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11.3.08

Chamem os bombeiros, por Bruno Cabral

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Esta é mais uma semana em que dois clubes da Liga Portuguesa vão estar sob a orientação de treinadores provisórios: Chalana no Benfica e António Pinto no Leixões. Uma situação cada vez mais recorrente no futebol nacional e que começou a tornar-se famosa (sobretudo) na segunda metade da década de 90, quando Mário Wilson era o verdadeiro “bombeiro” de serviço no Estádio da Luz.
Não sei se inspirados pela situação do “velho capitão”, mas a verdade é que, neste momento, a maior parte dos clubes tem um “bombeiro” sempre pronto a assumir as equipas nos momentos de crise. Actualmente, o histórico treinador “interino” ainda em actividade é Carlos Cardoso, tantas vezes chamado para apagar fogos no Vitória de Setúbal. Mas esta “escola” de técnicos tem um representante mais moderno, que nas últimas três épocas tem tido os seus momentos de fama: o navalista Fernando Mira. Havia um outro nome que parecia querer rivalizar com o “bombeiro” da Figueira da Foz, mas entretanto decidiu dar outro rumo à sua vida. Refiro-me ao boavisteiro Pedro Barny. Além destes, há outros senhores que, de vez em quando, também aparecem nas fases de transição do antigo para o novo treinador. Exemplos: João Pinto e Rui Barros no FC Porto; João Cardoso e António Caldas no Braga; Basílio Marques no Vitória de Guimarães; e João Abel no Marítimo. Além, é claro, dos referidos no início. Mais dia, menos dia, surge mais um para acrescentar à lista: o Lázaro no Estrela da Amadora.
Muitos anos de casa, funções secundárias nas equipas técnicas, representantes da mística do clube e imposição dos presidentes são alguns pontos comuns entre estas figuras do futebol português. No entanto, por vezes levanta-se o dilema. Se conseguirem resultados positivos nos jogos que fazem, justifica-se a aposta neles como treinadores a médio/longo prazo? Na minha opinião, penso que não, na perspectiva de se salvaguardar a relação entre as duas partes. Veja-se o caso infeliz do Hélio no Vitória de Setúbal…

O Benfica-Sporting de 98/99
O Benfica-Sporting, na derradeira jornada do campeonato de 98/99, regista a situação mais caricata dos últimos anos, no que respeita a treinadores interinos. É que esse clássico teve dois treinadores totalmente improváveis: Shéu Han do lado do Benfica e Tomislav Ivkovic do lado do Sporting. Nem antes, nem depois, eles foram treinadores e tiveram o privilégio de orientar os grandes de Lisboa num dérbi. Shéu tinha substituído, dias antes, Graeme Souness, enquanto que Ivkovic tinha feito o mesmo em Alvalade, ocupando o vazio criado pela saída de Mirko Jozic.
3-3 foi o resultado. Kandaurov, Poborsky e Nuno Gomes marcaram para o Benfica. Iordanov, por duas vezes, e Rui Jorge fizeram os golos do Sporting.

