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5.5.10

Nicolas Gaitan

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Na observação que fiz no último semestre de 2009, não tive dúvidas em destacá-lo como um dos nomes mais interessantes do futebol argentino. Por isso recomendei-o aqui em Dezembro (comparando-o precisamente a Di Maria), depois de o ter retratado no Talented Football. Se me pedissem um jogador para poder substituir Di Maria, não tenho dúvidas, era ele que apontaria. É por tudo isto que a chegada de Nicolás Gaitan a Portugal desperta em mim uma satisfação e curiosidade especial.

A perfeita alternativa a Di Maria
Não foi ainda dado como adquirida a saída de Di Maria, mas é normal que o clube tente capitalizar o momento do jogador através de uma transferência milionária. Normal e, na minha opinião, recomendável.

Facilmente se percebe que este é o contexto da aquisição de Nicolás Gaitan. O agora reforço encarnado tem de facto várias semelhanças com o seu compatriota. Canhoto, destaca-se sobretudo pela velocidade com que serpenteia com a bola colada ao pé. Um desequilibrador nato.

Arriscando, diria mesmo que Gaitan terá um requinte superior ao próprio Di Maria e que, neste sentido, pode superar a não muito longo prazo aquilo que faz o camisola 20. Talvez Di Maria seja mais forte no 1x1, mas Gaitan parece-me mais adaptável a zonas interiores. Ainda assim, Gaitan tem um caminho a percorrer. No Boca joga frequentemente como avançado móvel, solto de grandes responsabilidades tácticas e com pouca pressão para não errar. Em Portugal e na Europa, no entanto, Gaitan só pode ser extremo, e no modelo encarnado deverá jogar mais atrás, com mais responsabilidade na certeza de decisão e com uma missão mais global do ponto de vista táctico. Vai ter de jogar sem bola, de defender e de pressionar. O meu optimismo em relação à sua adaptação reside muito no mesmo motivo que explica a “explosão” de Di Maria em 09/10: o modelo táctico de Jesus. Gaitan terá a sua função definida e as suas decisões facilitadas pela qualidade do modelo. Cabe-lhe a ele, agora, a palavra final. Aquela que poderá fazer dele, ou não, uma estrela do futebol português no curto prazo.

O preço
O único “senão” da operação. 8,4 milhões é um valor muito elevado para o futebol português e para o futebol argentino onde, goste-se ou não, Gaitan não tem ainda um rótulo de “super estrela”, como tinham, por exemplo, Lucho ou Belluschi quando de lá saíram. Aqui, acredito em 2 coisas. A primeira é que há 6 meses, quando o referenciei, Gaitan seria bem mais acessível. A segunda é que o Benfica terá pago para não entrar em leilões de Verão e terá também sido vitima do conhecimento que o Boca tinha sobre a eminência de mais valias com Di Maria. Seja como for, o valor pago pode tornar-se insignificante se Gaitan conseguir a evolução que dele se espera.

O vídeo
A acompanhar o texto coloquei um vídeo com a mais recente exibição de Gaitan. Foi frente ao Independiente, numa vitória rara do Boca fora da Bombonera. Gaitan actuou 71 minutos e acabou por não ser um elemento decisivo, apesar de ter tido oportunidades para tal. Ainda assim, creio que foi uma actuação positiva do jogador que, de novo, actuou como avançado ao lado de Palermo.



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26.3.10

Mais um 'superclasico'

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22.5.09

Amargo de Boca na Libertadores 2009

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Tudo indicava que fosse o Boca a juntar-se aos quartos de final da Libertadores 2009. Uma exibição pobre depois de algumas ocasiões perdidas, no entanto, abriram caminho à surpresa e os uruguaios do Defensor Sporting conseguiram levar o 0-1 até ao final.
É, no fundo, mais uma confirmação do mau período argentino no futebol sul americano. Dos 8 semi finalistas, apenas resta o Estudiantes como representante argentino, enquanto que o Brasil tem metade das equipas nesta fase. Pessoalmente, parece-me que São Paulo e Palmeiras são os mais fortes candidatos à final, embora o Grémio possa ter uma palavra a dizer. Reservo para o Nacional de Montevideo o papel de possível equipa surpresa neste ano.

