Mostrar mensagens com a etiqueta Chile. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Chile. Mostrar todas as mensagens

29.6.10

Diário de 'Soccer City' (#18)

ver comentários...
Já se desconfiava, e o caminho começa confirmar isso mesmo: entre Brasil e Holanda, sairá um finalista do Mundial 2010. Os dois defrontam-se agora num dos mais interessantes embates dos quartos de final, e seja quem for o vencedor recolherá sempre amplo favoritismo na passagem à final. Principalmente se for o Brasil. Enfim, antes disso tudo vale a pena olhar um pouco para os jogos do dia. Mas vale apenas por razões de reflexão sobre o que se viu, porque quanto a emoção, confesso, não poderia ter havido dia mais previsível do que o terceiro dos oitavos de final...

Holanda – Eslováquia
Sobre o primeiro jogo, de facto, não tenho muito a dizer. A Eslováquia foi dos que menos fez para chegar aos oitavos e se há alguma coisa que este Mundial nos tem ensinado é que é mesmo preciso jogar para ganhar, poque milagres não tem havido. E assim foi, novamente.

Mas quero deixar algumas notas sobre o candidato, a Holanda: (1) Primeiro, para reforçar a ideia de que é uma equipa que, tendo as suas principais debilidades na cultura defensiva – colectiva e individual – das suas unidades mais recuadas, não me parece das piores deste Mundial. Nem de perto, nem de longe. À beira de formações como o Gana, o Uruguai ou a Argentina, a Holanda é uma perfeição defensiva. (2) Segundo, para destacar o regresso de Robben. Apesar da qualidade individual das suas unidades ofensivas, a verdade é que o futebol holandês raramente tem merecido grandes elogios pelo que faz quando tem a bola. Robben é um dos jogadores mais desequilibrantes do futebol actual. Adora o risco, e dos seus pés saem várias perdas e transições. O que sai também são lances decisivos com uma frequência assustadora. Será o “abre latas” da laranja. (3) Finalmente, referir uma curiosidade. A Holanda jogou numerada de 1 a 11. Não sei se mais alguma equipa o fará neste mundial (duvido!), mas este dado não é uma mera curiosidade. Basta recordar a passagem de Adriaanse pelo Porto, para perceber que os números são mais do que um capricho. São também uma indicação do posicionamento táctico de quem os traz nas costas. É uma curiosidade que vale o que vale, mas que indica, pelo menos, que as coisas não são feitas por acaso na equipa holandesa.

Brasil – Chile
O Chile até poderia ser das formações mais interessantes em alguns aspectos deste Mundial, mas se me perguntassem qual o embate mais previsível dos oitavos, não hesitaria em apontar para este.

É bonito entretermo-nos com um futebol técnico e com boa qualidade colectiva quando em posse, mas torna-se para mim difícil perceber o que espera Bielsa de um jogo contra o Brasil, mantendo certas debilidades crónicas na sua equipa. Será que ele acreditava ter alguma hipótese de ganhar? Francamente, não entendo...
O Brasil é uma equipa obcecada com o equilíbrio táctico, que adora jogar em transição e que procura aproveitar a eficácia das suas investidas ofensivas para ganhar vantagem. O Chile, para os brasileiros, era o adversário perfeito e não é por acaso que quase sempre sai goleado. Sai e sairá de novo, se voltar a repetir a receita...

Comecemos pelo primeiro golo. Já o tinha escrito há muito e era improvável que a factura não acabasse por ser paga. Como é que é possível pensar em fazer carreira num Mundial com uma equipa que não tem um único jogador utilizado acima do 1,85m, e onde apenas 5 dos 14 que jogaram ultrapassam, ainda que marginalmente, o 1,80m?! Não admira que sofressem um golo pelo ar, e não admiraria que fosse também essa uma via privilegiada para o Brasil marcar a diferença caso o nulo se tivesse mantido por mais tempo.

Mas há mais... Se o Brasil gosta da transição, nada como uma equipa que, apesar de boa em posse, não percebe a importância dos equilíbrios tácticos e que assume um risco absurdo para a natureza do jogo que está a jogar. Perfeito para Dunga. Foram 3, e foram apenas porque os brasileiros resolveram trocar a eficácia pelo brilhantismo individual na conclusão de algumas transições quando jogo já estava mais do que sentenciado.

Diria que o Chile esteve algures entre o sofisma e o conto de fadas, mas inclino-me bem mais para a segunda hipótese. Mostrou-nos uma ideia bonita e coerente, sem dúvida, mas nunca com potencial para enganar alguém. Todos sabíamos que, por mais bonita que fosse a princesa, nenhum sapo viraria príncipe...



