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8.5.09

Taça Uefa: Definidos os finalistas e... a ausência de Diego!

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A coisa não foi fácil, mas acabou por confirmar-se o meu palpite inicial. Shakhtar e Bremen vão disputar a final de Istambul.

Num caso, o do Shakhtar, creio que o factor casa terá sido fundamental. Conseguido o empate fora, o Shakhtar fez valer a sua força em casa numa eliminatória que não surpreendeu em relação ao conhecimento que tinha das 2 equipas. O Shakhtar tem uma qualidade individual enorme e que passa despercebida à maioria dos adeptos europeus, mas não tem uma grande organização. Pelo contrário, o Dinamo, não tendo tão bons recursos individuais, ganha vantagem em termos de organização colectiva.

No que respeita à outra meia final, creio que acabou por falar mais alto o desgaste que a sobrecarga de jogos decisivos teve nesta equipa do Hamburgo. Este era, aliás, o motivo pelo qual me pareceu que o Bremen fosse mais capaz de estar na final. Nota óbvia para a ausência da grande figura da Taça Uefa 08/09, Diego. É um condicionalismo grande para o Bremen numa final que não contará também com Hugo Almeida depois de uma infantilidade incrível quando a equipa tinha o apuramento praticamente garantido...


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17.4.09

Taça Uefa - O fantástico 3-3 e as meias finais

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No inicio desta eliminatória tinha falado da supresa pelas presenças de Marselha, PSG e Man City, antecipando uma provável sensação ucraniana na prova. Confirmou-se a eliminação destas 3 equipas, uma consequência, em muito boa parte, da concentração que todas depositam nas suas competições internas. Confirma-se também um finalista ucraniano que, aliás, até poderiam facilmente ser 2 caso Kiev e Shakhtar não se cruzassem já.

Já tinha confessado também algum desapontamento pela performance da Udinese na primeira mão da eliminatória, sobretudo no que respeita à eficácia. Os italianos acabaram por pagar cara essa factura e nem o bom esforço protagonizado no segundo jogo valeu para compensar a desvantagem trazida da Alemanha. Este foi, de resto, um jogo altamente emocionante com menos golos mas com bem oportunidades do que o tão elogiado 4-4 de Terça Feira. Na Udinese, na ausência de Di Natale, destacou-se o espectacular Quagliarella, num jogo que teve apenas o esboço de um promissor e talentoso Alexis Sanchez. No Bremen, fantástico Diego que, exagerando, pode dizer-se que qualificou sozinho a sua equipa. De resto, os alemães confirmaram a sua assumida vocação ofensiva, bem expressa no contraste entre a incapacidade para controlar minimamente o adversário e o notório poderio no último terço, responsável por 6 golos em 2 jogos. Terá sido seguramente um dos jogos do ano nas competições europeias.

Meias finais
Os duelos podem favorecer Bremen e Dinamo. A razão para isto é a menor preocupação com as competições domésticas, já que ambas as equipas têm a sua classificação praticamente definida. Ao contrário, Hamburgo está envolvido na acesa luta pelo título e acesso directo à Champions, ao passo que o Shakhtar, fruto de uma péssima campanha interna, ainda terá de garantir o segundo lugar. Ainda assim, se pedirem um prognóstico, arriscaria Bremen e Shakhtar na final, com uma meia final com muitos golos entre os alemães.
Uma coisa é certa, a Taça Uefa pode não ser a competição mais mediática pelo afastamento dos grandes emblemas europeus, mas é uma competição extremamente interessante, com o equilíbrio e imprevisibilidade a serem muito mais vincados do que na Champions
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Dinamo Kiev 3-0 PSG
Marselha 1-2 Shakhtar
Man City 2-1 Hamburgo

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10.4.09

Taça Uefa: Notas da 1ª mão dos quartos

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Shakhtar 2-0 Marselha - Tinha feito a previsão de uma surpresa ucraniana e a hipótese vai ganhando forma. Em Donetsk, o Shakhtar foi feliz mas creio que acabou por vir ao de cima 3 factores importantes. A qualidade individual já realçada nos embates com o Sporting, o relevante factor casa e, finalmente, a tal importância dada à prova por parte dos ucranianos, em relação a um Marselha envolvido numa luta pelo título que lhe diz, pelo menos para já, muito mais.

PSG - Dínamo Kiev – No outro jogo entre ucranianos e franceses, também um bom resultado para o Dínamo em Paris embora o nulo possa, como já se provou, ser um presente envenenado para a segunda mão. Este novo nulo caseiro do PSG traz à memória a caminhada do Rangers no ano anterior, tirando partido da ansiedade do adversário com o passar do tempo na segunda mão. Qualquer semelhança entre esse Rangers e este PSG é, no entanto, pouco mais do que coincidência. Ainda assim, novo favoritismo Ucraniano para esta eliminatória, pelos mesmos motivos que enunciei para o Shakhtar – Marselha.