Bruno Cabral

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2.2.08

Os melhores onzes da história

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(texto escrito e enviado por Bruno Cabral)
Escolher os melhores onzes de sempre (de um clube, de uma selecção, do Mundo ou das “nossas vidas”) é um exercício que está na moda e que sempre gostei muito de fazer. O “Record” fê-lo aquando dos centenários de Benfica e Sporting; a revista “J” fá-lo todos os domingos com uma figura pública; o “Trio d’ Ataque” convidou, há pouco tempo, os seus comentadores a fazê-lo; e até Miguel Sousa Tavares o fez numa das suas crónicas no jornal “A BOLA”. Motivado por estas iniciativas, também decidi trazer para aqui os “meus” onzes, uns feitos propositadamente para a ocasião e outros (de Benfica e FC Porto) idealizados há muito tempo. Assim, apresento aqui aqueles que para mim são os melhores onzes da história de Benfica, FC Porto, Sporting, Selecção Nacional e dos últimos anos do futebol mundial. Além destes, acrescento ainda três onzes de sonho, mas verdadeiros, a certa altura da história dos três maiores clubes portugueses. O Benfica de 92\93, o FC Porto de 86\87 e o Sporting de 93\94 contemplaram provavelmente os melhores onzes reais, em termos individuais, das respectivas vidas dos três emblemas. Destaque também para a referência que faço ao onze da Selecção que marcou uma autêntica revolução no futebol português. Aquele que reunia os principais jogadores da “Geração de Ouro” e que deu início (mais tarde cimentou) a sucessivas presenças em fases finais de europeus e mundiais.
As escolhas dos melhores onzes da história são obviamente discutíveis. Duas dificuldades principais: comparar os jogadores mais recentes com os mais antigos; e decidir entre os que foram melhores nas suas carreiras e os que mais marcaram o clube, quer em longevidade quer em títulos. Tentei fazer um equilíbrio entre estes aspectos - admito que em alguns casos tomei opções muito pessoais – e procurei sobretudo fazer equipas que podiam perfeitamente jogar. Ou seja, não sobrecarreguei os onzes com jogadores das mesmas posições. Deste modo, tiveram que ficar de fora vários craques. Na Selecção, por exemplo, o excesso de extremos dificultou a escolha. Nos clubes, a dor de cabeça comum (boa também neste caso, diria um treinador) foi na baliza. É que os três grandes estão empatados neste capítulo. Os três tiveram os melhores guarda-redes portugueses de sempre (Bento, Vítor Baía e Damas) e também os melhores estrangeiros, para essa posição, que por cá passaram (Preud’homme, Mlynarzick e Schmeichel). Mais fácil foi a escolha do melhor onze mundial dos últimos anos. Neste particular, há nomes que me parecem indiscutíveis.

Benfica
Os encarnados dominaram o futebol em Portugal dos anos 60 aos 90, pelo que desse longo período surge um leque de escolhas impressionante. E mesmo nos últimos 15 anos, apesar de ser a pior fase da sua história, o clube teve/tem nomes incontornáveis, como os de Rui Costa e Preud’homme. Na baliza, aposto no belga, o melhor guarda-redes que vi jogar, mas poderia lá estar Bento. Na defesa, Veloso e Humberto Coelho parecem-me indiscutíveis. Mozer ganha a “corrida” ao seu compatriota Ricardo Gomes, pois jogou mais tempo e ganhou mais títulos no Benfica. Na esquerda, escolho Schwarz, porque o vi jogar e porque nunca ouvi maravilhas sobre Álvaro Magalhães. Paulo Sousa e Rui Costa foram os meninos bonitos que saíram das escolas e que se tornaram em jogadores de nível mundial, daí que mereçam acompanhar o mítico Coluna no meio-campo. No tridente-ofensivo, o mais difícil foi encontrar o melhor para o lado direito. Escolhi Vítor Paneira, porque foi dos melhores jogadores que vi no Benfica, mas também poderiam lá estar José Augusto, Carlos Manuel ou até Poborsky. Eusébio a ponta-de-lança e Chalana a extremo-esquerdo, julgo que são opções consensuais.
Por fim, referência para a grande equipa do Benfica que entrou de início na vitória sobre o Boavista (5-2), na final da Taça de Portugal de 92\93. À base de portugueses, um autêntico “dream team”, ironicamente construído numa altura de crise para os lados da Luz.
Melhor Onze: Preud’homme; Veloso, Humberto Coelho, Mozer e Schwarz; Paulo Sousa, Coluna e Rui Costa; Vítor Paneira, Eusébio e Chalana.
92\93: Neno; Veloso, Mozer, William e Schwarz; Paulo Sousa, Vítor Paneira, Rui Costa e Futre; João Pinto e Rui Águas.