Quartos de final:
Grémio - Caracas
Cruzeiro - São Paulo
Defensor Sp. - Estudiantes LP
Nacional - Palmeiras

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31.1.09

Dátolo & Faubert

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São 2 extremos que estiveram em foco neste mercado.
Dátolo vai do Boca para o Nápoles. O seu crescimento como jogador era notório e já o tinha destacado aqui no Verão passado. Pode ser só a preparação para a saída de Hamsik, mas estou curioso para ver a sua evolução ao lado de Lavezzi.

Faubert é um caso mais estranho. Extremo que se destacou no Bordéus, estava agora no West Ham. O empréstimo para o Real Madrid soa a experiência passageira. Para ver...





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6.6.08

Libertadores: Flu e LDU na final de estreantes

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Maracanã para cima de 80.000 nas bancadas, na grande maioria gente pronta para fazer a festa de uma histórica chegada do Fluminense à final da Libertadores. Do outro lado, estava a antítese do Flu em termos de passado recente na Libertadores, o Boca Juniors, vencedor de metade das edições (4 em 8) da prova desde o ano 2000. Da primeira mão vinha um empate a 2 que dava vantagem ao Flu, mas que nunca poderia ser equacionado como algo decisivo perante um Boca com um notável trajecto fora de casa.

Esperava-se um jogo de emoção e golos e o desenlace dos 90 minutos não defraudou as expectativas. O Boca fez jus ao estatuto, forçou o andamento e, embora não se possa falar em controlo num jogo destes, teve sempre ascendente sobre o Flu. Muitas ocasiões depois, Palermo deu a vantagem ao Boca, mas que apenas conseguiu silenciar o Maracanã durante poucos minutos, já que Washington voltaria a fazer explodir as bancadas do mítico estádio, ao empatar de livre. A partir daí, o Boca foi definitivamente para cima do Flu e apenas não marcou por acaso, tal o assédio à baliza de Fernando Henrique. Mas o jogo parecia ter a sua sina, e uma que agradava de sobremaneira à “galera” tricolor. Conca – argentino, por sinal – fez o 2-1, com muita sorte à mistura, mas a decisão surgiu já depois da hora e quando o Boca havia atirado a toalha ao chão. Dodô, entrado aquando do golo de Palermo, fez o 3-1, garantindo que a festa do Rio de Janeiro se iria mesmo prolongar até de madrugada.

Para quem viu as dois jogos desta que era encarada como a final antecipada da prova, fica a ideia clara de que o desfecho poderia ter sido outro, mas também a convicção de que a diferença terá estado em grande medida na presença em cada uma das balizas. Enquanto que Fernando Henrique – que nem sequer é um dos melhores guarda redes do Brasil – foi um gigante nas duas mãos, do outro lado, Migliore (habitual suplente de Caranta) pouco fez nas vezes em que foi chamado à acção. Na retina fica a forma comprometedora como permitiu o 2-2 a Thiago Neves no final do primeiro jogo. De resto, individualmente, notas positivas para Datolo, Battaglia, Palermo e Palacio no Boca, enquanto que no Flu, Fernando Henrique teve a companhia de Ygor, Thiago Silva e Conca como grandes protagonistas da noite. A desilusão terá ficado para os camisola 10 de ambos os lados. Riquelme não foi influente como de costume – mérito para a atenção que lhe foi movida – e Thiago Neves confirmou, mais uma vez, que tem ainda muito que evoluir até poder ser considerado num grande número 10 do futebol brasileiro.

A final será agora disputada contra o “David” desta edição da Libertadores. No outro jogo da semana, o LDU Quito confirmou a sua consistência controlando a segunda mão da eliminatória frente a um América que já havia sido feliz na forma como conseguira um empate a 1 no Azteca. O nulo do Quito foi assim suficiente para chegar a uma final que coloca 2 clubes pela primeira vez nessa fase da prova e onde, na minha opinião, tem uma palavra importante a dizer...

resumo dos jogos:
America 1-1 LDU Quito
LDU Quito 0-0 América
Boca Juniors 2-2 Fluminense
Fluminense 3-1 Boca Juniors