Werder Bremen 3-1 Udinese – Dois resultados idênticos para os alemães ainda em prova. Mais surpreendente para mim o do Bremen, devido à boa qualidade da Udinese que tinha tudo para marcar mais golos nesta primeira mão. A Udinese é a última esperança do futebol Italiano para ter 1 equipa nos últimos 8 das provas europeias e é também uma desilusão da Serie A, apesar da qualidade que se lhe reconhece. A eliminatória não está terminada e vai haver uma reacção forte em Udine seguramente, mas aqueles 2 golos consecutivos (o de Diego vale a pena ver) e as oportunidades desperdiçadas por Quagliarella poderão ter sido decisivos.

Hamburgo 3-1 Man City – Em Hamburgo, o jogo começou com uma fantástica combinação entre Ireland e Robinho (notável controlo e definição da jogada), mas seria muito dificil o City escapar de uma derrota neste jogo. O Hamburgo será provavelmente o mais sério candidato à bundesliga e terá tido no Galatasaray um opositor bem mais difícil do que o City. A equipa inglesa não tem no colectivo a mesma qualidade individual e, sobretudo, está muito mais concentrada na sua prestação interna. A sua falta de consistência foi “denunciada” na segunda mão frente ao Alborg. Em casa tudo é ainda possível, mas prevejo que Olic (grande jogo!) e Guerrero possam ser suficientes para marcar golos decisivos na segunda mão.


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8.11.08

Jogadas da Champions

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Sapunaru esqueceu-se...
O golo do Dínamo, que deu, na altura, ao jogo um sabor de injustiça após uma boa entrada portista resulta de um posicionamento deficiente na zona mais recuada portista. Rolando começa por sair da sua zona para disputar um lance aéreo com Milevsky, mantendo-se adiantado em relação à linha mais recuada. Neste tipo de situações são os laterais que têm responsabilidade de se juntar ao central que sobra para fechar a zona central. Foi o que fez, inicialmente, Sapunaru.
O problema surge depois. Se é verdade que Rolando perde o controlo da zona (e de Milevky), o erro maior é de Sapunaru que, incompreensivelmente abriu o seu posicionamento sobre a direita. A perda de controlo desse espaço e de Milevsky acaba por deixar Bruno Alves entre dois jogadores, mal a bola é passada verticalmente. A combinação e definição são obviamente excelentes não dando tempo para que o erro fosse corrigido, mas tal só foi possível pelo lapso posicional que se verificou momentaneamente.

As opções de Hulk
Num curto espaço de tempo, duas transições semelhantes, dois destinos diferentes. O deslumbramento ucraniano levou a uma postura kamikaze no final do jogo e o Porto tirou frutos, explorando o espaço em transição. Primeiro em mais uma prova que a utilidade de Lucho não se resumo aos momentos com bola – inteligentíssimo a pressionar no momento certo e a lançar Hulk em transição. Com a defesa do Dínamo em recuperação, Hulk tinha várias opções mas, como noutros casos, optou pela que menos se aconselharia, forçando um despique individual pelo centro e afunilando a jogada, em vez de a abrir rapidamente em Lisandro. O resultado foi, obviamente, a perda de bola.
2 minutos depois tudo começa num alivio que cai nos pés de Lisandro. De novo a defesa do Dínamo em recuperação do espaço que deixou de controlar, de novo a bola é colocada em Hulk. Agora, no entanto, a opção foi outra. 1 toque, bola no espaço para Lisandro e... golo de Lucho!

De novo o pressing
Depois do Rio Ave, o Sporting esteve perto de matar o jogo em mais um roubo de bola frente ao Shakhtar. Mais uma vez, há o demérito de um jogador adversário mas, mais uma vez também, tal só sucede porque o pressing do Sporting potenciou a situação.
O mérito do pressing começa num alívio do Shakhtar. A segunda bola não é ganha, mas nem por isso totalmente perdida. Uma pressão imediata retira possibilidade a Willian de progredir e obriga a um passe para o seu guarda redes, permitindo ao Sporting subir de novo as suas linhas e iniciar o pressing mais à frente. Foi isso que aconteceu. Fernandinho – talvez pela urgência provoca pelo tempo e resultado – procurou a todo custo um passe em progressão, mas a linha de passe não surgiu porque o Sporting cortou todas. O jogador hesitou, perdeu o tempo de decisão e também a bola, roubada por Izmailov. Do lance só não surgiu o segundo golo porque a definição de Moutinho não foi a mais adequada para a superioridade numérica existente.