Ler tudo»

ler tudo >>

22.6.10

Diário de 'Soccer City' (#12)

ver comentários...
Da tormenta à euforia, que não há tempo para perder em boas esperanças. Será assim que a maioria dos até aqui pessimistas encararão esta viragem do cabo da Selecção. Uma analogia óbvia, dada a simbologia do local, mas que faz também todo o sentido em relação ao estado de ânimo dos adeptos. A volatilidade emotiva do costume, portanto. Pessoalmente, não estou particularmente entusiasmado com o que se passou frente à Coreia. Agradado com o desfecho, é certo, mas não crente que este jogo tenha mostrado algo de significativamente diferente em termos qualitativos. Será tão errado alicerçar esperanças neste resultado, como o exagerado catastrofismo que assistimos até aqui. Como quase sempre, é algures no meio que está a virtude.

Confesso a minha surpresa com o que se assistiu desde o primeiro minuto. Esperava uma Coreia conservadora, “afundada” no campo e de risco mínimo. Algo se terá passado com o ego dos Coreanos que, tal como o resto do mundo, terão valorizado excessivamente o surpreendente placar tangencial frente ao Brasil. Só assim se explica o que se viu. A verdade é os Coreanos (como os neozelandeses, por exemplo) não são deste nível e só podem sobreviver com algum êxito se juntadas 2 condições. A primeira é a humildade própria. A segunda é a incompetência colectiva do adversário. Ora, os coreanos perderam a primeira e com isso foram incapazes de testar, sequer, a segunda condição. Confesso que para meu contentamento, diga-se.

A primeira parte de Portugal foi má. Não há outra palavra. Com os Coreanos estendidos no campo, a Portugal nem era preciso ser particularmente forte no pressing, como ontem acreditava. Bastava organização, claro, e dar prioridade ao critério na posse. Critério que levasse Portugal a chegar de forma apoiada e segura ao último terço e, aí sim, arriscar as roturas decisivas. Assim, Portugal poderia aproveitar as debilidades defensivas dos Coreanos no seu último reduto e, não menos importante, estar bem preparado para eventuais transições ataque-defesa. Seria um jogo de domínio total.

O que Portugal fez, porém, foi dar prioridade à velocidade sobre o critério. Decidiu mal e foi ainda traído pelas condições em que o jogo se disputou, acumulando erros técnicos invulgares em alguns jogadores. Com isto, Portugal permitiu um jogo de transições, onde os Coreanos conseguiam tirar partido da forma estendida como se apresentaram. Um desperdício, acredito eu, porque como o jogo estava parece-me que em vez de 1, Portugal poderia ter ido facilmente para o intervalo com mais 2 ou 3 golos na bagagem.

A verdade é que – e pensando bem – talvez até tenha sido bom o que se passou na primeira parte. Os remates dos coreanos e a sua desvantagem apenas tangencial terá reforçado a crença coreana na sua própria capacidade. Uma ilusão que se transformou um verdadeiro “kamikaze” táctico. Portugal, porque é uma selecção ao nível das melhores em termos de potencial individual, facilmente colheu os frutos e terá praticamente garantido um apuramento que se adivinhava complicado. Isto, claro, a acreditar que os coreanos tenham aprendido a lição do que se passou, porque se voltarem a repetir a “graça”, não é de excluir a hipótese de novo “capote” frente aos marfinenses. Esperemos que recuperem o juízo...

Chile e Suíça
Suíça e Chile era um embate curioso e interessante por juntar as 2 selecções secundárias (permitam-me a expressão) que mais competência apresentam, mas também por o conseguirem ser em filosofias radicalmente diferentes.

Os chilenos apelam à sua filosofia do gosto pela posse e pela bola. Procuram recuperá-la rapidamente e depois circular com velocidade. Procuram o domínio, para além do controlo. Tudo isto faz sentido pela qualidade técnica acima da média dos seus intérpretes, mas pessoalmente tenho de levantar algumas reticências em relação à sua capacidade de se impor perante adversários tecnicamente mais fortes. Como no futebol só há uma bola, não basta ao Chile ser forte com ela, é preciso também ser forte quando não a tem, e tenho dúvidas se o será. Depois, há ainda a consistência na zona decisiva. Jogar com uma equipa tão baixa e com centrais adaptados não me parece nada bom indício. Dúvidas que não poderiam ter melhor teste do que o adversário que se segue: a Espanha.