FC Porto
O onze que fiz do FC Porto é sintomático. A riqueza da história do clube está quase toda associada aos últimos 20 anos. Vai daí, os jogadores pelos quais optei são todos bastante recentes. No entanto, têm sido tantos os sucessos e os grandes jogadores que o FC Porto tem registado, que quase que dava para fazer outro onze da mesma qualidade deste. Baía é para mim o melhor guarda-redes português de todos os tempos e, por isso, merece a “titularidade”. João Pinto foi o histórico capitão. Aloísio foi dos melhores centrais que passaram por Portugal e jogou anos a fio no FC Porto, coleccionando conquistas. Ao seu lado, um dos melhores defesas do Mundo da actualidade, Ricardo Carvalho. Jorge Costa ou Fernando Couto também poderiam ser opções válidas. Na esquerda, um campeão do Mundo, o brasileiro Branco, ganhando a “corrida” a Inácio. No meio-campo, escolhi três jogadores que me encantaram e que também ganharam muitos títulos de azul e branco. Na frente, Jardel e Quaresma, porque desequilibraram campeonatos, e Futre, porque foi um dos melhores portugueses de sempre e eleito o segundo melhor a nível mundial, precisamente quando era jogador do FC Porto. Que me perdoem Fernando Gomes e Madjer.
Destaque também para o onze que venceu o Bayern de Munique (2-1), na final da Taça dos Campeões Europeus em 1987. Uma equipa recheada de mística e com jogadores, que pelo que me dizem, fabulosos, como Madjer ou Sousa, entre outros.
Melhor Onze: Vítor Baía; João Pinto, Aloísio, Ricardo Carvalho e Branco; Emerson, Deco e Zahovic; Quaresma, Jardel e Futre.
86\87: Mlynarzick; João Pinto, Eduardo Luís, Celso e Inácio; Quim, André, Jaime Magalhães e António Sousa; Madjer e Futre.

Sporting
Pelo Sporting, passaram muitos dos melhores jogadores portugueses de todos os tempos. No entanto, é curioso verificar que a maior parte deles ficaram mais conotados com os outros grandes que representaram. Futre, Inácio, Carlos Manuel, Quaresma, Sousa, Jaime Pacheco, Fernando Gomes, entre outros, são alguns desses casos. Damas, Oceano e Hilário, esses sim, são nomes sonantes que toda a gente relaciona com o Sporting. Por isso, pela história que construíram em Alvalade e pela qualidade que tinham, justificam um lugar neste onze. Manuel Fernandes também faz parte desse lote, mas, por exclusão de partes, tive que o deixar de fora. Yazalde, recordista de golos num só campeonato em Portugal, e Peyroteo, mais golos do que jogos e símbolo dos cinco violinos, compõem a dupla de ataque. Figo, Balakov e Oliveira (três astros) jogam no meio-campo ofensivo. Na defesa, Alexandre Baptista, central da conquista da Taça das Taças e esteio da Selecção no Mundial 66, joga ao lado de André Cruz, jogador de classe que foi decisivo na vitória do campeonato de 99/00. Luisinho, outro brasileiro de grande qualidade, ou Valckx, internacional holandês, também poderiam ter sido escolhidos. A posição de lateral-direito foi quase sempre ocupada no Sporting por jogadores de segundo plano, pelo que optei por Artur Correia, que também actuou no Benfica. Um jogador que dizem ter sido do melhor que houve em Portugal para essa posição.
Espaço ainda para a equipa de estrelas que Sousa Cintra construiu em 93/94.O onze que aqui coloco foi o que jogou de início contra o Benfica no 3-6. Uma derrota que não tira brilhantismo a um grupo cheio de jogadores fantásticos.
Melhor Onze: Damas; Artur Correia, Alexandre Baptista, André Cruz e Hilário; Oceano, Figo, Balakov e António Oliveira; Peyroteo e Yazalde.
93\94: Lemajic; Nelson, Valckx, Vujacic e Paulo Torres; Peixe, Capucho, Paulo Sousa, Figo e Balakov; e Cadete.