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6.11.08

Dínamo - Porto: Afinal ainda sabem como se faz!

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Sorte ou azar? – Se todos os momentos são bons para se ganhar, este é-o particularmente pelo facto da vitória ter relançado o Porto numa competição onde tem currículo e responsabilidade. Foi um triunfo difícil de classificar pela oscilação de fortunas que as 2 equipas experimentaram durante a partida. Diria que o Porto começou a perder quando menos merecia – o golo resulta de um erro posicional de Sapunaru – e acabou por carimbar a vitória numa segunda parte em que o seu futebol teve mais alma mas menos cabeça. De todo o modo, esta é também uma vitória contra uma boa equipa e que, por isso, merece especial mérito.

Reviravolta emocional – Após um período em que o Porto demonstrou que há qualidade por trás da crise de resultados, o golo de Milevsky parecia ser o inicio de um novo pesadelo. Isto porque o Dínamo é uma equipa que se organiza bem no seu meio campo, cedendo a iniciativa de jogo ao adversário mas dando muito pouco espaço para jogar. Estando em vantagem, previa-se uma tarefa hercúlea para os portistas, ideia reforçada por um evidente acréscimo de ansiedade após o primeiro golo.
A segunda parte mudou todo este cariz de jogo, mas, curiosamente, creio até ter sido um período de menor qualidade dos portistas. O que aconteceu foi que o jogo mais com a alma e menos com a cabeça retirou alguma qualidade ao jogo portista mas, estranhamente, afectou também a postura do Dínamo que passou a permitir um jogo mais veloz, com mais espaços e transições e, mais importante que tudo, com menos controlo. A bem da verdade foi o Dínamo quem usufruiu das melhores ocasiões no segundo tempo – em 2 lances criados pela classe de Milevsky – mas foi o Porto quem foi mais feliz, acabando por tirar proveito de uma postura imprudente do Dínamo no final do jogo. É que, para uma equipa a quem o empate servia, o que aconteceu no último minuto terá sido a consequência de uma postura, no mínimo, pouco inteligente. Se a sorte protege os audazes, quem é que o azar punirá?

Hulk e Pelé – Entre as opções iniciais de Jesualdo destaco, pela positiva, a inclusão de Tarik e a manutenção de o modelo (isto nem deveria ser mencionável, tão óbvia que me parece a opção). Por outro lado, a opção por Pedro Emanuel terá sido francamente imprudente, beneficiando o Porto do desaproveitamento que o Dínamo fez dessa situação. De resto há dois nomes que, por terem entrado na segunda parte, vão ser elogiados por imprensa e adeptos mas que, na minha opinião, justificam alguma prudência. Pelé e Hulk são casos semelhantes de jogadores de posições diferentes. Isto porque, tanto um como outro, têm potencial físico e técnico mas, em ambos os casos, faltará o mais importante: a qualidade de decisão (Hulk terá tido o seu melhor momento neste aspecto na jogada do segundo golo). Por isso, espere-se que os 2 possam evoluir com o tempo, mas não se espere que se tornem em soluções para algum mal do presente. Neste aspecto reforço o que referi após o jogo com a Naval. Se o Porto mantiver a aposta no seu modelo – que tem muita qualidade – e tentar suavizar o processo de adaptação colectiva com a integração mais progressiva e menos repentina dos novos jogadores, então rapidamente a crise será passado e o Porto se confirmará como aquilo que é: um forte candidato ao título.

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22.10.08

Porto - D.Kiev - Sem capacidade para inverter a sorte!

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O Dínamo – Tinha deixado aqui o aviso para a qualidade deste Dínamo, muito diferente daquele que se apresentou o ano passado na Champions. Era, e ainda é, o principal adversário do FC Porto ao apuramento e será sempre uma formação muito complicada para qualquer adversário. Repetiram a proposta de jogo apresentada na Turquia, sem grande intenção de dar profundidade ao seu jogo ofensivo mas com a virtude de serem muito organizados e concentrados defensivamente e, depois, de terem uma muito boa capacidade para fazer da posse de bola uma arma de controlo do jogo e do adversário. Foram felizes na vitória que conseguiram mas, diga-se, o jogo decorreu precisamente como eles planeavam. Para se analisar o jogo tem de se ter em conta as dificuldades que o Dínamo criou defensivamente e, ao mesmo tempo, perguntar se os jogadores do Porto estavam conscientes de que teriam um adversário tão forte pela frente. Os adeptos certamente não estariam...