A Suíça, por seu lado, repetiu a estratégia frente à Espanha e, pode dizer-se, estava a resultar bem até à expulsão. Os suíços não tiveram mais bola, nem criaram grande coisa, é certo, mas também não era a isso que se propunham até aquela altura. A zona suíça consegue ser curta e alta como mais nenhuma o foi neste mundial. Não é perfeita, e comete até vários erros, mas a nível de selecções é difícil alguém fazer melhor. Isto, enquanto tiveram 11 jogadores, porque depois a Suíça reduziu aquilo que era uma zona defensiva a uma simples linha defensiva. Ao contrário do que acontecera na primeira parte, onde mantivera os chilenos a dezenas de metros da sua baliza, na segunda parte a Suíça acabou por “encostar” e, assim, não evitar o sufoco chileno. Não digo que façam tanto – seria preciso um novo e improvável alinhamento de estrelas – mas esta Suíça, se passar, tem capacidade para dar umas dores de cabeça ao bom estilo grego de 2004.

Acabou por ganhar o Chile, mas por uma margem curta para aquilo que produziu depois da expulsão. Um desperdício que, aliás, repetiu depois do embate com os hondurenhos e que lhe retira qualquer favoritismo à qualificação, apesar da liderança destacada que possuí. Enfim, será um final interessante de seguir num grupo onde só as Honduras destoam em termos de qualidade.



Ler tudo»

ler tudo >>

15.6.09

A surpresa chilena no Toulon 2009

ver comentários...
Ano ímpar significa que não temos Europeu ou Mundial, mas antes um foco mais centrado nas competições jovens. O Mundial sub 20 será a mais interessantes das provas, começando um pouco mais lá para diante e hoje começa um Euro sub21 cheio de caras já muito conhecidas nos mais importantes palcos do futebol mundial. Antes de tudo isto, como espécie de aperitivo, o anual e tradicional torneio de Toulon que, este ano, teve o condão de reunir algumas equipas que ficarão de fora dessas 2 montras estivais. Chile, França, Argentina e Portugal e Holanda são presenças assíduas nos mais importantes torneios de sub 20 e sub 21, mas que este ano vão ficar de fora. A sua participação em Toulon foi, por isso uma oportunidade única para ver algumas figuras em ascensão no futebol destes países.
Merecedor de particular destaque esteve, algo surpreendentemente, o Chile que acabou por ser o vencedor desta prova. Aqui fica um olhar pessoal sobre alguns destaques individuais, centrados precisamente na equipa chilena...

Antes de destacar algumas individualidades da equipa campeã, deixo uma nota para algumas individualidades que, sem qualquer dúvida, se mostraram a um nível muito elevado. Na Holanda, nomes como Sarpong (Ajax) ou Erik Pieters (PSV) são já consagrados no seu país, mas foi Diego Biseswar (Feyenoord) quem mais destacou como elemento de qualidade acima da média. Numa Argentina muito (demasiado) jovem, Banega (Valencia) impôs-se como patrão e com uma qualidade absolutamente fantástica. Buonanotte (River) também foi figura de evidente destaque, não sendo também propriamente uma revelação do torneio. Finalmente, na Selecção francesa impressionou o poderio fisico. Havia vários nomes a destacar, pois qualidade não falta. Sem surpresa, Sakho (PSG), Obertan (Bordéus) e N’Gog (Liverpool) não passaram despercebidos...

Relativamente à equipa do Chile, aqui ficam os meus destaques, deixando a nota de que, ao contrário das equipas mais poderosas desta prova, todos estes jogadores são praticamente desconhecidos no mercado europeu e têm um preço muito baixo:

Cristopher Toselli (Guarda Redes, 20 anos, U.Catolica) – Foi sem dúvida um dos destaques da equipa vencedora, fazendo várias intervenções decisivas desde o primeiro jogo, contra Portugal. As minhas reticências sobre este jogador têm muito a ver com a altura que será provavelmente um obstáculo à sua ascensão até os mais altos patamares do futebol mundial.

Eugenio Mena (ala esquerdo, 20 anos, Santiago Wanderes) – Para mim é um nome a rever porque não tenho nem referências, nem conhecimento próprio deste jogador para além deste torneio. Jogou como, diria, falso defesa esquerdo, e foi absolutamente notável a qualidade técnica que demonstrou.

Eduardo Vargas (Extremo, 19 anos, Cobreloa) – Um dos destaques da equipa, pelos golos que marcou, quase todos eles fruto de diagonais a aparecer na cara do guarda redes. A questão será saber como se adaptará a um futebol diferente e a defesas que não dão tanto espaço nas suas costas.