Selecção Nacional
Portugal é o país dos extremos. Desse modo, Futre e Chalana não têm lugar no onze. São dispensáveis argumentos para justificar a opção por Figo e Cristiano Ronaldo. Os dois acompanham Eusébio no ataque, num tridente que reúne assim os três melhores futebolistas portugueses de sempre. No meio-campo, os mesmos que escolhi para o Benfica. Rui Costa, o segundo rosto da “Geração de Ouro” a seguir a Figo, e Coluna, que dizem ter sido do nível de Eusébio, marcam presença. E Paulo Sousa também. Houve mais médios bons em Portugal, além dos referidos, mas nenhum dos outros chegou tão longe como o bicampeão europeu. Sobre Ricardo Carvalho e Vítor Baía já escrevi o que acho deles na parte do FC Porto. Fernando Couto, o segundo mais internacional de sempre, é o outro central. Nas laterais, dois históricos, mas admito que poderiam estar outros jogadores em ambos os lados.
Realce para a primeira grande equipa que vi de Portugal. Finalmente, uma Selecção de estrelas, depois dos Venâncios, dos Nogueiras, dos Leais, dos Semedos, dos Silvinos etc. Foi o ponto de viragem de uma selecção, que deixou o rótulo de modesta, passando a ter o estatuto de uma das mais fortes do Mundo.
Melhor Onze: Vítor Baía; João Pinto, Fernando Couto, Ricardo Carvalho e Veloso; Paulo Sousa, Rui Costa e Coluna; Figo, Eusébio e Cristiano Ronaldo.
95\96: Vítor Baía; Secretário, Fernando Couto, Hélder e Dimas; Paulo Sousa, Oceano, Rui Costa e Figo; João Pinto e Sá Pinto.

Mundial dos últimos anos
Preud’homme, já o disse, foi o melhor que vi na baliza. É complicado reparar em defesas-direitos. Cafu terá sido o que mais impressionou. Roberto Carlos, à esquerda, penso que é indiscutível, assim como Maldini (um histórico) no eixo. Desailly, um muro autêntico e um coleccionador de títulos, é o outro central que coloquei. Redondo, o trinco completo. Figo, Zidane e Giggs dispensam comentários. Atrás do ponta-de-lança, houve muitos, mas o mais espectacular foi Ronaldinho. Quanto a ponta-de-lança, um fenómeno, que revolucionou o futebol mundial: Ronaldo.
Preud’homme; Cafu, Desailly, Maldini e Roberto Carlos; Redondo, Figo, Zidane e Giggs; Ronaldinho e Ronaldo.

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8.12.07

Entregues aos bigodes (só para descontrair)

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(texto escrito e enviado por Bruno Cabral)
Uns farfalhudos, outros rentes. Uns simples, outros elaborados - como aqueles que enrolam nas pontas. E até há uns tricolores, que juntam a cor original ao branco da velhice e ao amarelo do tabaco. A variedade é tanta, que existe mesmo uma associação especializada que elege, todos os anos, o melhor do país. Sim, é verdade, estou mesmo a referir-me aos bigodes, esse “adereço” fantástico de certos homens, de determinados países, como é o caso de Portugal.
Nesta altura, devem-se estar a perguntar sobre o porquê de eu me lembrar de escrever sobre bigodes num espaço que aborda futebol com seriedade. Compreensível, mas a explicação é muito simples. Já repararam que para ser seleccionador de Portugal é “necessário” usar bigode? Recuem até 1990 (altura em que começo a ter recordações do mundo da bola), lembrem-se de todos os senhores que desde então orientaram a Selecção Nacional e chegam rapidamente à resposta.
Tudo começa em Artur Jorge, coadjuvado por Toni (pois claro!), e depois vem Carlos Queiroz. Depois do “professor”, seguiu-se António Oliveira, que sairia em 1996 para dar lugar ao regressado Artur Jorge. Este, por sua vez, falha a qualificação para o Mundial de França (a única que desperdiçámos nos últimos 12 anos) e é substituído por Humberto Coelho. De bigode em bigode, surgiu, de caminho, novamente António Oliveira, até chegarmos ao actual, Luiz Felipe Scolari. Como já conferiram, todos eles usavam bigode nos tempos em que foram seleccionadores. Mas isto é tão engraçado e curioso, que há mais nomes a acrescentar à lista. Já repararam que, neste período de 17 anos, os três treinadores interinos que tivemos também não quiseram destoar? A saber: Nelo Vingada, em dois jogos amigáveis em 1994, Agostinho Oliveira, no pós Mundial 2002, e Flávio Murtosa, nestes três encontros de suspensão de Scolari. Dá para rir e, ao mesmo tempo, para pensar se a escolha de seleccionadores de bigode tem sido uma superstição dos presidentes da Federação, já que na melhor campanha de sempre de Portugal em Campeonatos do Mundo (Inglaterra 66) o treinador também usava uma rica “bigodaça”. Já viram imagens, claro, do Otto Glória. E se a seguir ao Euro 2008, caso Scolari saia, seja urgente arranjar alguém, para um ou outro amigável, também não há problema. Como noutras ocasiões, pode-se recorrer ao timoneiro dos sub-21, pois Rui Caçador também preenche o requisito “obrigatório”.
Depois disto, ganha expressão a expectativa em torno da sucessão a Scolari, tão falada nos últimos tempos. Neste contexto, aceitam-se apostas. Vítor Oliveira? Manuel Machado? Ou terá Gilberto Madaíl que se virar para o estrangeiro e apostar, por exemplo, em Bernd Schuster? A ver vamos. Mas se o Manuel José, o homem que tanto sonha em ocupar o cargo, por acaso ler este texto, aposto que até vai pedir conselhos aos seus amigos egípcios (autênticos especialistas), para saber qual é formato ideal do bigode que vai deixar crescer.
Tudo isto é brincadeira, obviamente, mas leva-me a fazer a transição para a seriedade. O que dá realmente gozo no futebol de selecções é ver em confronto as diferentes características culturais e físicas dos países. E é por isso que não acho piada nenhuma ao ver jogadores a actuar por nações das quais não são naturais. Menos piada acho ainda quando essas naturalizações são feitas propositadamente. Tenho receio que se perca essa identidade nas selecções que faz dos europeus e mundiais momentos únicos. Nada contra eles, porque até os considero mais valias, mas preferia ver Deco e Pepe de amarelo vestido.