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23.5.08

Candidatos à Libertadores 2008: Boca Juniors

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Se à partida para a defesa do seu título já era visto como um dos principais favoritos na corrida ao título, à chegada às meias finais, o Boca apresenta-se indiscutivelmente como a principal figura de cartaz desta prova. É que a Libertadores viu já eliminadas todas as outras formações argentinas, assim como o poderoso São Paulo, este ano com Adriano nas suas fileiras.
A verdade é que depois da conquista da Libertadores em 2007, o Boca passou por um mau bocado, com o seu futebol a cair num vazio de ideias depois da saída de Riquelme. O resultado foi um Torneo Apertura medíocre, seguido de uma presença na Intercontinental que nunca chegou a contestar o favoritismo do Milan. A solução passou, não só pelo regresso do tão amado Riquelme, como pela substituição de Miguel Angel Russo – o treinador – por Carlos Ischia. Ischia, antigo treinador de Di Maria no Rosario Central e discípulo de Carlos Bianchi, não foi um nome consensual, sendo o próprio Maradona um dos críticos. A verdade, porém, é que o Boca chega ao final da temporada na luta pelos seus objectivos. Para além da Libertadores, a formação de Buenos Aires pode ainda atingir o título no Torneo Clausura, ainda que tal tarefa não se afigure fácil.

A atacar
Quem olha para os nomes do Boca não terá dificuldades em antecipar as referências do seu jogo ofensivo. Primeiro, Riquelme em posse sobre a zona central e, em alternativa, jogo directo para Palermo. Assim, com posse de bola a equipa procura quase sempre Riquelme que tenta depois tirar o melhor partido da mobilidade de Palacio ou da irreverência de Dátolo. No meio campo há ainda mais dois nomes. Battaglia é o elemento posicional que se limita a ser apoio recuado à posse de bola, e Chavez (ou Vargas ou Ledesma) são um vértice lateral diferente de Dátolo sobre a esquerda, oferecendo mais apoio a Riquelme na posse e surgindo menos vezes em profundidade sobre o flanco. Assumindo o perfil estático de Palermo, resta falar dos laterais. Jogue quem jogar, existe sempre a vocação ofensiva, embora essa seja muitas vezes uma intenção difícil de concretizar num futebol que, ao contrário do europeu, percorre com muita rapidez e de forma constante o comprimento do campo, não havendo tempo para esperar o apoio dos laterais.

A defender
Defensivamente surgem – bem ao estilo Sul Americano – os principais problemas. No jogo aéreo, Paletta é fundamental, dada a pouca estatura dos outros centrais e em transição a equipa demora muito tempo a recuperar, sobretudo quando não há grandes hipóteses de executar o pressing. Ainda assim, esta é uma visão que tem por base uma comparação com o futebol europeu, já que este Boca tem sido uma equipa em maior destaque, precisamente, quando os adversários tentam ser mais ofensivos. Para isto contribui a qualidade dos jogadores da frente que, com espaço, se tornam temíveis (o Boca marcou 5 golos nas suas 2 deslocações após a fase de grupos).

Individualidades
Gabrile Paletta – Defesa central de 22 anos revelado pelo Banfield, é uma das maiores promessas actuais do futebol argentino na sua posição. Apareceu em bom plano no Mundial sub20 de 2005 e justificou a aposta do Liverpool, com grandes elogios de Benitez. A verdade é que a aposta não pareceu muito sólida e, após uma época complicada onde foi um dos principais réus da humilhação (3-6) frente ao Arsenal, regressou à argentina. No Boca é uma presença particularmente importante para o jogo aéreo, mas o seu potencial não fica por aqui.

Cristian Chavez – Médio interior de 20 anos é uma das grandes revelações da temporada e um nome a acompanhar. Pouco ou nada utilizado até então, Chavez apareceu em Abril com utilizações mais frequentes e, pouco a pouco, vai ganhando espaço como titular. Médio interior, forte fisicamente, hábil com os 2 pés e com uma grande entrega ao jogo, Chavez não é ainda um jogador de top, mas poderá muito bem vir a ser, caso a sua evolução como profissional seja positiva.

Jesus Dátolo – Extremo esquerdo de 24 anos é depois de Riquelme o jogador de maior qualidade técnica do Boca. Dátolo revelou-se no Banfield e foi recrutado pelo Boca onde demorou a afirmar-se. 2008 tem sido nesse aspecto o grande ano de Dátolo, com muitos golos e jogadas decisivas, sendo, talvez, o jogador que mais justifique uma aposta europeia. O seu pé esquerdo executa muito bem, quer no controlo e progressão, quer nos cruzamentos (é ele quem bate os cantos). Para além disso, Dátolo torna-se eléctrico quando a bola lhe chega, sendo igualmente capaz de fazer bastantes movimentos interiores, o que abre a possibilidade de jogar também como avançado móvel.

