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11.2.09

20 nomes do 'Sudamericano' Sub20

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Terminou o Sudamericano com um vencedor óbvio, mas com algumas grandes surpresas. Neste particular, a Argentina foi o destaque, pela negativa, do torneio. Ficando em 6º e último lugar na fase final do torneio, a Argentina não só averba uma das piores prestações da sua história na competição como, ainda, fica de fora do Mundial de Sub20 no próximo ano. Para um país repleto de talentos, o Mundial de sub20, mais do que uma montra, é um instrumento que inflaciona o preço dos jogadores que nele participam. Esta será, por isso, uma boa oportunidade para quem quer andar realmente atento a bons investimentos no país das Pampas. Pela positiva, destaco claramente o Uruguai. Uma equipa fantástica, cheia de jogadores de qualidade que só terminou em terceiro por alguma displicência no último dia da competição, quando o Brasil já tinha o título assegurado. De resto os outros apurados para o Mundial são o Paraguai (2º) e a Venezuela que tirou partido do factor casa para garantir a presença no Egipto no próximo Verão. A Selecção venezuelana, no entanto, não promete muito...

Deixo, finalmente, uma lista de 20 jogadores que destaco dos jogos que vi. Não tive a oportunidade de ver todos os jogos, nem de os ver com total atenção, havendo equipas que pude analisar com muito maior detalhe do que outras. Nesta lista não estão nem guarda redes, nem defensores centrais porque o seu potencial mede-se muito pela consistência com que actuam, sendo necessário mais tempo para confirmar essas características. Há também nomes óbvios que escapam a estas, como Zucullini ou Renan Oliveira, mas julgo ser mais interessante destacar figuras menos conhecidas. Destes 20 nomes alguns não confirmarão certamente o destaque, mas também estou seguro que outros haverá que, em breve, poderão ser vistos nos principais palcos do futebol europeu...

