que acontecessem do outro lado. Ora bem, a Coreia começou cedo por fazer o oposto do que precisava. Ofereceu um golo de forma primária e depois – muito devido às limitações da generalidade dos seus jogadores – acabou por não conseguir compensar esse prejuízo.

Mas a história da eliminação coreana repetiu-se apenas poucas horas depois. Talvez não fosse tão claro o diferencial entre as individualidades, mas a verdade é que também os Estados Unidos partiam com a vantagem teórica de serem mais consistentes. Ora, essa foi uma ilusão desfeita logo no primeiro golo. Uma perda em posse – algo normalmente raro, mas que tem sido comum neste Mundial – e uma factura bem cara assinada pelo “Prince” ganês. Nada mais delicado para um jogo a eliminar.

A verdade é que o Gana mostrou também que de consistente nada tem. Não soube jogar com a vantagem no jogo quando teve a bola, nem tão pouco evitar o acelerar do ritmo por parte dos americanos. E este foi o ponto positivo da partida: o ritmo. Os americanos colhem aqui a maior parte do mérito, pela forma como jogaram sempre simples, rápido e objectivo. É claro que deveria ter havido uma resistência mais inteligente, mas todos já vimos neste Mundial situações em que equipas mais fortes conseguiram uma reacção bem menor do que aquela que foi protagonizada pelos americanos. Tanto, que pareciam ser eles – e de novo – os candidatos à qualificação, aquando do prolongamento. Mas a história repetiu-se. Má abordagem defensiva e o preço do talento africano que, dessa vez, foi demasiado para o que os americanos podiam pagar.

Todos sabemos que estas fases se determinam em grande parte pelos erros cometidos, mas se continuarmos a este ritmo, este Mundial poderá ser recordado mais como um festival de oferendas do que como qualquer outra coisa...



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24.6.10

Diário de 'Soccer City' (#13)

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Jogado o segundo dia de decisões na fase de grupos, estão já definidos 4 jogos dos oitavos de final. Apesar de ser a rodada das decisões, a verdade é que poucos motivos há para olhar muito para os derradeiros embates da fase de grupos. As “fotografias” das equipas já estão recolhidas, e a cada um dos apurados abre-se também a luz sobre o caminho que a espera até à desejada final. É por isso que o interesse recai, nesta altura, muito mais em olhar para a frente do que para trás, e é por isso também que aproveito o momento para deixar algumas notas sobre os emparelhamentos já definidos. Antes, porém, fica a nota: entre Uruguai, Coreia, Estados Unidos e Gana sairá um improvável semi finalista. Este cruzamento apetecível está ao alcance do 1º classificado do grupo G – o de Portugal. Juntando este aliciante, à probabilidade da Espanha ser primeira, fica claro que o Brasil-Portugal pode vir a tornar-se num embate bem mais importante do que à partida possa parecer.

Uruguai – Coreia do Sul
Escrevi sobre o Uruguai no primeiro jogo, e dele não disse boa coisa em relação à qualidade colectiva. Talento não falta no Uruguai, e essa capacidade deverá ser suficiente para merecer o favoritismo. Sem lhe retirar esse crédito, porém, volto a realçar as minhas reservas sobre a organização dos sul americanos. A este aspecto junto um outro, o da mentalidade, para concluir que, apesar de favorito, o Uruguai deve manter os pés bem assentes na terra se não quiser estragar uma oportunidade de ouro que tem para regressar aos grandes palcos de uma fase final do campeonato do mundo.

Estados Unidos – Gana
É-me difícil falar deste jogo, porque o acho realmente fraco. Há bons jogadores em ambos lados e no caso dos Estados Unidos há um pouco mais do que isso também. No entanto, não vejo em nenhum dos conjuntos uma grande qualidade. Apesar de haver mais casos de talento no lado africano, parece-me que a organização e experiência dos americanos justifica o favoritismo. Aliás, poderemos vir a assistir a uma histórica caminhada de um destes conjuntos.