Juan Riquelme – médio criativo de 29 anos. É escusado falar muito de um jogador que toda a gente conhece. No Boca é, como se esperava, o patrão num estilo de jogo que o favorece precisamente por lhe pedir apenas aquilo que ele quer fazer.

Rodrigo Palacio – Avançado de 26 anos, também revelado no Banfield, Palacio tem sido um dos nomes em destaque nos últimos anos do Boca. Se Palermo é um avançado fixo, Palacio ser de complemento perfeito já que a velocidade, mobilidade e, sobretudo oportunidade com que aparece nas alas, fazem dele um jogador que, longe de ser brilhante, tem uma enorme utilidade nas acções ofensivas.

Martin Palermo – Avançado de 34 anos. Este veterano de 34 anos é sobretudo uma arma letal no jogo aéreo. Surge com frequência a fazer golos, cumprindo a sua missão de jogador de área, mas é na fase de desespero, quando o Boca recorre ao jogo directo, que Palermo se torna na grande referência do ataque da sua equipa.


Resumos
Atlas 0-3 Boca Juniors
Boca Juniors 2-2 Atlas
Cruzeiro 1-2 Boca Juniors
Boca Juniors 2-1 Cruzeiro

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5.1.08

Banega, Fernandes e a 'Revolucion Koeman'

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Ontem surgiu a notícia do envolvimento de Manuel Fernandes e Miguel num episódio estranho que resultou na detenção do jovem médio durante a noite. Estes acontecimentos surgem numa altura em que é dada como certa a dispensa do jogador, como parte integrante da revolução operada por Ronald Koeman no plantel do Valência.

Não é sobre o lamentável acontecimento na noite Valenciana que me quero pronunciar, mas antes sobre a já famosa ‘revolucion Koeman’. Dá que pensar... Com a época em curso e poucos meses depois da definição da estratégia de temporada, o clube “Che” decide mudar de treinador, introduzindo Ronald Koeman para o comando técnico da equipa. Até aqui nada de anormal. O que espanta é a denominada ‘revolucion Koeman’, levada a cabo num plantel que tem provas dadas nas últimas temporadas do futebol Europeu. Sem resultados para suportar o acerto da sua contratação, Koeman põe em causa desde figuras históricas do clube como Albelda, Angulo e Canizares, a contratações que custaram vários milhões há bem poucos meses como, precisamente, Manuel Fernandes ou o “gigante” Zigic.

Koeman faz agora o Valência ir ao, nem sempre fácil, mercado de inverno e a sua primeira escolha volta a espantar-me. Ever Banega médio promissor de 19 anos é contratado ao Boca Juniors por 17 milhões de Euros. O valor de Banega não está em causa. É um dos mais promissores médios do futebol argentino. Mas como é que se dispensa Manuel Fernandes para se gastar 17 milhões em Banega?! O argentino é 2 anos mais jovem e mais forte na primeira fase de construção de jogo, em que faz questão de participar. Lançamentos longos e coordenação de jogo é com ele, mas em tudo resto perde para Manuel Fernandes. O português é mais agressivo, mais explosivo, mais rápido e mais forte na meia distância, apontado-lhe apenas, e exactamente, algum descuido na posse de bola na primeira fase de construção, onde arrisca por vezes em demasia. Banega pode até adaptar-se muito bem ao futebol Europeu, mas a opção de Koeman não passa, para mim, de uma extravagância sem grande coerência.

Manuel Fernandes, ao que parece, vai regressar ao Everton, de onde provavelmente nunca deveria ter saído. David Moyes conhece-o bem e, com Arteta, vai voltar a fazer uma parelha de meio campo temível, estando certo que as suas qualidade não passarão despercebidas no mediático futebol inglês.


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13.12.07

Boca - Milan: Pelo estatuto!

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Como previsto o campeonato do mundo de clubes que actualmente joga no Japão terá como finalistas os representantes Europeu e Sul Americano. Milan e Boca Juniors, dois emblemas habituados a estas viagens ao oriente, tal a frequência com que conquistam os títulos nos respectivos Continentes, discutem num jogo o estatuto de Campeão do Mundo. Pois bem, seja qual for o desfecho da partida, o estatuto não se ajustará à real valia do conjunto vencedor. Digo isto porque, quer Milan, quer Boca estão nesta altura muito longe de se constituírem na melhor equipa do mundo.