Entrada – Jesualdo falou, antes do jogo, de como a equipa sente que os seus processos de jogo são uma vantagem quando interpretados com a devida concentração e empenho. É um facto. Nomeadamente no que diz respeito ao pressing que é hoje, depois da perda de qualidade individual do plantel, a grande arma do futebol colectivo portista que está em grande medida dependente dos seus efeitos. Provocar o erro ao Dínamo não é fácil – não são uma equipa que erra facilmente em posse, ao contrário do que se pudesse pensar – mas o Porto tinha capacidade para fazer melhor do que aquilo que aconteceu nos primeiros minutos. Poucas vezes conseguiu transições perigosas e as suas iniciativas de maior perigo foram provocadas pela outra característica diferenciadora do ataque portista. A mobilidade. O facto de Lisandro (o melhor do Porto, na minha opinião) aparecer em zonas exteriores atrai as marcações para fora da zona de área, arrastando os centrais para zonas em que não estão tão confortáveis. O papel de Lucho (ainda abaixo do seu melhor) é depois fundamental ao aparecer em zonas de finalização e foi assim que o Porto quase chegou à vantagem. Não o conseguiu e também não conseguiu repetir muitas iniciativas que provocassem desequilíbrios, acabando depois por sofrer um golo que condicionou decisivamente uma partida já de si complicada. Sobre a bomba de Aliev pode dizer-se que Nuno foi ou não mal batido, o que sei é que devia estar prevenido para aquele pé direito. Não é novidade nem sequer é raro. Veja-se o seu livre mais famoso, ou aquele que marcou... no passado fim de semana!!

Fragilidades individuais – Apesar de pensar que a entrada do Porto poderia ter sido mais concentrada e agressiva do que foi, a sensação com que se ficou do jogo é que o Porto, de facto, deu o que tinha para ultrapassar aquela muralha ucraniana. Este sentimento leva a um outro, o de impotência. A verdade é que as saídas de Quaresma e Bosingwa retiraram grande parte da capacidade desequilibradora a este Porto que fica, assim, mais dependente de um Rodriguez desinspirado ou de um Mariano que, claramente, não pode mais como desequilibrador. A perda de qualidade do plantel começa a ser cada vez mais evidente, com maior peso a ser colocado sobre os ombros de Lisandro e Lucho, em termos individuais, ou da interpretação perfeita das acções colectivas. O Porto tem perdido várias unidades influentes nos últimos anos e, se os reforços não são capazes de dar uma resposta imediata ao mesmo nível dos que sairam, então não se pode esperar a manutenção de uma capacidade competitiva que vem sendo excelente nos últimos anos.

Situação – Esta fase de grupos está a meio e todos os cenários são possíveis. Para chegar aos oitavos, parece-me que o Porto precisa de fazer no mínimo, ou 6 pontos - ganhando na Ucrânia neste caso – , ou 7 pontos – em caso de empate na Ucrânia. Outra coisa que é evidente é que nem o apuramento para a Uefa é nesta altura um dado minimamente adquirido. Jogar com o Arsenal em casa na última jornada pode ser mesmo – tal como se havia antecipado – uma grande vantagem. De todo o modo esta será uma época, já se percebeu, de reconstrução colectiva para o Porto e muito do que se passará, quer internamente, quer externamente, vai depender da resposta que a equipa for dando ao longo do tempo.

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18.10.08

Dinamo Kiev: Alerta ao Dragão

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Internamente não sofre golos desde o inicio de Agosto (7 jogos), liderando o campeonato ucraniano com uma diferença de 13 pontos ao fim de 10 jogos para o mais forte concorrente ao título, o Shakhtar. Na Europa, venceu fora e em casa o Spartak e empatou frente ao Arsenal em casa e fora frente ao Fenerbahce. Os números são claros e quem vê esta equipa jogar não tem dúvidas: é preciso ter muitas cautelas com este Dinamo, um candidato real à qualificação no grupo do Porto.
De facto, não há um leque impressionante de estrelas neste Dinamo, mas a equipa apresenta-se muito sólida, bem organizada e com um leque de jogadores de muito boa qualidade, ao ponto de fazer esquecer as ausências por lesão de jogadores que, à partida, seriam titulares. Gusev – médio internacional Ucraniano – está de fora desde o inicio da temporada e Yussuf – médio nigeriano – e Milevsky – principal figura da equipa – têm estado ausentes da equipa. O Dinamo muda de sistema, adapta-se, mas mantém-se organizado e não se recente nos resultados. Para quem viu esta equipa frente ao Sporting, há um grande contraste entre o perfil de jogo, mais emotivo e menos organizado de então, e mais equilibrado e organizado de hoje.
Claramente, o Porto deve olhar com cautelas redobradas este duplo duelo que, a meu ver, definirá o apuramento.