- Eduardo Salvio (extremo/avançado, 18 anos, Argentina, Lanús) – Foi o primeiro destaque que fiz da competição e, por isso, não há muito a acrescentar sobre esta estrela emergente. Falta saber o destino e quanto tempo demorará até que o ‘salto’ se concretize.
- Ivan Bella (extremo, 19 anos, Argentina, Velez) – Extremo rápido e forte tecnicamente. Parece ter todas as características técnicas e físicas para se tornar num excelente jogador. Se a sua evolução for positiva na forma como entende o jogo, tornar-se-á seguramente num bom valor do futebol argentino.
- Samuel Galindo (médio centro, 16 anos, Bolívia, Real América) – Um caso estranho. Tem 16 anos, mas era o capitão da Selecção sub20, sendo-lhe entregue a camisola 10. Muito alto e esguio, tem uma fisionomia estranha para um jogador que ocupa posições centrais do meio campo. Ainda assim bom pé esquerdo e uma notável personalidade que lhe permite competir sem problemas perante jogadores bem mais velhos.
- Sandro (médio defensivo, 19 anos, Brasil, Internacional) – Médio defensivo que se destacou numa equipa cheia de talentos e sobretudo ofensiva. Bem posicionado e muito assertivo nas suas acções, Sandro merece acompanhamento no futuro próximo.
- Giuliano (médio ofensivo, 18 anos, Brasil, Internacional) – Uma das grandes revelações da competição e um dos seus melhores jogadores. Médio criativo de grande técnica e visão, promete poder explodir num futuro próximo no Internacional. Dizer, finalmente, que este jogador foi contratado recentemente pelo Internacional, já que jogava no Paraná, na Série B do Brasil.
- Douglas Costa (médio ofensivo, 18 anos, Brasil, Grémio) – Um dos grandes nomes da prova, não desiludiu. Numa equipa em que é difícil brilhar, Douglas deixou clara a diferença que é fazer a bola chegar aos seus pés. Vamos ver como evolui, mas aqui pode estar mesmo um grande craque.
- Walter (avançado, 19 anos, Brasil, Internacional) – Já o destaquei pela forma como se afirmou na competição. Finalizador excepcional, é algo estático nas suas movimentações, mas tem tudo para se tornar num dos melhores 9 do futebol mundial.
- Dentinho (extremo/avançado, 20 anos, Brasil, Corinthians) – Tecnicamente é um jogador fantástico, tendo sido já uma das afirmações do “Timão” em 2008. Dentinho tem tudo para se tornar num jogador altamente desequilibrador e decisivo.
- Cristian Mejia (extremo, 18 anos, Colômbia, Deportes Tolima) – Jogador de centro de gravidade baixo e com uma capacidade de explosão extraordinária. Estas características são o seu ponto forte, mas para se tornar realmente um caso sério precisa de trabalhar mais a sua utilidade em situações de jogo onde há menos espaço. É novo e tem tempo, mas esse será um aspecto decisivo.
- Javier Reina (médio ofensivo, 20 anos, Colômbia, Vitória Bahia) – Numa selecção que se destacou pela capacidade física, Reina foi o jogador cerebral. Forte tecnicamente e com grande dinâmica, foi o jogador que deu maior rasgo de qualidade à Colômbia. O seu destaque era já esperado uma vez que está já ligado a um clube brasileiro.
- Jefferson Montero (médio ofensivo/extremo, 19 anos, Equador, Indep. José Teran) – O Equador não passou à fase final mas deixou clara a sua qualidade. Montero foi um dos jogadores que mais se destacaram, aparecendo sempre rápido e muito difícil de parar. Tecnicamente evoluído, revelou-se na principal fonte criativa da equipa.
- Joao Rojas (extremo/avançado, 19 anos, Equador, Tecnico Universitário) – Marcou 2 golos de cabeça na abertura, mas o seu destaque deve-se sobretudo à forma enérgica e à qualidade com que se mostrou quando a bola lhe chegou. É, sem dúvida, um jogador a ter em conta.
- Rodrigo Burgos (médio defensivo, 19 anos, Paraguai, Cerro Porteño) – Pivot defensivo por natureza, esteve bastante bem nos primeiros jogos, quer pelo posicionamento, quer pela certeza no passe. É difícil tirar grandes conclusões sobre um jogador de características tão tácticas, num torneio de jogos marcadamente anárquicos, mas Burgos merece, pelo que vi, nova avaliação.
- Hernan Perez (médio ofensivo/extremo, 19 anos, Paraguai, Libertad) – Uma das revelações do torneio e a principal figura do segundo classificado. Hernan Perez marcou muitos e bons golos. Sempre a partir da direita, no seu estilo esguio e desconcertante, Perez foi um elemento desequilibrador e de grande qualidade. Se não for antes, merecerá grande atenção por parte dos olheiros no Mundial do Egipto.
- Robin Ramirez (avançado, 19 anos, Paraguai, Libertad) – Avançado móvel, baixo e forte tecnicamente, destacou-se sobretudo pela facilidade com que fez golos. É verdade que muitos desses tentos foram conseguidos em fases em que os jogos ofereciam já grandes condições aos avançados, mas Ramirez deixou sempre a ideia de ter uma relação de grande proximidade com a bola e a baliza.
- Reimond Manco (médio ofensivo/extremo, 18 anos, Peru, PSV) – Uma das grandes promessas da sua geração não conseguiu evitar a grande desilusão do Peru. A selecção tinha sido campeã continental nos sub17, mas desta vez nem 1 ponto fez. Manco pode ser acusado pelo excesso de individualismo, mas a sua qualidade não deixou de sobressair.
- Adrian Gunino (lateral direito, 20 anos, Uruguai, Danubio) – Deixou excelentes indicações nas partidas que realizou. Apesar dos jogos terem sido muito partidos, Gunino não deixou de se revelar muito dinâmico e objectivo nas suas acções ofensivas, criando vários desequilíbrios.
- Matías Aguirregaray (médio polivalente, 19 anos, Uruguai, Peñarol) – No Uruguai há excelentes jogadores e um deles é certamente Aguirregaray. Médio de grande entrega, agressividade e força física, tem também uma boa qualidade técnica. Jogou normalmente como interior direito, mas poderá fazer várias posições. Pode ser um jogador de adaptação muito rápida a um futebol mais exigente tacticamente.
- Nicolás Lodeiro (médio ofensivo, 19 anos, Uruguai, Nacional) – Para mim será provavelmente a maior revelação do torneio. Baixo e de grande qualidade técnica, joga preferencialmente com o pé esquerdo, mas isso não o impediu de marcar um excelente golo com o direito. Actuou como interior esquerdo num meio campo fantástico do Uruguai, fartando-se de criar jogo ofensivo.
- Tabaré Viúdez (médio ofensivo, 19 anos, Uruguai, Milan) – O facto de jogar no Milan dava-lhe o destaque entre os jogadores uruguaios. Viúdez confirmou o talento e a qualidade técnica, jogando numa posição central do meio campo, coordenando (muitas vezes com Lodeiro) o jogo ofensivo daquela que foi, para mim, a segunda melhor equipa da prova.