Boca Juniors
Sobre o momento do Boca de Russo o desfecho do último Campeonato Apertura fala por si... O Lánus conquistou um título inédito na sua história, num campeonato em que, francamente, quase qualquer equipa poderia ter vencido, tal a ausência de equipas que realmente se conseguissem impor pela sua qualidade. Ver o Boca é ver um futebol com algum talento (nas figuras, por exemplo, de Banega ou Neri Cardozo), mas profundamente fraco em termos de jogo colectivo. Defensivamente, muito permissivo e tantas vezes pouco equilibrado. Ofensivamente parco de ideias, recorrendo várias vezes a um jogo de bolas bombeadas que procuram em desespero a estatura de Palermo. Quarto classificado no seu campeonato, não sei se este Boca conseguiria essa posição caso competisse em Portugal...

Milan
Do outro lado o Milan, conhecido dos portugueses pelo facto de recentemente ter defrontado o Benfica. Obviamente que não se trata de uma equipa fraca, mas dizer (como se disse aquando da sua visita à Luz) que este é o melhor conjunto da Europa, parece-me um escandaloso exagero! O Milan é décimo na Serie A e a equipa atravessa uma crise ofensiva profunda, não conseguindo repetir a expressão ofensiva de outras épocas sob o comando deste mesmo Ancelotti. Shevchenko, cujo impacto era bem maior em Itália do que aquele que hoje consegue em Inglaterra, nunca foi devidamente substituído, mas é nos flancos esta equipa mais se ressente. A dinâmica do característico 4-3-2-1 requer desequilíbrios feitos pelos laterais. Neste aspecto Cafu e Serginho foram sendo soluções de alta produção, mas hoje os dois brasileiros têm 37 e 36 anos, respectivamente, e a idade, embora no Milan por vezes não pareça, também tem o seu peso...

Sobre o desfecho, a história das finais de Tóquio aconselha a alguma prudência, mas parece-me que, apesar do que já referi, o Milan tem um nível futebolistico bem superior ao do Boca Juniors e que lhe deve garantir o triunfo na manhã de Domingo.


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5.10.07

Vem aí o "Superclásico"!

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River Plate – Boca Juniors Domingo 18 horas
O “SuperClásico” é um daqueles jogos com dimensão planetária, não interessa quando, onde, ou porque se joga. River Plate e Boca Juniors batem-se no campo por um triunfo que cujo significado vai bem para além do seu valor pontual na tabela classificativa. Milhões de uma nação apaixonada pela “pelota” discutiram e discutirão cada instante dos 90 minutos, carregando o jogo de uma intensidade emocional difícil de encontrar noutro fenómeno.

O River é desta vez o anfitrião com o “Monumental” a receber duas equipas que ao contrário de tantos outros anos, não se conseguem impor no campeonato “Apertura”. O Boca Juniors é segundo, a dois pontos do líder Independiente, enquanto que o River segue num impensável décimo posto, a 9 pontos do topo. Ambas as equipas são o espelho do que se pode esperar actualmente das equipas argentinas. Talento misturado com alguma desorganização colectiva e as inevitáveis “ganas” que tornam os jogos tantas vezes demasiado irracionais e imprevisíveis.

No Boca, Miguel Russo montará uma equipa em 4-1-2-1-2 (ou seja com o losango no meio campo) que tem na permissividade defensiva e na fraca criatividade ofensiva os seus grandes defeitos. O Boca recorre muito à acção dos laterais, mas quando o seu jogo é bloqueado o recurso a Martin Palermo torna-se a única com bolas a serem bombeadas para a área desde posições muito atrasadas. O River Plate de Passarella (que poderá perder o lugar em caso de derrota) tem características semelhantes ao seu rival, com os laterais a participarem muito ofensivamente, mas actuando com uma frente mais móvel e dinâmica, não tendo uma referência tão fixa quanto Palermo no Boca. O problema deste River é a inconsistência do seu jogo – quer ofensiva, quer defensivamente – tendo períodos em que parece imparável, e outros em que se perde por completo.

8 figuras do “Superclásico”:
Fernando Belluschi (River Plate, Médio Ofensivo 24 anos) – A estrela da companhia terá sobre si a responsabilidade de desequilibrar. Belluschi actua sobre a esquerda e faz da precisão do seu pé direito e dos seus movimentos sem bola duas armas que o definem como jogador.