Sistema táctico e opções
A primeira dúvida de Jesualdo é simples e importante. Com que sistema se apresentará o Dinamo? É que o Dinamo de inicio de época jogava em 4-1-3-2, com Milevsky e Bangoura a formarem dupla de ataque. Este sistema manteve-se internamente com a lesão de Milevsky, mas na Europa, Semin apresentou o 4-2-3-1 com Bangoura como única referência ofensiva. O problema é que Milevsky regressou e dificilmente ficará de fora. As hipóteses são o regresso a um 4-1-3-2 mais ofensivo ou manutenção do 4-2-3-1 com a adaptação de Milevsky à esquerda ou Bangoura à direita – não creio que deixem de jogar.
Na baliza, a revelação é Bohush (24 anos) que relegou o histórico Shovkovky para o banco.
Na defesa, 3 jogadores têm lugar assegurado. O brasileiro Betão (24 anos) à direita, o senegalês Pape Diakhaté (24 anos) no meio a formar dupla com Taras Mikhalik (24 anos), internacional ucraniano. Na esquerda, o marroquino El Kaddouri (27 anos) costuma levar a melhor sobre o internacional ucraniano Nesmachniy (29 anos).
No meio campo há várias opções e várias foram usadas. Ognjen Vukojevic é peça indispensável, seja como médio mais defensivo ou com maior liberdade. O nigeriano Ayila Yussuf (23 anos) foi outra solução usada como médio mais defensivo mas as constantes lesões têm-no afastado das opções. O romeno Ghioane (27 anos) é quem vem surgindo ao lado de Vukojevic no 4-2-3-1. Na posição 10, o camisa 8, invariavelmente. Oleks Aliev (23 anos). Nas alas, a ausência de Oleg Gusev (25 anos) tem aberto o lugar ao sérvio Milos Ninkovic (23 anos) utilizado recorrentemente, seja à direita ou à esquerda. El Kaddouri também foi solução para a ala esquerda, mas Ninkovic é quem vem jogando nessa posição, com o finlandês Roman Eremenko (21 anos) a actuar na direita.
Na frente a dupla formada por Bangoura (23 anos) e Milevsky (23 anos) começou por revelar-se em bom plano, mas com a lesão deste último outras opções começaram a ser utilizadas (como alternativa a Bangoura na Europa e como sua parelha na liga ucraniana). O experiente Shatskikh (30 anos) do Uzbequistão e os jovens ucranianos Kravets (19 anos) e Zozulya (18 anos) são os outros nomes a ter em conta, embora a sua utilização seja pouco provável, pelo menos durante um largo período.

Como defende?
É muito organizada esta equipa que se mantém quase sempre equilibrada em transição, preferindo recuar as suas linhas para actuar num bloco médio-baixo muito denso e difícil de ultrapassar. O pressing raramente é muito agressivo sobre a primeira fase de construção adversária, preferindo actuar em zonas mais recuadas ou em momentos de maior dificuldade circunstancial do adversário.
Nota para o papel notável de Vukojevic na cobertura de espaços no meio campo e para alguma exposição ao risco de El Kaddouri, um lateral mais orientado para as investidas ofensivas.
Quando joga em 4-2-3-1 este bloco é mais óbvio. Em 4-1-3-2, requere que Bangoura feche sobre a direita ou que Milevsky ajude sobre a meia esquerda.
A melhor maneira de surpreender este Dinamo, parece-me, é provocando o erro. Mas já lá vamos...

Como ataca?
Em posse é uma equipa que gosta de ter a bola no pé, sendo muito forte nas trocas de bola, especialmente no seu segundo momento ofensivo. Aliev actua como elemento central no jogo, gostando de participar na construção e sendo uma ameaça pela expontaneadade e acerto com que remata. A dinâmica das alas não é simétrica. Betão é mais posicional, enquanto que El Kaddouri gosta de subir no flanco, criando desequilíbrios. A compensação surge com o movimento de Ghioane (quando joga em 4-2-3-1) ou Bangoura (em 4-1-3-2) que se aproximam da ala. Nota para o bom toque de bola mas pouca profundidade de Ninkovic e para as diagonais de Eremenko, que gosta de aparecer no centro. No ataque, Milevsky é um pivot temível dentro da área ou nas imediações desta, enquanto que Bangoura, não sendo tão inteligente, é igualmente perigoso pela capacidade técnica e velocidade do seu futebol.
Devo, no entanto, realçar algumas dificuldades do primeiro momento de construção do Dinamo. O pontapé longo é uma solução muito pouco sistematizada (curiosamente Bolush até tem um pontapé muito forte) e a opção é sair em construção. No entanto, a equipa por vezes torna-se algo lenta sobretudo quando não consegue servir Vukijevic e passar a bola rapidamente para o seu meio campo ofensivo. Se for pressionado o Dinamo normalmente sente dificuldades.