Alemanha – Inglaterra
Ora aí está o prato forte. Um jogo destes vale quase por todos os oitavos de final – embora se adivinhem outros embates titânicos. A Alemanha é, a seguir, à Espanha a selecção que mais me agrada do ponto de vista colectivo. Mas pode não bastar. Ozil e Schweinsteiger são as unidades essenciais deste conjunto e perder alguma delas, creio, será um golpe que dificilmente deixará de abalar seriamente as pretensões germânicas. Do outro lado, temos um caso quase oposto. A Inglaterra tem algumas das unidades mais determinantes do futebol actual, mas em falhado colectivamente. As coisas melhoraram frente à Eslovénia. Rooney reapareceu, Defoe ganhou o lugar e Gerrard voltou a provar que a discussão em torno da sua utilidade à esquerda não é mais do que um dos habituais sofismas de quem procura justificações imediatas para problemas mais complexos. Mais, Milner fez lembrar Beckham a cruzar e terá, também ele ganho um lugar. O colectivo de Capello não é brilhante mas pode estar a ganhar uma forma. Acredito que a História nunca se repete sempre e, não sei porquê, parece-me que pode ser desta vez que a sorte da Inglaterra possa mudar. A ver vamos...

Argentina – México
Pode a Argentina ser campeã?! A pergunta pode parecer tonta para a maioria. Afinal, poucas selecções terão entusiasmado tanto o grande público como a ‘albiceleste’. Para mim, porém, esta Argentina não pode logicamente ganhar o mundial. Não pode, porque não percebe o que são equilíbrios tácticos, porque facilmente se alonga no campo e abre o campo de ataque ao adversário, porque decide mal e arrisca excessivamente em zonas onde não o pode fazer. Para mim, esta Argentina pode cair a qualquer momento e parece-me impensável que esse momento não chegue até ao último apito da prova. Seria um grande contra senso, um grande equívoco, diria mesmo. Mas todos sabemos que no futebol a bola é bem redonda, e poucos a tratarão tão bem quanto os argentinos. É por tudo isto que a dúvida permanece viva: será possível?!



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29.6.09

They almost could!

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Não se pode dizer que o Brasil tenha evitado a surpresa. Simplesmente conseguiu evitar que esta passasse para os registos da história. Ainda assim, e apesar da reviravolta, ficou claro como é diferente para este Brasil ter de jogar perante um adversário mais fechado. Quer do ponto de vista ofensivo, quer defensivo.

Para a história do jogo fica também o notável contra ataque que deu origem ao segundo golo americano. Algumas notas sobre o lance...
Primeiro, é inadmissível que uma equipa como o Brasil esteja tão desequilibrada em termos numéricos. Depois, destaque para o enorme mérito norte americano na jogada. Do momento em que recupera a bola ao remate final contam-se apenas 5 toques na bola. Todos indispensáveis. O primeiro é vital porque lança de primeira a transição e obriga o Brasil ao 2x2. O segundo porque dá seguimento à velocidade da jogada e abre o campo de ataque, o terceiro porque não só serve Donovan na zona central mas igualmente impede que Ramires estabilize a sua posição. O quarto porque é uma recepção orientada que tira proveito de tudo o que foi conseguido na jogada para ficar na cara do guarda redes. O quinto é óbvio.

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25.6.09

A substituição de Del Bosque: 2 questões...

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A diferença entre a qualidade de Espanha e Estados Unidos não se discute, mas as competições a eliminar têm esta característica de tornar tudo mais imprevisível e totalmente dependente da inspiração que se possa, ou não, ter num só jogo. Entre os vários momentos do jogo, houve 1 que me pareceu particularmente importante e que julgo ser merecedor de reflexão. A Espanha entrara bem na segunda parte e a sua pressão era intensa, com algumas situações a serem criadas. O tempo, no entanto, ia passando com o 1-0 desfavorável a permanecer. Del Bosque resolveu mexer ao minuto 68, retirando Fabregas, particularmente activo nos últimos minutos, e colocando Cazorla, com o propósito de abrir mais o jogo ofensivo espanhol. 2 perguntas sobre esta opção:

O treinador em desvantagem tem sempre de mexer?
Se eu fosse treinador e a minha equipa estivesse a ganhar mas a passar por dificuldades eu, mais do que mexer na minha própria equipa, provavelmente, gostaria de mexer no adversário. Fosse por onde fosse. É algo que é muito comum ver, mas acho que o ‘timing’ da substituição foi totalmente errado por parte de Del Bosque. Não só cortou o momento positivo da equipa como ainda mexeu numa das pedras que havia estado nos últimos lances ofensivos. Não digo que tenha sido só por isso, mas a verdade é que a partir daí, a Espanha não mais foi a mesma.