Ariel Ortega (River Plate, Médio Ofensivo 33 anos) – “El Burrito” vive hoje muito do estatuto não parecendo ter estaleca física para dar complemento à sua inegável valia técnica. A experiência faz dele, ainda assim, um nome a ter em conta num jogo com estas características.

Falcao Garcia (River Plate, Avançado 21 anos) – O homem do momento. Um hat-trick fantástico frente ao Botafogo e outros golos no passado recente revelam o seu momento. Falcao não é um ponta de lança fixo, mas tem muita qualidade de movimentos e é muito forte na finalização. Um nome a seguir...

Marco Ruben (River Plate, Avançado 20 anos) – Contratação cara, este jovem vindo do Rosario Central é mais uma esperança entre os “Millionários”. Boa presença física e um óptimo pé esquerdo são os atributos da referência de área do River que, no entanto, ainda não explodiu no futebol argentino.

Gabriel Paletta (Boca Juniors, Defesa Central 21 anos) – Emprestado pelo Liverpool, este imponente defesa dá outra envergadura a uma defesa bastante débil no jogo aéreo. Um talento interessante e uma ameaça sempre que sobe à área contrária.

Ever Banega (Boca Juniors, Médio interior 19 anos) – Sempre que a bola sai do seu pé direito, é quase certo que chegará “redonda” ao seu destino. Uma qualidade de organização inegável que torna Banega uma figura que, mais tarde ou mais cedo, terá a tão ambicionada oportunidade europeia.

Pablo Ledesma (Boca Juniors, Médio interior 23 anos) – Sobre a meia direita lembra Lucho Gonzalez pela inteligência com que se posiciona no campo. Ledesma é discreto mas extremamente eficaz, faltando-lhe talvez um pouco mais de virtuosismo técnico para integrar a elite Argentina.

Martin Palermo (Boca Juniors, Avançado 33 anos) – Ao ver Palermo jogar percebe-se rapidamente porque teve destinos tão contrastantes entre o Boca Juniors e o futebol espanhol. Alto e forte é referência na área para uma equipa que o procura quase a cada posse de bola. Palermo faz o que se lhe pede, mas dele não esperem muito jogo fora do rectângulo próximo da baliza contrária!

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22.6.07

O Regresso de Roman

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A concludente vitória do Boca Júniors na Taça Libertadores encerra igualmente a confirmação de uma grande aposta de um fantástico jogador: Juan Róman Riquelme.

Prestes a completar 29 anos, “El Mudo” terá, com esta temporada no seu país, possibilitado o relançamento da sua carreira na Europa. As suas exibições deslumbrantes deixaram bem claro que ainda há muito para Riquelme oferecer ao futebol europeu, sendo já vários os interessados na aquisição do 10, ainda sob contrato com o Villareal. O próprio Maradona parece entusiasmado e já manifestou a sua disponibilidade para mediar uma transferência de Riquelme para o recém promovido Nápoles, numa novela que promete apaixonar os Argentinos e... Napolitanos. Já agora, e numa altura que se fala muito de verbas, fiquem a saber que – diz-se, nestes rumores – Riquelme poderá ser contratado por menos de 10 milhões de euros, sendo que o ordenado poderá custar cerca de 125 mil euros mês – ao nível dos mais bem pagos do futebol nacional.


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19.6.07

Nostradamus era Gremista?

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A propósito da final da Copa América. O Boca Júniors ganhou uma expressiva vantagem de 3 golos na primeira mão, mas, pelos visto, fé é o que não falta entre a "Torcida" do Grémio...

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10.2.07

"Con ganas y gambetas" - Regressa o Futebol Argentino

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Começou esta madrugada o "Torneio Clausura", prova que dominará a segunda metade da época do Futebol Argentino.
Não são propriamente precisas muitas apresentações para uma das maiores potencias futebolísticas do globo. No campeonato argentino respira-se futebol em todo o seu esplendor... há paixão, fidelidade e muito talento! Estas são qualidades que fazem da Argentina um dos maiores "viveiros" de jogadores, sendo o seu perfil do mais completo que se pode encontrar - não espanta por isso o assédio constantemente protagonizado pelos "tubarões" europeus.
Neste ínicio de ano o campeonato perdeu Higuaín, Gago e Gallardo mas recuperou um dos seus mais saudosos artistas do passado recente: emprestado pelo Villareal, regressa a casa e ao Boca "El Topo Gigio" - Juan Roman Riquelme!

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