Só um episódio
Ainda sobre os bigodes, lembro-me de um episódio do Euro 2000. Um cabeleireiro holandês foi convidado, por um jornal português, a pontuar o “look” dos elementos principais da comitiva nacional. Figo foi o único com nota máxima (10) e Humberto Coelho, o seleccionador, teve a exclusividade da negativa. O “especialista” atribuiu-lhe nota 3, justificando que aquele bigode já estava totalmente fora de moda. Entretanto, Humberto já se actualizou.

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24.10.07

A calorosa gala do PAOK

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(Vídeo enviado por Albano Carvalhal)

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23.10.07

A nova fase de Filipe Teixeira

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(Vídeo de enviado por Zé Sobral)

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5.10.07

Tecnologia no futebol

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(Artigo enviado por Tiago Videira)

A sexta jornada da nossa superliga não trouxe nada de novo ao panorama nacional desportivo, que é como quem diz, trouxe mais uma vez um chorrilho de casos em que a verdade desportiva continua a ser deturpada.

Nas altas instâncias da UEFA, lembro-me de haver apologistas que o futebol era humano, jogado por humanos e que o erro humano fazia parte, que sem esse erro, matar-se-ia o jogo e acabava-se a beleza do futebol. É verdade. Mas eu, pela minha parte, contento-me com o erro humano de um defesa que falha um tackle, de um guarda redes que dá um frango ou de um avançado que falha um golo de baliza aberta.

O erro humano na terceira equipa, é altamente prejudicial, revoltante, e só descredibiliza o espectáculo e a própria classe dos árbitros que passam por ser imediatamente considerados como "subornáveis".

Será pedir demais que todos os jogos da UEFA e dos primeiros escalões nacionais sejam filmados e que o quarto árbitro possa ir seguindo pela TV os lances? E com esse mesmo poder, comunicar directamente pelo intercomunicador ao árbitro principal "olha passou a linha", "olha que é fora de jogo", "olha que houve ali agressão, é vermelho", "foi simulação, não é penalty". Com um atraso de apenas uns segundos teríamos muito mais verdade desportiva, com meios que já estão ao alcance de todas as grandes ligas e grandes provas.

Nos escalões mais baixos, continuaria a haver inverdade, seja dito, mas se a qualidade e exigência aumenta à medida que subimos de escalão, então, a verdade desportiva que prevaleça e se tenha mais meios para a garantir. Não seria pedir muito, seria, aliás, pedir o mínimo exigível para se continuar a acreditar no futebol, e deixar que o erro humano continue a acontecer onde ele deve acontecer - nas equipas que se defrontam, e não em quem tem de zelar por elas imparcialmente.