Gerson Martinez (Avançado, 19 anos, San Luis) – Numa função semelhante à de Vargas, também surgiu como um dos goleadores, sempre com desmarcações na cara do guarda redes. Gostei bastante da sua qualidade técnica. Um nome a acompanhar.

Cristobal Jorquera (Médio ofensivo, 21 anos, Colo Colo) – Valdivia definiu como o seu sucessor no futebol chileno. Jorquera é um 10 criativo, muito forte tecnicamente e que revelou essas características com alguns passes e pormenores notáveis durante a prova.

Marcos Medel (Médio ofensivo, 19 anos, Audax Italiano) – Começou como suplente frente a Portugal, mas mal entrou fez sentir a qualidade técnica do seu futebol. O seu “perfume” ficou bem claro nos restantes jogos e sendo tão jovem é claramente merecedor de um olhar bem atento de quem deseja fazer bons negócios no futebol.


Ler tudo»

ler tudo >>

26.6.07

Copa América 2007: Antevisão Grupo B

ver comentários...

Brasil

As ausências de Ronaldinho, Kaká ou Adriano abalam qualquer selecção. No caso do Brasil não há excepção, mas nem por isso a “canarinha” deixa de ser um dos principais candidatos ao título, a par da Argentina. A Copa América representa, de resto, o primeiro teste real às capacidades de Dunga e, por outro lado, uma grande oportunidade para revelar outros nomes, normalmente tapados pelas super-estrelas brasileiras, mas, igualmente, com enorme qualidade e potencial.

Destaques individuais:
Alex Silva – Já aqui o destaquei e, embora não seja certo que vá ter a titularidade, a verdade é que qualquer oportunidade que o irmão de Luisão venha a ter deverá representar um motivo de interesse acrescido para nós. Afinal, estamos a falar de um promissor jovem de 22 anos que, em campo, é um autêntico clone do irmão...

Anderson – O prodígio recém transferido para o Manchester United será um dos principais pontos de interesse da competição... isto, claro, venha a jogar. Os olhos do mundo estão agora colocados sobre si e a Anderson pede-se apenas que seja ele próprio. Parte para a prova sob aquela que será a maior ameaça ao desenvolvimento da sua carreira: as lesões.

Fred – Sem Ronaldo e Adriano, abrem-se novas portas a outras soluções. Entre elas, Fred parece-me ser aquele que há mais tempo justifica o gigante passo rumo à titularidade na selecção. Estamos, afinal, perante um jogador que se revelou goleador e determinante em todos os clubes onde passou, revelando qualidades técnicas ao nível dos melhores. Aos 23 anos esta pode ser uma grande oportunidade...

México

O México é uma das formações que correm por fora, esperando uma escorregadela de Brasil e Argentina. Hugo Sanchez – que substitui Lavolpe – tem ao seu dispor uma selecção reforçada em termos de individualidades, contando com a particularidade de já estar em plena competição, visto ter disputado a Gold Cup antes do início desta prova. O México combina, no seu elenco, elementos de experiência relevante, com outros de grande futuro e potencial.

Destaques individuais:
Rafael Marquez – é, sem dúvida, o grande esteio da Selecção. Aos 28 anos, Rafa Marquez está para durar como referência principal da selecção, seja a central, seja a médio defensivo. Jogador do Barcelona, a sua carreira é um exemplo para outros jovens do seu país.

Alberto Medina – “El Venado”, como é conhecido, pode ser um destaque discutível, mas não posso evitá-lo. Aos 24 anos, o extremo protagoniza lances fantásticos no histórico Chivas de Guadalajara onde forma dupla temível com Omar Bravo. Os seus dribles e a sua velocidade serão um atractivo a cada oportunidade que lhe seja concedida.

Nery Castillo – É, sem dúvida, a grande novidade na equipa. A estrela do Olympiacos decidiu-se finalmente pela Selecção mexicana, apesar do forte “pressing” grego. Nery Castillo é um médio ofensivo que, há muito, é seguido por vários gigantes do futebol europeu. Agora que, aos 23 anos, deu inicio à sua carreira internacional tem uma notável oportunidade para dar nas vistas.


Chile

Estando no grupo mais competitivo e interessante da prova, fica-se com a sensação que a qualificação da equipa Chilena poderá significar uma ameaça às potencias em prova, tal a qualidade do elenco Chileno. De facto, o país tem revelado uma notável capacidade geradora de talentos, sendo já tempo de mostrar alguns resultados ao nível de Selecções – algo ainda por verificar, sobretudo após o desfazer da famosa dupla Salas e Zamorano.

