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15.6.09

O modelo portista e a "não surpresa" do negócio Cissokho

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O Porto tem um modelo de gestão de risco. Gasta muito. Bem acima do que qualquer gestor sensato aconselharia para o nível de receitas garantidas que consegue. Boas jogadas de mercado sempre existiram na “era Pinto da Costa”, mas esta estratégia tão dependente do “jogo” das mais valia vem sendo mais declarada desde a ressaca das conquistas europeias de Mourinho. Através dela o Porto garante, não só o equilíbrio das suas contas, mas também um nível de investimento muito elevado, a milhas do Sporting e suficiente para bater o Benfica em várias contratações e sem que isso implique prejuízos avultados no final do ano. É por isso também que o Porto se mantém na “pole position” para cada campeonato que se inicia. Para além de uma gestão competente do ponto de vista desportivo, tem também a maior capacidade de investimento e, por via disso, normalmente o melhor plantel.


Para que tudo isto funcione é preciso, naturalmente, que o Porto faça bons negócios e o modelo poderá sofrer um grande abalo se em anos consecutivos tal não acontecer. É por isso que é fundamental que os jogadores brilhem fora do país, seja nas suas selecções, seja nas competições europeias. Se tal for garantido, haverá sempre a certeza de que grandes negócios acontecerão Verão após Verão. Negócios que nos deixariam boquiabertos, não fosse a frequência com que acontecem.

E assim chegamos ao mais recente caso, Cissokho. 15 milhões por um jogador que fez meia época no clube e ao mais alto nível é algo verdadeiramente invulgar e, não fosse o passado recente, surpreendente. No Porto espera-se ainda ver sair Bruno Alves e/ou Lisandro por preços muitíssimo elevados. Se fosse noutro clube diria que era impossível vender um central de 28 anos ou um avançado a 1 ano de findar o seu contrato por 10 milhões de euros. Como é no Porto, não duvido de nada. Espero pela “não surpresa”...


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27.1.09

Hulk & Alan

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Uma exibição a roçar o incrível
Em termos globais terá realizado, em Braga, a sua melhor exibição desde que chegou ao Porto. Antes do jogo, o próprio Jesus antecipou a possibilidade de vir das acções do brasileiro a principal ameaça para o Braga. Não é difícil de perceber porquê. Ao assumir um jogo de posse e domínio territorial, o Braga estava também a incorrer no risco de oferecer a Hulk o elemento fundamental para a explosão do seu futebol: o espaço. Jesualdo também antecipou a situação e deu-lhe o centro como ponto de partida para as suas acções, tornando-o implicitamente na prioridade ofensiva da equipa. Hulk correspondeu às expectativas dos que pensavam poder ver em Braga desequilíbrios a partir dos seus ‘raides’. E foi mais além... É que também ao nível da decisão, Hulk esteve muito bem, num registo contrastante com o que se havia visto no passado.
O seu impacto é, primeiro, fundamental pelos ‘safanões’ que deu no jogo. Em termos psicológicos foi fundamental para quebrar o fortíssimo ímpeto inicial dos arsenalistas. Passado esse período que definiu igualmente a vantagem portista, Hulk passou a aparecer mais como condutor de transições e foi nesse papel que surpreendeu verdadeiramente. Ao invés de insistir nas iniciativas individuais, o brasileiro procurou sempre soluções mais colectivas e correctas. Não foi um jogo de muitas intervenções e, obviamente, não evitou algumas perdas naturais. Entre todas as suas participações, no entanto, conto-lhe apenas 1 má decisão, já no final do jogo quando forçou uma finalização e tinha Lisandro em melhor posição. Para quem o viu nas primeiras exibições em Portugal, é simplesmente notável.
Para Hulk a margem de evolução é enorme, dado o potencial, a idade e o tempo que tem em Portugal. Jesualdo parece ser um bom “professor” para este percurso que tem ainda uma etapa muito relevante por vencer. É que jogar com espaço e em transição é muito mais fácil. Para Hulk fica o desafio de conseguir enquadrar melhor as suas características e decisões perante adversários mais fechados e que oferecem menos espaço. Da sua resposta dependerá a possibilidade de se tornar num jogador verdadeiramente incrível!


Alan vs. Cissokho
Em termos mentais e psicológicos, falhar num “grande” pode ser devastador. A queda pode não ser um simples passo atrás e muitos são os exemplos de jogadores que vêm a sua carreira cair a pique depois de falhar esse tão desejado desafio. Felizmente, há outros casos. Um deles é Alan, que encontrou em Braga o local ideal para dar seguimento à boa reacção já revelada em Guimarães.
Uma das questões que se colocou aquando da sua chegada a Braga era como seria enquadrado num modelo de médios interiores? A resposta foi dada pela natureza das dinâmicas do próprio Braga. É que a largura ofensiva é uma das grandes prioridades da equipa quando tem a bola e, aí, Alan consegue aparecer muitas vezes naquele que é reconhecidamente o seu ‘habitat’ natural.
Frente ao seu antigo clube, Alan foi um dos elementos mais em foco de uma equipa toda ela muito participativa em termos ofensivos. Esteve em destaque particularmente nas acções de 1x1 que lhe foram proporcionadas, encontrando quase sempre soluções para conseguir um cruzamento.
Neste aspecto, há o outro lado da questão: Cissokho. O mais recente reforço portista saiu muito bem visto pela sua fantástica jogada do segundo tempo, mas a verdade é que defensivamente deixou muito a desejar. A frequência com que Alan o bateu deve servir de alerta para o treinador e próprio jogador. O futuro ajudará a perceber se se tratou, ou não, apenas de uma noite inspirada de Alan...

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