Para atacar melhor é preciso ter uma estrutura mais larga?
Foi uma substituição aparentemente lógica. Colocar um ala no lugar de um médio mais interior, abrindo o “xadrez” de Del Bosque. Qualquer adepto afirma com convicção que essa é a opção certa para se atacar melhor. O problema é que futebol não é xadrez e se é necessário que a equipa que ataca use a maior área possível de campo, também é verdade que dispor as “peças” desde logo com um posicionamento muito largo, afasta também os jogadores, diminuindo as soluções de passe e facilitando a tarefa de quem defende. Ou seja, a estrutura por si só não garante nada e o ideal é ter mobilidade para poder ser mais imprevisível.
No caso, a Espanha estava a conseguir alguns desequilíbrios com o aparecimento de Sérgio Ramos, no espaço libertado pelos movimentos interiores de Fabregas. Com Cazorla isso deixou de acontecer.

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27.6.07

Copa América 2007: Antevisão Grupo C

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Argentina

Com a ausência das estrelas brasileiras, os Argentinos tornam-se, talvez, principais favoritos à vitória final. Embora seja agora orientada por Basile, o elenco Argentino não sofreu grandes alterações em relação ao que foi apresentado no Mundial do ano passado. Entre os eleitos, é muita a qualidade, sendo possível compor várias equipas de valias identicas.

Destaques individuais:
Fernando Gago – Depois de se ter afirmado no Real Madrid, Gago tem agora uma óptima oportunidade para se impor também na alviceleste. Parece ter chegado ao topo aos 21 anos e, agora, há que continuar a provar que tem valor para lá ficar. Na Argentina, já se sabe, a concorrência é sempre apertada.

Lionel Messi – Aos 20 anos chega à Copa América como principal estrela da companhia. Finalmente, as Pampas parecem ter encontrado um herdeiro com qualidade próxima da de Maradona. Para Messi, agora, a questão é simples: chegará a melhor do mundo?

Carlos Tevez – Depois de ter encantado a América do Sul, mereceu esta época uma oportunidade na principal liga do mundo: A Premier League. Tevez não começou bem no West Ham, mas o seu final foi estonteante. São vários os “gigantes” que parecem disponíveis para lhe conceder uma oportunidade e a Copa América pode ser a “vara” deste salto.


Paraguai

Olhando para o elenco do Paraguai, dificilmente se poderá equacionar uma candidatura à vitória final. Os Paraguaios, porém, podem já não contar com a geração de Chilvert e Gamarra, mas têm-se mantido como uma selecção competitiva, contando com o contributo de um ou outro talento mais evidente.

Destaques individuais:
Júlio dos Santos – é um médio criativo de 24 anos cujo talento desde cedo despertou atenções. O Bayern recrutou-o mas nunca se conseguiu impor na Baviera. Este ano passou metade da época emprestado ao Wolsburgo e saída poderá ser o seu destino. Para o “peixe mais miúdo”, este pode ser um nome interessante de acompanhar.

Roque Santa Cruz – qualquer um lhe reconhece todas as condições para explodir, mas a verdade é que, aos 25 anos, isso ainda não aconteceu. Lesões e inadaptações tem sido a explicação para sucessivas épocas de menor rendimento no Bayern. É um avançado fortíssimo no ar e talentoso no chão e o seu estatuto mantém-no como estrela da companhia.

Oscar Cardozo – é o nome do momento em Portugal. O Benfica investiu muito (mesmo!) nele e a Copa América será o primeiro teste. Teve uma época excelente no modesto Newell’s e os seus golos encantam qualquer um – imperdível, naturalmente!



Colombia

É uma formação modesta – sem as estrelas de outros tempos – mas que se tem apresentado bem rotinada e sistematizada, merecendo por isso alguma curiosidade. Ivan Córdoba (Inter Milão) é o nome mais conhecido e Hugo Rodallega o mais interessante. Trata-se de um jovem avançado de 21 anos que se tem afirmado no competitivo campeonato Mexicano.


Estados Unidos

Os EUA vão apresentar-se perante as suas congéneres da América do Sul com uma selecção secundária, formada por jogadores que actuam na sua maioria no futebol norte americano. Naturalmente, por isso, as expectativas são baixas para esta competição, ficando a possibilidade de podermos ver despontar alguns nomes entre um conjunto bastante jovem...


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