Destaques individuais:
Jorge Valdivia – o 10 do Palmeiras faz a delicia daqueles que procuram pelos seus vídeos no Youtube. Trata-se de um excentrico e combativo médio ofensivo que dá nas vistas pela sua técnica e criatividade. Valdivia – que nasceu na Venezuela – tem, aos 23 anos, esse handicap de já ter actuado na Europa e, francamente, muito dificilmente terá uma grande oportunidade no futebol europeu. Esta Copa América será mais um oportunidade para nos encantar e mudar o seu destino.

Mark González – Forma com Valdívia e Matias Fernandez uma zona criativa fantástica. “Speedy Gonzalez” notabilizou-se pelas suas aparições ao serviço do Liverpool e, agora, prepara-se para dar seguimento às suas electrizantes exibições no Bétis de Sevilha. Tem 23 anos e um grande futuro à sua frente.

Matias Fernandez – É a estrela da companhia, apesar da sua juventude. No Villareal desde Janeiro, é visto como a grande promessa do futebol Chileno e busca, ainda, a sua adaptação ao futebol europeu. Sem dúvida, um prazer ver este talento de 21 anos evoluir.


Equador

Num grupo tão competitivo, o Equador é aquele que, individualmente, menores pregaminhos apresenta. A Selecção equatoriana conta, no entanto, com um colectivo forte, com o qual se qualificou para o mundial da Alemanha. Nomes que se revelaram em 2006 como Carlos Tenorio e Edison Mendez voltarão a exibir-se num grande palco, contrastando com outros jovens com potencial interessante. Neste particular, destaco o avançado Felipe Caicedo, que aos 18 anos é uma grande promessa que actua no Basileia.


ler tudo >>

7.2.07

Arturo Vidal - Sob Mira do Dragão

ver comentários...
É um dos nomes lançados pelo jornal 'OJogo' como estando sob mira do FC Porto. Arturo Vidal é um jovem promissor que deu nas vistas no último torneio Sul Americano de Sub20 mas que já havia sido destaque ao serviço do Gigante chileno, o Colo Colo. Vidal é um jogador raçudo cuja principal característica parece ser a versatilidade, consequência lógica do perfil futebolistico do jogador que é técnica e fisicamente bastante completo. Vidal actua como central no seu clube mas na selecção chilena actuou em posições de maior propensão ofensiva aparecendo muitas vezes como ala esquerdo. Sem grandes pormenores sobre as suas qualidades (as imagens chegadas foram escassas) foi ainda assim perceptivel o destaque que este jovem mereceu ao longo do torneio, sendo uma das principais promessas do futebol do seu país!

Aqui ficam dois golos de Arturo Vidal, reveladores do seu belo pontapé:

-
Golo1
-
Golo2

ler tudo >>

26.12.06

Matias Fernandez a pérola Chilena

ver comentários...
Há poucos dias o gigante Chileno Colo-Colo sagrou-se mais uma vez campeão do seu país. Entre os adeptos do clube vivia-se porém um sentimento misto, colando-se à natural exultação de vitória uma invulgar sensação de nostalgia. É que o final da prova representa simultaneamente a perda de uma das mais talentosas pérolas que o clube seguramente jamais possuiu. Matias Fernandez parte para o futebol espanhol, ingressando em Janeiro de 2007 no Villareal e nem os cerca de 9 milhões de euros envolventes na troca fazem esquecer a magia com que o jovem encheu os relvados Chilenos.
"Matigol", como é apelidado, nasceu a 15 de Maio de 1986 (20 anos) em Buenos Aires (a sua mãe é Argentina). Foi, no entanto, no Chile que cresceu e se desenvolveu como jogador. No Colo-Colo a partir dos 12 anos, Matias é desde 2004 - ano da sua estreia como profissional - visto como a mais promissora figura do futebol Chileno, tendo apontado 9 golos em 6 jogos na Copa Sudamericana onde o Colo-Colo foi o mais recente finalista vencido.
O futebol de Matias Fernandez é marcado pelo talento, velocidade e qualidade técnica. Actua preferencialmente nas costas do 9, mas é provável que da sua adaptação ao futebol europeu nasça igualmente uma definição mais clara do seu posicionamento no terreno. Para já este jovem que até já foi elogiado por Pélé tem como responsabilidade substituir o lesionado Robert Pires na "zona criativa" do ataque do Villareal. Não o percam de vista a partir de Janeiro, até porque o vídeo promete...

ler tudo >>

AddThis