Treinador
Yuri Semin (61 anos)
– Este russo tem um trabalho muito respeitável no futebol soviético. A sua história está ligada ao Lokomotiv de Moscovo, onde trabalhou 19 anos, transformando a equipa numa formação de sucesso antes de sair para ser seleccionador russo. Falhado o apuramento para o mundial de 2006 (às custas de Portugal), Semin teve passagem pelo Dinamo de Moscovo e como Presidente (!) do ‘Loko’. O crescimento do futebol do Dinamo tem, claramente, a sua chancela.

5 estrelas
Taras Mikhalik (defesa central, 24 anos)
– A capacidade defensiva do Dinamo tem sido uma nota de destaque. Sendo um dos esteios desse sector, Mikhalik tem visto a sua eficácia e sobriedade recompensadas. Não só parece ter ganho um lugar na Selecção ucraniana com, agora, se fala do interesse do Milan.

Ognjen Vukojevic (médio central, 24 anos) – Este croata já havia sido uma revelação no seu país, ganhando a alcunha de “Gattuso croata” e merecendo um lugar nos eleitos para o Euro, onde foi suplente de Niko Kovac. A sua projecção mereceu a cobiça de vários clubes, levando o Dinamo a melhor por 8 milhões de Euros. É de facto um excelente jogador, seguro no passe e muito combativo e inteligente sem bola. A estas características junta uma boa capacidade para surgir a criar desequilíbrios na área ou de meia distância. É, sem dúvida, o parceiro de futuro de Modric na selecção croata e um nome a acompanhar.

Oleks Aliev (médio ofensivo, 23 anos) – Em 2006 foi uma das revelações do Euro sub21, mas o seu futebol pareceu estagnar, falhando na afirmação no Dinamo. Este ano, no entanto, tudo tem sido diferente. Aposta forte de Semin, Aliev tem conseguido tornar o seu futebol em algo mais do simples talento. É verdade que há momentos em que tem ainda dificuldade em entrar no jogo, mas é um jogador tecnicamente temível e com uma notável capacidade de meia distância.

Ismael Bangoura (avançado, 23 anos) – Este guineense é um jogador a ter muita atenção. Vem jogando muitas vezes sozinho na frente (onde faz uso da sua velocidade), mas o seu futebol ganha claramente quando tem Milevsky como jogador mais fixo no meio. A liberdade para ser mais móvel e cair sobre a ala (normalmente direita) permite-lhe tirar maior partido das suas características, particularmente da boa capacidade técnica e explosão.

Artem Milevsky (avançado, 23 anos) – Jogador fino e de enorme capacidade técnica (diria que é um jogador “tipo Bergkamp”). Apesar de ser alto, gosta de ter a bola no pé e, se possível nas imediações da área. A sua presença é uma ameaça porque é muito difícil de parar devido à forma como esconde a bola dos adversários, combinando depois com quem surge no apoio. Embora não seja veloz é um jogador com muito boa mobilidade. O seu regresso de lesão é uma má notícia para os adversários.


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29.8.08

Sortes Champions

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Grupo Porto – Favoritismo mesmo com sorteio pouco favorável
Arsenal
– não me parece tão positivo quanto, por exemplo, Lyon ou mesmo o Liverpool (mais propenso a tropeções na fase de grupos), entre os “tubarões” do pote 1 será um adversário que não fecha completamente a hipótese de discutir o primeiro lugar. Um dado importante e positivo neste sorteio é a repetição do Porto – Arsenal a fechar o grupo, tal como há 2 épocas. Se os Gunners fizerem o seu papel, deverão chegar a esse momento qualificados e essa pode ser uma vantagem decisiva no caso do Porto precisar do resultado.