(
http://musicologo.blogspot.com)

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22.9.07

A proposta de Platini

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(email enviado por Tiago Videira)

Uma bomba de ar fresco a nova pré-proposta de Platini para reformulação das vagas nas competições Europeias!

(
http://www.xs4all.nl/~kassiesa/bert/uefa/access2009.html)

A ir para a frente, acaba de vez com o grande fosso entre o 8º e o 9º posto. De uma forma inteligente, escalonada, todos os países têm oportunidades de pôr muitas equipas - 5 vagas até ao 16º lugar! - utilizando as rondas de qualificação como triagem. Desta forma, um país em 7º lugar, com um mau sorteio ou má forma das suas equipas arrisca-se a ter apenas 1 equipa na Liga dos campeões e 2 na Taça Uefa, enquanto que um país do 16º lugar mantém sempre intactas as aspirações de ter 2 equipas na liga dos campeões e 3 na Taça Uefa.

A grande consequência: acabam-se os lugares 100% garantidos (até o 1º do ranking tem duas equipas em rondas de qualificação), o peso e influência do ranking diminui consideravelmente e a pressão é toda posta em cima do sorteio e da forma actual das equipas de um determinado país nesse ano.

Boas notícias para Portugal, acabando justamente em 2009 o tempo das vacas gordas (iremos cair no ranking), a queda já não terá consequências graves. Teremos sempre a oportunidade de mandar 5 equipas para a Europa (2 delas na Liga dos Campeões, assim passem a ronda de qualificação), o que, penso ser adequado a uma liga da nossa dimensão.

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16.9.07

A dor do crescimento

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(Texto enviado por Bruno Cabral)

A propósito das dificuldades que Portugal tem sentido na qualificação para o próximo Europeu – depois de ter feito um Mundial 2006 sensacional -, decidi escrever pela primeira vez sobre uma constatação (minha) que, no mínimo, dá muito que pensar.
E essa constatação é a seguinte: deste 1992, uma selecção que se revele a surpresa/sensação de um Europeu ou Mundial não se consegue apurar para o evento que vem a seguir. Nestes 15 anos há apenas uma excepção, mas já lá vamos.
Comecemos pelo Euro 92, na Suécia. A Dinamarca fez história, ao sagrar-se campeã europeia, depois de ter sido repescada para substituir a então Jugoslávia. Dois anos depois, a Dinamarca era uma das ausências principais do Mundial dos EUA.
Nesse Campeonato do Mundo (1994), uma outra selecção nórdica dava nas vistas, a Suécia. Os “canarinhos” da Europa só foram parados nas meias-finais pelo Brasil e terminaram a prova num espectacular terceiro lugar. Porém, seguiu-se a qualificação para o Euro 96 em Inglaterra e a Suécia não conseguiu apurar-se.
Em 1996, a Republica Checa participava pela primeira vez num grande certame (com o seu novo nome) e, para surpresa de todos, chegou à final, onde perdeu somente no prolongamento com a poderosa Alemanha. Só que, tal como a Dinamarca e a Suécia nos anos anteriores, a República Checa também não obteve o apuramento para o evento que veio a seguir, neste caso o Mundial de França.
Em 1998, a principal surpresa foi a Croácia. É verdade que tinha uma super-equipa, reconhecida por todos na altura, mas não possuía grande estatuto, até porque o país havia nascido há pouco tempo. Os croatas eliminaram a Alemanha, com um inesquecível 3-0, estiveram com um pé na final, perdendo 2-1 com a França, e acabaram em terceiros, à frente da Holanda. Foi fantástico para os croatas, mas a alegria sentida em 1998 não foi possível repetir-se em 2000, no Europeu da Bélgica e da Holanda, porque a sua selecção falhou redondamente na qualificação.
Foi então no Euro 2000 que surgiu a excepção de que falo no início do texto. Portugal foi a selecção-sensação desse evento e deu continuidade aos bons resultados com o apuramento para o Mundial 2002. Ainda assim, o outro terceiro desse Campeonato da Europa, a Holanda, não conseguiu estar presente no Mundial do Oriente. Mas pela tradição e grande nome que tem e já tinha, a Holanda não poderá ser considerada surpresa em 2000, por isso afirmo que nesses anos registou-se a única excepção.
Porém, os casos não se ficaram por ali. Tivemos mais dois. Primeiro a Turquia e depois a Grécia. A Turquia ficou num fantástico terceiro lugar no Coreia/Japão, mas não esteve em Portugal para o Euro 2004. Os gregos sagraram-se campeões europeus, numa das maiores surpresas da história do futebol, e depois não tiraram o passaporte para viajarem até à Alemanha para o Mundial 2006.
Enfim, são muitos os casos e, coincidência ou não, Portugal, quarto no Mundial da Alemanha, está a sentir muitos problemas – bem mais que o esperado – para qualificar-se para o Euro 2008. Espero, no entanto, que Portugal volte a ser a excepção.
Sinceramente é difícil de encontrar uma explicação para estes casos algo estranhos, mas, sendo tantos, parece-me que isto não é uma simples curiosidade. É a crise do sucesso, mais fácil de perceber nos clubes, ou então a “dor do crescimento” como lhe chamou Jorge Jesus, referindo-se ao Belenenses.