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14.1.09

8 potenciais "Bola de Ouro"

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A gala da FIFA confirmou o esperado e agora já se pensa em quem será o próximo da lista. Por estes dias poucos são os que duvidam do carácer impar da genialidade de Messi, fazendo dele o principal candidato à próxima eleição, tanto mais que faz parte da equipa que mais tem convencido a Europa em 08/09, sendo um vencedor anunciado da Liga Espanhola e provavelmente o mais sério candidato à vitória na Champions. Messi e Ronaldo, aliás, são 2 nomes que pela juventude e qualidade ameaçam poder dominar o futebol mundial durante alguns anos. Para os 2 há ameaças distintas. No caso de Messi, claro, o aspecto físico e as lesões. No caso de Ronaldo, o lado psicológico e a forma como se auto motivará para novos desafios com tanto ruído em seu redor. A estes junto ainda Ibrahimovic numa lista restrita de jogadores que nesta altura me parece pouco capaz de lhe ver fugir as maiores distinções a título individual nos próximos 2-3 anos.

Ao mesmo tempo que faço referencia a uma lista elaborada pelo ‘Times’ com as 50 estrelas emergentes, deixo a minha lista de 8 jovens estrelas que poderão num futuro próximo explodir para um nível de “Bola de Ouro”.

Alexandre Pato (Milan, 19 anos) – O seu talento precoce foi de tal forma evidente que o fez chegar bem cedo ao topo do futebol mundial. Pato é hoje um titular do Milan, revelando para além do talento, grande maturidade na forma como tão depressa se afirmou num futebol tão diferente daquele em que jogava. A idade e o talento fazem pensar que mais tarde ou mais cedo se tornará na primeira figura de uma equipa composta por inúmeras estrelas.

Karim Benzema (Lyon, 21 anos) – O que é que Benzema está ainda a fazer em França é um mistério para mim. O ‘Championnat’ é uma das 5 maiores ligas do mundo mas, ainda assim, é demasiado modesta para a qualidade do avançado que impressiona quase todas as jornadas. O preço tem sido um entrave para o salto para um grande europeu. Tenha Benzema o destino certo que o seu impacto poderá muito bem ter um efeito estrondoso no futebol mundial.

Bojan Krkic (Barcelona, 18 anos) – São inevitáveis as comparações com Messi. Pelas características físicas e técnicas e pelo prodígio que muito cedo nele se reconheceu. O Barcelona é outro ponto em comum e quem sabe não poderá em breve fazer uma dupla temível com Messi no Barça. Tal como Messi, Krkic passa por um processo de crescimento que provavelmente terminará com a afirmação do espanhol como um dos melhores do mundo.

Sérgio Aguero (Atlético Madrid, 20 anos) – “El Kun” é já hoje a grande estrela do Atlético de Madrid e uma das maiores da Liga Espanhola. É um prodigio do futebol argentino que, ao contrário de Messi, cresceu no seu país e que, por isso, teve um processo de adaptação mais lento ao futebol europeu. Aguero é já um craque mas sente-se que existe potencial para subir ainda mais degraus rumo à elite do futebol mundial.

Theo Walcott (Arsenal, 19 anos) – É a grande esperança do futebol inglês. A sua velocidade e técnica fazem dele um jogador desconcertante e desequilibrador. Walcott tem nas lesões um grande obstáculo que leva também a pensar numa outra promessa inglesa que não confirmou o potencial que um dia revelou: Michael Owen. Walcott tem de fintar as lesões e encontrar a melhor forma de evoluir num futebol inglês bem diferente daquele que Owen encontrou. O tempo dirá até que ponto chegou.

Yohan Gourcuff (Milan, 22 anos) – É o mais velho da lista mas nem por isso deixa de merecer uma grande atenção. Gourcuff foi desde cedo visto como um prodígio e um herdeiro de Zidane. Por isso foi contratado pelo Milan onde, no entanto, falhou. A sua actual passagem no Bordéus tem revelado todo o potencial do jogador e, de facto, muitas semelhanças com a forma como Zidane tratava a bola. Se tivermos em conta que Zidane só saiu de Bordéus aos 24 anos e que a sua primeira internacionalização aconteceu com 22 anos, então não há motivos para perdermos esperança em Gourcuff.

Mario Balotelli (Inter, 18 anos) – “Super Mário” é um fenómeno facilmente identificável. A sua potencia física aliada às qualidades técnicas tornam-no numa promessa muito rara. Este poderia ser o ano da ascensão à titularidade, mas caso disciplinares e a falta de aplicação nos treinos têm complicado a sua relação com Mourinho. Está identificado, por isso, a barreira que Balotelli terá de superar para a sua afirmação. A gestão do lado psicológico ditará se se afirmará como o melhor Weah ou o pior Adriano.

Douglas Costa (Grémio, 18 anos) – Esta será a maior incógnita da lista. Apenas apareceu na fase final do brasileirão mas o seu impacto foi estrondoso. Apesar da idade, Douglas Costa protagonizou jogadas que encantaram o Brasil e, depressa, atraíram a atenção do todo o mundo. O inicio da próxima época (brasileira) será mais esclarecedor para perceber até que ponto as comparações com Ronaldinho fazem sentido. Para já pode dizer-se que promete...

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