Fenerbahce – Os turcos não têm sido clientes muito regulares de um Porto que já experimentou quase tudo nos últimos anos da Champions. Teme-se o seu factor casa, pelas viagens e pelo ambiente mas a experiência do Besiktas retira algum do pessimismo em relação a esses condicionalismos. Este Fenerbahce é, no entanto, diferente do seu rival. Em termos de individualidades é uma equipa com outra experiência e potencial. Muitos internacionais turcos como o guarda redes Volkan Demirel, Kazim Kazim, Boral, Emre (contratado ao Newcastle) e Senturk, a que se junta uma lista de notáveis injecções de qualidade vindas do estrangeiro: Lugano, Roberto Carlos, Edu Dracena, Alex, Deivid, Guiza (ex-Maiorca), Maldonado (ex-Santos) e Josico (ex-Villareal). No que respeita a individualidades nota ainda para a perda de Kezman e, mais importante, Mehmet Aurelio.
Há outro nome que naturalmente importa referir no Fenerbahce e que impossibilita fazer uma grande previsão sobre o real valor desta equipa em 08/09:Luis Aragonês. A chegada do treinador campeão europeu em título significa um corte com o que Zico vinha fazendo e, forçosamente, alguma incerteza em torno desta equipa. Para já a derrota por 1-0 na primeira jornada do campeonato pode ser um bom indicio para os portistas que, jogando com os turcos logo a abrir, podem tirar partido deste aparente arranque menos fulgurante de Aragonês.

Dinamo Kiev – A prestação do ano passado pode ser muito enganadora. Este Dinamo entrou muito forte nesta temporada prometendo um cenário diferente daquele vivido em 07/08. Uma equipa que tem nos avançados Milevsky e Bangoura as principais figuras tem em Yuri Semin um treinador que parece ter reencontrado o caminho do sucesso após a sua chegada no final de 2007. A equipa não lidera a prova doméstica, tendo já perdido um e empatado outro jogo, mas leva já 7 pontos de avanço sobre o campeão e habitual rival Shaktar. Outro indicio da capacidade deste Dinamo é a forma dominadora como afastou o Spartak de Moscovo, com vitórias em ambos os jogos.
Por tudo isto, a duplo embate com os ucranianos na viragem de Outubro para Novembro será, seguramente, decisivo para ambos os emblemas num grupo cujo equilíbrio exigirá ao Porto algum cuidado.

Grupo Sporting – Oportunidade histórica para a qualificação
Barcelona – Será mais um gigante que o Sporting terá a honra de defrontar nesta sua terceira presença consecutiva na Liga Milionária. Um Barça novo, sem Ronaldinho nem Deco mas com Messi e um enorme talento. Futebol ofensivo, com muita qualidade e posse de bola e... um apuramento quase certo. Jogar no Camp Nau a abrir não será o mais favorável dos sorteios já que a derrota é o mais provável dos desfechos e um atraso pontual pode aumentar a pressão sobre os “leões” que, desta vez, não pensarão em “segundos objectivos”.

Basiléia – Era, entre os possíveis adversários do pote 3, um dos mais acessíveis e, claro, também mais conhecidos. Cabe agora ao Sporting cumprir o seu papel. Para começar é imperial vencer em Alvalade à segunda jornada e, depois, a necessidade de vencer, ou não, em Basiléia será bem clara já que esse será o derradeiro embate nesta fase de grupos. 6 pontos são, evidentemente, possíveis.

Shakhtar – Ao contrário do Dinamo, o Shaktar aparece em fase descendente nesta temporada. A qualidade está lá, com nomes como Jádson, Djuliaj, Fernandinho, Brandão, Luiz Adriano, Marcelo Moreno, Willian e Darjo Srna a serem um complemento de luxo de um plantel que tem uma grande representatividade entre os eleitos da selecção ucraniana. O treinador também é o mesmo, o “velho” Mircea Lucescu, no cargo desde 2002. A época, no entanto, não poderia ter começado pior. À sexta jornada a equipa apenas venceu 1 jogo o que, pode dizer-se, condiciona desde já muito as aspirações do título.
De qualquer forma este será o adversário que mais previsivelmente rivalizará com o Sporting para a qualificação. O duplo confronto na viragem de Outubro para Novembro (que coincide com o do FC Porto contra o Dinamo) será, seguramente, decisivo num grupo que representa uma oportunidade histórica para o Sporting chegar pela primeira vez aos oitavos de final da Champions.

Outros Grupos
Já sabia que que os grupos de Fiorentina e Atlético de Madrid iriam ser, potencialmente, os mais interessantes. Liverpool, PSV, Marselha e Atlético Madrid no grupo D promete não facilitar a tarefa a um Liverpool que quase ficou de fora frente ao Standard. De resto nota para os duelos entre Juventus e Real Madrid, Chelsea e Roma e, por motivos não só futebolísticos, Panathinaikos e Anorthosis Famagusta.