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10.6.07

Artigo partilhado por Diogo Laranjeira

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Deixo aqui o primeira escolha entre os artigos enviados por email.
Convém esclarecer que os pontos expostos e defendidos no artigo são da total responsabilidade do autor, a quem agradeço ter partilhado os seus pontos de vista.
Sporting - Um caso de alteração (significativa) no modelo de jogo no decorrer da época 06/07
O Sporting no inicio da época começou por apresentar um bloco baixo, onde as transições defensivas constituíam um momento muito importante, existindo um primeiro momento de pressão forte, que mais do que pretender roubar a bola em zonas adiantadas do terreno, tinha como objectivo a temporização do ataque adversário para que ao mesmo tempo se desse a reorganização colectiva do bloco, tentando efectivamente recuperar a bola em espaços mais próximos da sua baliza. A estes princípios juntava-se uma transição ofensiva, onde preferencialmente um jogador (mais vezes do meio-campo, Nani, Carlos Martins, Romagnoli) conduzia a bola em progressão numa primeira fase, sendo que quem dava largura ao ataque (talvez vezes demais directo ou rápido, sem consequências) eram os dois avançados.
Esta situação levantava problemas, nomeadamente, no processo ofensivo: se os avançados muitas vezes recuavam no terreno ou conferiam largura ao ataque, e nenhum dos médios tem uma capacidade assinalável de penetração e finalização na área adversária, existia um desequilíbrio nas zonas de conclusão, pois ninguém (ou quase) aparecia aí. Para mim, aqui residia um dos pontos fracos do Sporting, outro era quando em bloco baixo, as duas linhas de 4 homens que se criavam, não serem muito pressionantes, em no corredor central) deixando espaço para pontapés à entrada da área, resultantes até de uma segunda bola, e de meia distância (ver golo contra Bayern
http://www.youtube.com/watch?v=tLy10nGRgWk)
Depois da pausa natalícia a situação foi-se alterando.
O Sporting passou a ter um bloco mais adiantado e fundamentalmente os avançados ficavam em terrenos mais centrais ainda que recuados, deixando a tarefa de preenchimento das alas mais a cargo dos laterais, de Nani e até João Moutinho que contaram com o precioso apoio de Romagnoli no último terço da temporada. Assim, a equipa leonina passou a ter mais gente nas imediações e mesmo na área, mais soluções ofensivas.
Ao adiantamento do bloco leonino, não foi nada indiferente a inclusão de Miguel Veloso a trinco! Com a sua presença em campo, e sendo ele uma referência no "jogar" da equipa, conseguiu muitas vezes "empurrar" a equipa para zonas mais próximas da baliza adversária, mantendo o equilíbrio colectivo.
Em conclusão, o Sporting, mais explicitamente Paulo Bento, provou que é possível as equipas evoluírem (para melhor!) ao longo da temporada.

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