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3.10.07

Dinamo - Sporting: Sofrimento importante

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A primeira vitória forasteira do Sporting na Champions terá sido igualmente a mais sofrida de todas as conquistadas sob o comando de Paulo Bento. O jogo de Kiev foi em vários aspectos muito curioso, mas essencialmente pelo tipo de dificuldades que o Dinamo colocou ao Sporting, fazendo os leões sofrer em pontos em que normalmente é forte: as transições defensivas e a cobertura no ”miolo”.
Em termos sistémicos, ao losango leonino o Dinamo contrapôs com um 3-5-2 raro no futebol europeu da actualidade. Mas as principais características do Dinamo estavam na forma como a equipa atacava. Quer em transição, lançando inúmeros elementos nas suas cavalgadas mal recuperava a bola, quer em posse fazendo a bola entrar num dos alas para depois de algumas trocas de bola, virar o jogo para o lado contrário onde havia mais espaço. Um outro pormenor – determinante no golo e algo atípico na cultura do futebol português – era o elevado número de jogadores que os Ucranianos colocavam na área sempre que efectuavam um cruzamento. Tudo isto, claro, só pode ser conseguido com muito risco porque envolve a colocação de muita gente nos lances ofensivos, tornando a equipa frágil sobretudo no momento da transição defensiva. Havia ainda outro aspecto que tornava a equipa Ucraniana algo débil: a sua desorganização (e às vezes atrapalhação) defensiva.
O Sporting começou a mandar no jogo, perante um Dinamo que parecia demasiado inofensivo com o seu bloco baixo e muitas vezes passivo. Depois do 0-1, no entanto, o Dinamo acordou e passou a forçar o jogo que descrevi. A partida ficou marcada pela velocidade com que a bola passava a zona intermédia e o Sporting perdeu o controlo pela inadaptação do seu meio campo que se fez sentir em 3 aspectos. (1) Com o elevado número de jogadores do Dinamo a atacar era necessário que Romagnoli também participasse nas missões defensivas o que apenas sucedeu no segundo tempo. (2) Nunca foi conseguido um ajuste apropriado na marcação sobre a esquerda com o ala direito do Dinamo a ser acompanhado por Ronny, o que obrigava Polga a sair demasiado da zona central. Vukcevic era quem deveria, na minha opinião, fazer esse acompanhamento. (3) Pelas diferenças culturais, os médios leoninos não recuavam para a zona de finalização em número suficiente para cobrir as entradas de trás dos Ucranianos, a cada cruzamento – foi assim que aconteceu o golo do empate.
Ainda assim, o Sporting continuou sempre a ter oportunidades de golo num jogo em que ambas as defesas cometeram lapsos impróprios para o nível da competição, e acabou por ser mais eficaz, chegando em vantagem ao intervalo. No segundo tempo, Paulo Bento introduziu alguns ajustes no "miolo" (nomeadamente a maior participação defensiva de Romagnoli) e conseguiu conter melhor as iniciativas do Kiev, acabando mesmo por desfrutar da melhor ocasião desse período, numa finalização quase displicente de Yannick. O final do jogo trouxe alguns embaraços para a defesa leonina, essencialmente provocados pelo elevado aglomerado de jogadores na área, mas o Sporting aguentou o sofrimento (por exemplo bem maior do que frente ao Benfica) e trouxe de Kiev uma vitória muito importante para as suas aspirações europeias em 07/08.

Nota final para Miguel Veloso. Mal se estreou em 06/07 (frente ao Nacional) na posição de pivot defensivo fiquei com a convicção de que estavamos potencialmente perante o melhor médio defensivo português desde Paulo Sousa. Não desfazendo a sua qualidade, Veloso tem nos últimos jogos mostrado alguns lapsos, quer na falta de agressividade com que aborda alguns lances, quer por alguns erros que comete por querer, creio eu, fazer tudo de forma demasiado perfeita para quem joga numa posição em que não se podem cometer riscos. São pormenores que deve trabalhar para chegar ao nível a que parece destinado.

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2.10.07

Venha Champions!

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Dinamo Kiev – Sporting
Depois do gigante na primeira ronda calha ao Sporting a viagem a Leste na segunda. Novamente vêm à memória os acontecimentos de 06/07 com a viagem a Moscovo a suceder ao brilharete frente ao Inter. Creio que esta deslocação terá para o Sporting um potencial menos problemático do que a ida à capital Russa uma vez que este Dinamo, apesar de alguns talentos bem interessantes (Milevsky, Rotan ou Aliev), não parece ter a mesma estaleca europeia. O Dinamo, de resto, vem de uma derrota surpreendente para a liga, num jogo em que ficaram de fora algumas das figuras principais. A edição deste ano para o Sporting necessita de ter um pouco mais de capacidade ofensiva, conseguindo fazer os adversários pagar o preço das suas aventuras ofensivas. Já várias vezes o disse: a transião ofensiva é o calcanhar de aquiles da equipa de Paulo Bento e da melhoria desse aspecto vai depender o sucesso na Liga dos Campeões 07/08. Grande teste em Kiev!

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Hipótese de Vitória: 29%

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